Cinco homens armados e com os rostos cobertos por camisetas invadiram o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campinas, na noite de quinta-feira (6), e roubaram quatro cavalos e o celular do vigia.
Este é o segundo caso semelhante registrado no local em quatro meses. No dia 6 de maio, três homens também entraram no local e levaram três animais e saíram montados.
No caso de quinta-feira, o vigilante R.R.T., contou à polícia que os ladrões o renderam quando falava ao celular. O bando teria dito que não queria nada com ele, mas queriam que a vítima os levassem até a baia onde ficavam os animais. Lá, eles colocaram cabrestos em quatro cavalos - fêmeas e machos - e os levaram.
Segundo o coordenador do CCZ, Douglas Presotto, na baia haviam cinco cavalos, sendo quatro apreendidos há mais de duas semanas e um enviado na quarta-feira pela Delegacia dos Animais, uma vez que foi apreendido por maus-tratos. Este animal não foi levado pelos criminosos, uma vez que estava debilitado.
Após pegarem os cavalos, o bando levou o vigia para a cozinha, arrancou o telefone do local e o trancou. Eles fugiram com o celular, as chaves e o cadeado. Para sair da cozinha, o vigia teve que arrombar a porta. 'É uma ação específica de donos' , comentou Presotto.
Em maio deste ano, três homens invadiram o local e pegaram três dos seis cavalos que estavam lá. O trio também rendeu um vigia e afirmou que tinha ido pegar apenas o que era deles e saiu montado nos animais.
Segundo Presotto, quando um animal de grande porte é apreendido, o dono tem que provar propriedade e local para deixá-lo, como sítio por exemplo. Além disso, tem que pagar taxa de resgate que pode chegar a R$ 100,00 por dia. Após cinco dias o dono perde o direito de posse.