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Notícias - ANIMAIS


 

Pit bulls adultos ‘encalham’ em centros de adoção

Autor(a): Claudia Silveira

Se a vida de animais abandonados disponíveis para adoção já não é fácil, para os pit bulls pode ser ainda pior. Por causa dá má fama da raça - de ser forte e violenta – os cães não conseguem encontrar um novo dono, principalmente se forem adultos. No Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de São Paulo, o último foi adotado há três meses.

“As pessoas não querem mesmo adotar um pit bull adulto. Alguns protetores de animais têm medo de resgatá-los da rua quando eles são abandonados pelos donos”, lamenta Renato Bacci Neto, um dos diretores da Natureza em Forma, ONG que organiza uma feira de adoção de animais todos os domingos na Avenida Paulista.
“Na feira, a pessoa gosta, passa a mão, pergunta qual é a raça e quando a gente diz que é pit bull, ela já fica desconfiada e se afasta”, exemplifica Bacci Neto.  Até quinta-feira (3), a ONG tinha disponível 12 pit bulls adultos, entre mestiços e puros, disponíveis para adoção. O último cão da raça que saiu da feira com um novo dono foi há três semanas. A cada fim de semana de evento, cerca de 25 animais são adotados.

No CCZ, o número de cães da raça disponíveis para adoção no local não foi informado, mas, segundo o órgão, eles costumam demorar a ganhar um dono.  

A pit bull mestiça Pit, que tem cerca de 8 anos, teve sorte. Há dois anos, está com o estudante Felipe Malta, de 22 anos. Ela tinha sido abandonada no campus da USP em São Paulo e foi para o canil da universidade. À procura de uma mascote, Malta resolveu levar a pit bull para casa, mesmo ela já sendo adulta.

“No começo, fiquei meio receoso porque não a conhecia, mas a Pit se mostrou muito mansa”, relembra. “Meus amigos acharam, no mínimo, estranho”, diz Malta. Hoje, conta o estudante, os mesmos amigos se divertem com Pit e até já posaram para fotos com ela.

A produtora de vídeo Luana Scarlet não tem medo de levar pit bulls adultos para casa. Há 20 anos, ela recolhe animais abandonados nas ruas de São Paulo para encaminhar para adoção e tem três cães da raça, além de outros cães de raças variadas. A pit bull que está há mais tempo com Luana é Esmeralda: há três anos.

“De uns anos para cá, as pessoas começaram a abandonar os pit bulls porque eles ficaram com fama de violentos. Eu recolho, mas tenho que doar logo porque preciso ter o espaço de volta para pegar outros”, diz Luana.

O último pit bull que Luana levou para casa estava amarrado em uma praça. Ela passou no primeiro dia e viu o cachorro. No segundo dia, ele continuava lá. No terceiro dia, Luana pegou o animal, colocou no carro e o levou para casa. 

Processo de adoção

Não é à toa que os pit bulls “encalham” no CCZ. Assim como acontece com todos os cães de guarda, como pastor alemão e rottweiler, adotar um cão dessa raça não é tão simples quanto adotar um vira-lata, por exemplo. Segundo o CCZ, quem quiser levar para casa esse tipo de cachorro passará por uma entrevista minuciosa em que o perfil do dono será avaliado, assim como a infra-estrutura que será oferecida ao animal.

A existência de crianças na casa também é um aspecto que não pode ser negligenciado. Segundo o CCZ, em caso de ataque, o veterinário que liberou o animal para adoção pode ser responsabilizado.

Bacci Neto, da ONG Natureza em Forma, diz que, além de escolher bem quem vai levar um pit bull para casa, ele costuma acompanhar a adaptação do animal nas primeiras semanas de casa nova. “Nunca tivemos caso de devolução de pit bull, mas pode acontecer de o dono ou o animal não se adaptar”, diz.  

Quarentena

O CCZ afirma que metade dos canis individuais do local é destinada a cães com características agressivas de comportamento para que eles recebam tratamento diferenciado.

O diretor da Natureza em Forma também afirma que os pit bulls são observados com mais atenção. “O olhar é mais clínico. Por exemplo: em uma disputa por comida, o pit bull ganha porque é mais forte.”

Fonte: G1

Data: 5/12/2008 09:32:00

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