PEA - www.pea.org.br - Projeto Esperança Animal

Seja um Ativista Seja um Associado Faça uma Doação Lojinha Adote Sobre a PEA

Página Inicial

 

Ajude a combater os maus tratos e o abandono de animais. Seu apoio é muito importante.

Faça a Diferença

Clique Aqui

Você também pode ajudar

efetuando sua contribuição nos bancos abaixo

 

Banco Itaú

 Agência: 1574

Conta Corrente: 22004-0

 

Bradesco

  Agência: 0665-3

Conta Corrente: 127.526-7

 

CNPJ: 05.872.606/0001-30

 
Acesse, Copie, Divulgue

 

 

Siga a PEA

 

 

Perguntas Freqüentes


Sobre a PEA

Ativismo

Como Denunciar Crueldades

Lendas da Internet

Resgatei um Animal, o que eu Faço?

Quero doar um Bicho

Como Montar uma ONG

Petições Online tem valor?

Direitos do Animais

Colecionadores de Animais

Crueldades Cometidas em Outros Países

Eutanásia

PitBull

Criadores Ilegais

 

Venda de Cães e Gatos

Venda de Animais Silvestres

Testes em Animais

Carrocinhas

Extração de Peles de Animais

Animais em Circo

Rinhas

Animais em Rituais Religiosos

Tráfico de Animais

Abatedouro de Animais

Animais de Tração

Farra do Boi

 

Fale conosco

 

 

 

Eutanásia

A eutanásia deve ser praticada somente se o animal sofrer de doença incurável, irreversível, dolorosa e que cause extremo sofrimento, impossibilitando totalmente que o animal tenha a mínima qualidade de vida. Outra possibilidade é se o animal for vítima de um acidente que comprometa irreversivelmente suas funções vitais, causando dor e extremo sofrimento, sem que haja qualquer chance de recuperação. A decisão deve ser tomada somente pelo guardião do animal, depois de haver consultado um ou mais veterinários e ter obtido a certeza de que não há solução possível para o quadro que o animal apresenta. A PEA não recomenda a eutanásia para animais idosos ou deficientes (físicos, auditivos, visuais ou mentais) que estejam em boas condições de saúde. Estes animais, mesmo necessitando de alguns cuidados especiais, podem usufruir de boa qualidade de vida. Consulte um ou mais veterinários de confiança para saber como melhor atender as necessidades especiais de seu animal idoso ou deficiente, dando-lhe igualmente conforto, carinho e um abrigo seguro e adaptado às suas condições.

 

 >voltar<

 

 

Pits e "Feras" do Gênero

A PEA divulga que a distinção de raças não pode ser utilizada para classificar animais violentos. Cientificamente comprovado, o perfil violento de alguns animais não está diretamente relacionado à sua raça, mas sim à sua criação, educação, condições de vida e tratamento médico veterinário dados por seus donos. Muitos animais mansos podem atacar seus familiares por uma dor de dente, por exemplo, que aparece de uma hora para outra e torna o animal incompreensivamente agressivo. É preciso muito cuidado para classificar a origem da agressividade e sempre respeitar a vida do animal, procurando localizar e tratar a origem do desconforto. Colabore para diminuir o número de acidentes com animais, DENUNCIE quem cria animais violentos propositadamente.

 

>voltar<

 

 

Venda de Cães e Gatos

A PEA é contrária à criação e venda de animais por cidadãos comuns, bem como à venda de animais em Pet Shops. Consideramos que vida não é mercadoria para se expor em prateleiras.

 

>voltar<

 

 

Venda de Animais Silvestres

A PEA é completamente contra a compra de animais silvestres, mesmo que sejam provenientes de criadouros comerciais supostamente legalizados. Muitos animais são vendidos ilegalmente, são “produtos” provenientes do tráfico, o que acarreta um grande desequilíbrio ecológico. Por gentileza, veja o link a seguir: www.pea.org.br/crueldade/trafico . Muitos animais, ao serem capturados na natureza, sofrem ferimentos e traumas que acabam por condená-los a viver o resto dos seus dias em cativeiro. Nós não temos o direito de privar a liberdade de qualquer que seja o animal. Mesmo com a garantia de que será bem tratado, nenhum animal deve viver fora de seu habitat natural. Aves são feitas para voar e não ficarem em gaiolas. Peixes são feitos para nadar e não viver em aquários. Isso serve para todo e qualquer tipo de animal não doméstico. A PEA recomenda que as pessoas dêem preferência a um cão e gato em necessidade. Nós estimulamos a adoção de animais abandonados. Na internet existem vários sites de adoção de animais que foram recolhidos das ruas e tratados www.pea.org.br/links.htm . Todos estão aptos para adoção. Há também abrigos que estão sempre com as portas abertas para pessoas que querem adotar animais. Sem contar os animais que estão no corredor da morte nos CCZs (carrocinhas) espalhados pelo Brasil. Basta você se informar de um CCZ próximo à sua casa e visitá-lo. Além de salvar uma vida você estará ganhando um grande amigo. Veja o que acontece nas carrocinhas www.pea.org.br/crueldade/carrocinhas/fotos.htm . Adotando um bichinho você estará evitando esse sofrimento.

 

>voltar<

 

 

Criadores Ilegais

Criadores, segundo a Lei 14.483, somente poderão realizar a reprodução de cães em estabelecimentos registrados. Para denunciar o criador ilegal, você deve procurar a Secretaria de Saúde - Setor de Fiscalização.

 

Lei Nº 14.483, De 16 De Julho De 2007 - Capítulo I - Das Disposições Gerais

Art. 1º A reprodução, criação e venda de cães e gatos no Município de São Paulo é livre, desde que obedecidas as regras estabelecidas na presente lei e legislação federal vigente. Art. 2º A reprodução de cães e gatos destinados ao comércio só poderá ser realizada por canis e gatis regularmente estabelecidos e registrados nos órgãos competentes conforme determinações da presente lei. Art. 3º São vedadas a venda e a realização de eventos de doação de cães e gatos em praças, ruas, parques e outras áreas públicas do Município de São Paulo. Parágrafo único. Excetua-se das vedações previstas no "caput" deste artigo os eventos de doação em parques municipais, previamente autorizados pelo órgão público ao qual o parque está afeto e Conselho Gestor do respectivo parque, e mediante o atendimento das exigências previstas no Capítulo II desta lei.

 

>voltar<

 

 

Como Montar uma ONG

O site do SEBRAE ( www.sebrae.com.br/br/home/index.asp ) possui todas as informações sobre o que é necessário para se abrir uma ONG. Tanto no planejamento como na formação (documentação) da ONG, o site é completo. Vale lembrar que para toda e qualquer ONG há necessidade de ter uma assembléia, aprovação de estatutos e constituição de uma diretoria, registro, obtenção de CNPJ e inscrição municipal. Isso pode ser facilmente feito com o auxílio de um advogado e um contador militantes na área do terceiro setor. Já para poder lidar com animais silvestres e poder recebê-los, ficando como depositários legais, faz-se necessário que tenham aprovação do IBAMA para tanto. Este é o caso de criação de um criadouro conservacionista, que deverá seguir o exposto na portaria 139/93, que pode ser acessada neste link: www.ibama.gov.br/fauna/legislacao/port_139_93.pdf Vale citar ainda que a simples criação de uma ONG não trará nenhum tipo de benefício ou facilidades para ajudar os animais. Muito pelo contrário, ao criar uma ONG você estará assumindo responsabilidades fiscais, contábeis e financeiras, mesmo sem nenhuma atividade. O ideal é informar-se junto ao sebrae antes de tomar qualquer decisão.

 

>voltar<

 

 

Petições Online tem valor?

Petições online (internet) não tem nenhum valor legal. O que realmente tem valor legal é o abaixo-assinado no papel impresso, com nome, RG, Cidade, Estado e assinatura.

 

a) Abaixo Assinado do Vídeo de Crueldade na China

Existe um vídeo que circula pela internet já há alguns anos sobre retirada de pele de animais na China. O vídeo é real (e triste) porém de autoria, data e localização corretas desconhecidas. Desconhecemos a origem da petição. Diante deste fato, não podemos fazer nada com elas. Lembrando que petições online (internet) não têm nenhum valor legal. O que realmente tem valor legal é o abaixo-assinado no papel impresso, com nome, RG, Cidade, Estado e assinatura.

 

 

>voltar<

 

 

Colecionadores de Animais

A PEA não faz recolocação de animais domésticos ou mantém abrigos de animais. A missão da PEA é orientar, educar e conscientizar as pessoas a darem tratamento ético aos animais. Dentro deste espírito, podemos comentar algumas iniciativas e alternativas que contemplam o problema que você nos expõe.

 

Há um transtorno psicológico, chamado hoarding, que se caracteriza pela dificuldade do indivíduo de resistir ao impulso de recolher animais das ruas,  sem equacionar a quantidade de  animais com  suas condições físicas e financeiras para cuidar de seu bem-estar e ainda manter um padrão mínimo de qualidade de vida. Quem sofre deste distúrbio precisa de tratamento psicológico, porque o portador do transtorno volta a "colecionar" animais mesmo que autoridades, entidades de proteção animal ou pessoas bem intencionadas ajam para melhorar a qualidade de vida da pessoa e dos animais, normalmente reduzindo o número de bichos sob sua guarda.  Não estamos afirmando que esta senhora seja portadora deste distúrbio, mas que toda e qualquer pessoa que mantiver grande quantidade de animais sob sua guarda e nitidamente não tiver condições de cuidá-los  deve ter apoio e supervisão, mesmo depois de solucionado o problema emergencial da superpopulação de animais.

 

A primeira providência deve ser verificar as condições de saúde dos animais. Estão saudáveis e limpos? Estão bem alimentados? Há água limpa e fresca à disposição? Não há feridas ou indícios de maus-tratos? Estão tranqüilos e confiantes? O ambiente oferece o mínimo de higiene? Os animais são esterilizados? A segunda é formar um grupo de voluntários para "atacar" o problema.

 

Caso os animais tenham problemas de saúde, mas não haja indícios de maus-tratos, devem ser encaminhados para tratamento em veterinário.  É importantíssimo esterilizá-los para que não procriem e agravem a situação de superpopulação. A partir daí, há duas alternativas:

 

1) Com apoio e supervisão de um grupo de voluntários, visto que se trata de pessoa idosa e de saúde frágil,  os animais podem ser mantidos sob a guarda desta senhora (se ela tratá-los bem) em uma nova residência, conforme parece ser seu desejo, visto que parece não haver condições de negociação com os vizinhos.  Para que não haja novamente problemas com os vizinhos, a residência deve ser telada (evitando que os gatos perambulem)  e a higiene deve ser mantida rigorosamente em dia.  Os gatos são silenciosos, portanto ruído não deve ser problema. Ainda assim permanece o fato de que a prefeitura de São Paulo só permite a permanência de dez animais por residência. Outra entidade, a APASFA (Associação Protetora de Animais de São Francisco de Assis) emite um alvará, que nada mais é que uma tutela, ou seja, a associação passa a ser responsável pelo animal (ou animais), através de documento enviado para todos os envolvidos (condomínio, proprietário do animal, às vezes até mesmo o Prefeito da cidade, se for o caso). Veja informações aqui: www.apasfa.org/quem/alv.html

 

2) Transferir os animais para lares provisórios (ou mantê-los provisoriamente sob a guarda desta senhora) e fazer uma campanha de doação de animais com o intuito de reduzir o número de bichos  a uma quantidade manejável. Assim que o animal estiver apto para ser adotado (vermifugado, vacinado e esterilizado), divulgue-o em sites de doação, faça cartazes (com foto do animal - se possível, dados do animal e seus contatos) e distribua em lugares de bastante movimento (supermercados, pet shops, padarias, farmácias, bancas de jornal, ponto de ônibus etc.). Você também pode anunciar em Jornais do Bairro e em Rádios, além de distribuir faixas em locais de bastante movimento. A seguir, disponibilizamos os links dos sites:

- Fórum de Doação: www.forumnow.com.br/vip/foruns.asp?forum=101856

- Diversos Sites de Doação: www.pea.org.br/links.htm

 

O que não se deve fazer:

Abandonar os animais;

 

Enviá-los para abrigos - é mera transferência do problema, os abrigos estão superlotados e muitos deles não têm condições de receber ou manter mais animais. Além disso, muitos abrigos não conseguem doar animais, virando depósitos de bichos rejeitados, mantidos presos em situações muitas vezes críticas.

 

Chamar o CCZ (carrocinha):

Animais capturados ou entregues para as carrocinhas são mortos em poucos dias. Veja fotos, vídeos e informações: www.pea.org.br/crueldade/carrocinhas

 

É importante que essa senhora receba supervisão do grupo de voluntários para não voltar a recolher animais ou deixá-los procriar.  Caso a situação se agrave, a saída sem dúvida será a campanha de doação.

 

>voltar<

 

 

Crueldades com animais cometidas em outros países são difíceis de serem abordadas por entidades estrangeiras. Elas dependem de leis específicas de cada nação e especialmente das autoridades locais, além de outros aspectos como costumes e cultura. Infelizmente há pouco o que possa ser feito de prático nestes casos para quem está de longe. O que recomendamos é a divulgação do assunto e protestos através do envio de cartas e e-mails para a embaixada/consulado junto ao representante daquele país, manifestando (educada e diplomaticamente) seu repúdio (se for um país turístico, reforce a imagem negativa para o turismo por exemplo). Lembramos que aquelas petições online não têm eficácia. Caso essa questão internacional envolva o patrocínio de empresas, outra boa maneira de protestar é enviar e-mails e cartas para esta(s) empresa(s) e boicotar seus produtos ou serviços.

 

a) Massacre de Golfinhos na Dinamarca

Infelizmente essa matança ocorre na Dinamarca há uns 500 anos. Não são somente Golfinhos, mas também Baleias. Sugerimos que as pessoas entrem em contato com as embaixadas dos países envolvidos em tais atrocidades a fim de que manifestem seu repúdio. Ou, podem dirigir-se às autoridades das Ilhas Faeroe a respeito da caça a baleias-piloto. O endereço de e-mail do Departamento de Assuntos Exteriores do Governo das Ilhas Faroé é mfa@mfa.fo ; o endereço de e-mail do Departamento de Pesca e Assuntos Marítimos é fisk@fisk.fo. Veja a notícia da Seashepherd: www.seashepherd.org.br/noticia.php?not=196

 

>voltar<

 

 

Direito dos Animais

O que você quer dizer com “direitos dos animais”? As pessoas que são partidárias dos direitos dos animais acreditam que, assim como os homens, os animais têm direito, basicamente, à vida, à integridade física, a manter um comportamento e peculiaridades típicos de sua espécie e, no caso dos animais silvestres, a um habitat natural preservado.  Por isso, os animais  não devem ser maltratados, abusados ou sacrificados, não devem ser comercializados, não devem servir como alimento, como vestuário, como entretenimento (em circos, rinhas, rodeios, touradas ou farras do boi) ou como cobaias em testes abusivos, dolorosos e desnecessários. No Brasil, alguns destes direitos dos animais já estão expressos em leis.  Veja  aqui a Lei de Crimes Ambientais e o Decreto Lei nº 24.645

 

Qual a diferença entre “direitos dos animais” e “bem-estar dos animais”? As teorias de “bem-estar” admitem que os animais têm direitos, mas permitem que estes direitos sejam transgredidos em benefício dos humanos, sob determinadas condições. Seria o caso, por exemplo, do chamado abate “humanitário” dos bois, porcos e frangos em grandes matadouros. Já as teorias de “direito animal” pregam que os animais, assim como os humanos, não devem ter seus direitos ignorados para o benefício dos homens. No entanto, os direitos dos animais não são absolutos e, assim como os direitos dos humanos, podem ter seu escopo limitado  ou gerar conflitos de opiniões ou contradições.

 

Existe diferença entre “protetor” de animais e “defensor dos direitos dos animais”? A PEA entende que a expressão “defesa dos direitos dos animais” seja mais abrangente do que “proteção dos animais”.  Ao usar o termo “defesa dos direitos dos animais”, pressupomos que todos os animais, sem exceção, são seres vivos que detêm determinados direitos. Muitas espécies podem, inclusive, levar vidas livres da interferência do ser humano, de forma totalmente independente.  Ao ignorar estes direitos, o ser humano está em uma posição ética questionável. Já a proteção animal, na prática,  tem se concentrado basicamente a proteger animais de abandono e maus-tratos, principalmente cães e gatos, porque o sofrimento destas espécies é mais visível em ambientes urbanos. Ser considerado um “protetor” não significa que você não é um defensor dos direitos dos animais, desde que respeite estes direitos.

 

Os animais têm os mesmos direitos que os homens? Os direitos dos animais não são iguais aos direitos dos homens porque os interesses dos animais são diferentes dos interesses dos homens. Por exemplo, um animal não tem interesse em votar nas próximas eleições, portanto este não é um direito dos animais, mas é um direito de seres  humanos que vivem em países democráticos. Existem, no entanto, alguns interesses em comum. Assim como os homens, os animais não têm interesse em que alguém cause-lhes dor e sofrimento de forma desnecessária e propositadamente. Os humanos estariam, então, obrigados a respeitar este direito dos animais, deixando de infringir-lhes dor e sofrimento.
 
Os animais não são racionais, não entendem seus direitos e muitas vezes não respeitam os direitos dos homens, então porque eu deveria respeitar os direitos dos animais? Uma criança, mesmo que não entenda o conceito de “direitos humanos”, tem uma série de direitos que devem ser respeitados. Da mesma forma, a incapacidade dos animais de entenderem seus seus direitos não deve ser usada como pretexto para que estes mesmos direitos sejam desrespeitados.  Assim como as crianças, os animais não são, muitas vezes, capazes de julgar ou mudar seu comportamento, mas os humanos adultos são capazes de  refletir, julgar e mudar os comportamentos e hábitos que causam dor e sofrimento a outros seres. Um ser humano adulto também é capaz de escolher como agir. Quando é possível escolher, o bom senso diz que é necessário evitar causar dor e sofrimento.

 

Não tenho nada contra você acreditar em direitos dos animais, mas por que você tenta impor esta crença a outros? Os defensores dos direitos dos animais não querem “impor” o que acreditam, mas sempre que possível tentam levar informação sobre os direitos dos animais a outras pessoas. Isso é um direito humano, o direito de livre expressão. Você também tem o direito de expressar livremente suas opiniões. No entanto, liberdade de pensamento não equivale a liberdade de ação. Você é livre para acreditar no que quiser, desde que não desrespeite o direito inato ou adquirido dos outros. Você pode acreditar, por exemplo, que a escravidão deveria ser legalizada no Brasil , mas não é livre para sair seqüestrando e aprisionando pessoas para obrigá-las a trabalhar por você.

 

Você perde seu tempo se preocupando com animais quando pessoas passam fome, crianças são abandonadas nas ruas e idosos não têm atendimento médico adequado. Por que você não faz melhor uso de seu tempo e defende os direitos destas pessoas?

Em primeiro lugar, quem respeita e defende o direito dos animais costuma ser uma pessoa ética, portanto respeita e defende igualmente o direito dos humanos. Quem não vira as costas para as necessidades de um animal também não costuma virar as costas para as necessidades de um ser humano. Na medida de nossas possibilidades,  devemos aliviar o sofrimento de qualquer ser vivo. No Brasil, há milhares de ativistas que, por escolha pessoal, se vincularam a uma causa e trabalham voluntariamente por ela, contribuindo para mudar uma triste realidade que, para elas, é comovente, incômoda ou injusta. No nosso caso, resolvemos ser ativistas voluntários para a causa dos direitos dos animais.

 

Eu prefiro me preocupar com crianças, não defendo animais.

Não estamos pedindo que você nos acompanhe e seja um ativista dos direitos dos animais, embora fosse bom contar com você do nosso lado. Para nós, basta que você respeite os direitos dos animais como respeita os direitos de um ser humano. No entanto, se quiser ser ativista da PEA, clique aqui. De qualquer forma, encorajamos você a abandonar a passividade e defender a causa que mais fala ao seu coração. Você pode se filiar a milhares de entidades no Brasil que defendem o direito dos miseráveis, das crianças, dos idosos ou dos animais. Veja como neste site www.voluntariado.org.br.
 

Se você defende o direito dos animais, deveria também defender o direito das plantas. Do ponto de vista fisiológico, as plantas são completamente diferentes dos animais. Mesmo assim, isso não nos dá o direito de exterminá-las. A existência das plantas é fundamental para o equilíbrio ecológico do planeta e, em última análise, também garante a sobrevivência das demais espécies. Portanto, quem defende o direito dos animais também costuma ter preocupação com a biodiversidade e com o meio ambiente.
 

Mas você é contra o uso de animais como alimento, portanto também deveria ser contra o uso de plantas como alimento. Plantas são desprovidas de sistema nervoso central, de terminações nervosas e de cérebros. Portanto, não há evidências científicas de que as plantas experimentem emoções ou sensações. Plantas não sentem dor ao serem colhidas, mas animais sentem dor ao serem mortos. As espécies vegetais que servem como alimento são replantadas a cada novo ciclo agrícola e não correm risco de extinção. Além disso, muitos vegetais e frutos podem ser colhidos sem causar a morte da planta que lhes deu origem.  O vegetarianismo, além de contribuir para a saúde do ser humano, é uma forma de alimentação que é mais adequada à preservação do meio ambiente. A indústria da carne é um dos principais responsáveis pelo consumo e contaminação das águas.  No Brasil, a abertura de pastos para a pecuária é uma das razões do desmatamento da Mata Atlântica, do Cerrado e da Floresta  Amazônica. A pecuária também não contribui para a erradicação da fome no mundo. Para a produção de um quilo de carne, são necessários no mínimo sete quilos de grãos que serviram como alimento do gado. Estes sete quilos poderiam ter sido destinados diretamente pela população faminta.

 

É quase impossível evitar todos os produtos que sejam derivados de animais ou que contenham componentes animais. Se causamos o sofrimento aos animais mesmo sem perceber isso, qual é o sentido de  continuarmos defendendo-os? É quase impossível viver sem causar algum dano a outra espécie ou a seres de nossa própria espécie. A nossa simples existência pressupõe que teremos alguma interferência no ambiente em que vivemos. No entanto,  isso não significa que devemos causar intencionalmente danos aos outros. Por exemplo: pode acontecer de, infelizmente, você atingir outra pessoa com o seu carro. Isso não significa que você tenha razão em atropelar os outros de propósito.

 

E quanto às baratas, pernilongos, formigas, lagartixas, pulgas e ratos que infestam nossas casas? Deveremos deixá-los viver e causar mal a nossas famílias? Na medida do possível, devemos evitar o sofrimento das outras espécies. Os seres humanos dispõem de meios para evitar a infestação de baratas, pernilongos, pulgas, formigas, lagartixas e ratos. É possível, por exemplo, colocar telas nas janelas para evitar a entrada de pernilongos e mosquitos. Formigas são atraídas por alimentos em exposição, portanto guardar os alimentos na geladeira já é uma forma de evitar a proliferação de formigas. De qualquer forma, não há evidências de que formigas sejam transmissoras de doenças para humanos, por isso é possível ter tolerância para com elas. Da mesma forma, as lagartixas não fazem mal aos humanos e ainda evitam a proliferação de insetos em sua casa, por se alimentarem deles. Um ambiente limpo e organizado, livre de restos de alimentos, papel e entulho, também costuma ser pouco atraente para baratas e ratos. Porém, se estas medidas inócuas não surtirem efeito e a saúde de sua família estiver ameaçada, há motivos para que você tome providências mais efetivas no combate à infestações. É uma questão de bom senso. Se você estivesse na selva e fosse atacado por um leão, ficaria à espera do ataque ou subiria em uma árvore? Se tivesse uma arma em suas mãos, miraria no coração ou tentaria atirar para o ar primeiro para ver se conseguiria espantar o animal? 

 

Muitas pessoas ganham seu sustento em atividades econômicas que exploram os animais, como a pecuária ou indústrias que utilizam derivados de animais. Estas pessoas podem perder o emprego se os direitos dos animais prevalecerem. Como você enxerga esta questão? Historicamente, quando uma atividade econômica entra em colapso, é substituída por outra que cria novos empregos. As pessoas são treinadas para exercerem novas funções, aprendem novas habilidades.  Quando o automóvel foi inventado, por exemplo, os cocheiros perderam o emprego. No entanto, foram abertos novos postos de trabalho para motoristas de automóveis, de caminhões ou de ônibus. Nos Estados Unidos, muitos empregos foram criados na indústria bélica durante a Segunda Guerra Mundial. Vencido o conflito, estes postos de trabalho foram fechados e as pessoas foram aproveitadas em outras funções. Há poucos anos, com a disseminação do uso do computador, vários atividades deixaram de ter sentido econômico. No entanto, não houve crise de emprego motivada pela adesão ao uso de computadores. Pelo contrário, foram criados vários empregos na indústria de tecnologia de informação. 

 

Algumas manifestações, como a tourada, fazem parte do patrimônio cultural de um povo. Não é errado acabar com uma tradição? A evolução dos costumes faz parte da trajetória humana. Em algumas antigas sociedades, era social e culturalmente aceito o sacrifício de seres humanos. Da mesma forma, a mutilação dos órgãos sexuais femininos é social e culturalmente aceita, ainda hoje, em alguns países africanos. Para muitas pessoas, estas práticas causam repulsa. O sacrifício de humanos, por exemplo, foi abandonado pelas sociedades modernas. A mutilação das mulheres africanas causa assombro e é repudiada em diversos países. O fato de uma prática ser tradicional, fazer parte da cultura de um povo, não significa que não seja bárbara. A cultura é um bem maior e não deveria ser manchada de sangue de seres humanos ou de animais

 

Não é verdade que os ativistas dos direitos dos animais são radicais que cometem atos terroristas? O movimento de defesa dos direitos dos animais é, por natureza, pacífico e sem violência. A principal crença dos ativistas dos direitos dos animais é que não se deve ferir qualquer animal- humano ou de outras espécies. No entanto, existem algumas facções minoritárias que agem em outros países e que acreditam no uso ilegal da força. Suas ações visam causar danos à propriedades (laboratórios que usam animais como cobaias, por exemplo) e, por isso, costumam ganhar manchetes nos jornais, contribuindo para criar uma imagem negativa dos ativistas dos direitos dos animais. A PEA não acredita ou apóia o uso ilegal da força. A PEA acredita na disseminação da informação e na conscientização dos seres humanos como principais formas de implementar os direitos dos animais. Muitos ativistas dos direitos dos animais, no entanto, são chamados de “radicais” simplesmente por defenderem suas opiniões com veemência. Historicamente, pessoas que contrariaram os interesses econômicos ou sociais vigentes em um determinado período são chamadas de radicais. No século 19, brasileiros que defendiam a abolição da escravidão eram chamados de radicais. 

 

Muitos animais usados como alimento, como vestimenta ou em experimentos são criados para este fim. Por que seria errado usá-los? Ser criado para um determinado propósito não altera a capacidade biológica dos animais de sentir dor ou medo.

 

Se explorar animais é algo reprovável, por que a Bíblia sugere que os seres humanos tenham domínio sobre os animais? Domínio não é a mesma coisa que tirania. Se o ser humano tem o domínio sobre os animais, certamente deveria ser para defendê-los e protegê-los. Não há nada na Bíblia que justifique a destruição do meio ambiente, o extermínio de diversas espécies de animais silvestres ou o  tormento e morte, pela mão do homem, de bilhões de animais todos os dias. Todas as religiões incentivam a reverência pela vida e pelas criaturas de Deus.

 

Os animais não são inferiores aos homens? Nós não somos mais inteligentes ou evoluídos? Por que então não podemos usá-los? Os animais não são inferiores aos homens, são diferentes. A inteligência deles está presente na medida das suas necessidades e serve ao propósito de sua sobrevivência, assim como a nossa. Várias pesquisas já demonstraram que alguns animais (como os elefantes ou os golfinhos) possuem até mesmo uma linguagem e exibem comportamentos altamente complexos. Outros animais são capazes de aprender a linguagem de sinais para deficientes auditivos e rudimentos da linguagem humana.  Entre humanos, o fato de uma pessoa ser mais inteligente não lhe dá o direito de abusar de outra pessoa menos inteligente. Por que poderíamos, então, abusar de outros animais simplesmente por não expressarem sua inteligência da mesma forma que nós?
 

Se a exploração econômica de animais fosse errada, não seria ilegal? A escravidão era legal no Brasil até o século 19. Até alguns anos atrás, a lei justificava o assassinato de mulheres por seus maridos, como “crime de honra”. Por conta deste dispositivo legal, homens que matassem suas esposas ou companheiras poderiam sair livres da cadeia. Legalidade não é garantia de moralidade. A lei não é absoluta ou imutável. É alterada conforme muda a opinião pública ou os interesses econômicos, sociais e políticos de um país.
 

Leituras recomendadas:

Libertação Animal – Peter Singer

Vida Ética- Peter Singer

 

>voltar<