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Notícias - ANIMAIS


 

Pesquisadores registram 36 espécies de cobras em cerrado paulista

Autor(a): Cathia Abreu

Você sabia que existe uma região em São Paulo que tem muitas, mas muitas serpentes? Se for paulista, com certeza, já deve estar olhando para baixo, com medo de ver alguma cobra passeando bem perto. Fique calmo. As serpentes em questão só são encontradas no interior do estado, na Estação Ecológica de Itirapina.

Para saber exatamente quantas espécies de serpentes vivem na região, pesquisadores do Instituto Butantan, em parceria com os da Universidade de São Paulo, realizaram estudos no ecossistema encontrado ali: o cerrado. Foram quatro anos de trabalho, e o resultado: mais de 750 serpentes recolhidas e estudadas, além de 36 espécies diferentes registradas no local, algumas venenosas.

“A maioria das espécies de serpentes produz algum tipo de veneno. Mas há cinco espécies encontradas na Estação Ecológica de Itirapina que poderíamos chamar de venenosas, por representar perigo para o ser humano, ou seja, por ter um modo especial para injetar seu veneno”, conta Ricardo Sawaya, do Laboratório Especial de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan, o principal responsável pela expedição.

Ficou curioso para conhecer essas e outras serpentes que vivem em São Paulo? Então, prepare-se e... olhe a cobra!


Cascavel (Crotalus durissus)

(Foto: A. Tozetti)


Com até um metro e 40 centímetros de comprimento, a cascavel é uma das serpentes encontradas na Estação Ecológica de Itirapina que pode ser considerada venenosa. Ela arrasta-se pelo solo tanto de dia quanto à noite e se alimenta de mamíferos – principalmente roedores pequenos e grandes –, sendo que também pode comer pequenos lagartos. Apresenta um chocalho na ponta da cauda, que vibra quando se sente ameaçada, e é uma cobra vivípara: ou seja, seus filhotes se desenvolvem dentro da barriga da mãe e já nascem completamente formados. Em média, a mãe dá à luz doze filhotes.


Urutu (Bothrops alternatus)

(Foto: R.J. Sawaya)


A urutu é uma espécie grande de jararaca, que pode atingir até um metro e 24 centímetros de comprimento. É venenosa e habita vários tipos de paisagens do cerrado, sendo mais comum em áreas úmidas, perto de brejos. Alimenta-se exclusivamente de mamíferos roedores. Seus filhotes se desenvolvem dentro da sua barriga durante quatro ou cinco meses. Quando se sente ameaçada, ela se enrola toda, esconde a cabeça e pode dar o bote em sua presa.


Jibóia (Boa constrictor)

(Foto: R.J. Sawaya)


A jibóia não é venenosa e pode atingir quase um metro e 80 centímetros de comprimento. Sobe bem em árvores, mas também gosta de ficar no solo. Alimenta-se principalmente de mamíferos, como gambás e roedores, além de várias espécies de aves. Para capturar sua presa, aperta a vítima, enrolando-se em volta do seu corpo até ela parar de respirar. Quando sente alguma ameaça, pode dar o bote e até morder. É vivípara, como a cascavel e a urutu, e pode dar à luz 16 filhotes ou mais.


Jararaquinha (Bothrops itapetiningae)

(Foto: M. Martins)


A jararaquinha é uma espécie de jararaca bem pequena, com tamanho que varia de quarenta centímetros a 60 centímetros de comprimento. Mas como tamanho não é documento, essa é uma cobra bem venenosa como toda jararaca. Típica do cerrado aberto – as áreas conhecidas popularmente como campos –, ela está ameaçada de extinção no estado de São Paulo. Alimenta-se de artrópodes, como as lacraias, além de sapos, répteis, aves e mamíferos. Gosta de rastejar pelo solo à noite, mas também sai durante o dia. É vivípara e pode dar à luz de três a onze filhotes em cada gestação.


Coral verdadeira (Micrurus frontalis)

(Foto: R.J. Sawaya)


Apesar de muito venenosa e perigosa para o ser humano, acidentes com essa cobra são muito raros. Isso porque ela vive boa parte do tempo embaixo do solo, não sendo comum encontrá-la. Ela costuma causar acidentes em pessoas que tentam segurá-la nas mãos. Essa cobra não dá botes para injetar o veneno, precisa morder a sua presa. Mas só consegue morder coisas pequenas, como dedos das mãos e dos pés. Seus principais alimentos são outros répteis, como lagartos com pernas bem reduzidas ou cobras.

É ovípara: ou seja, põe ovos de onde nascem os seus filhotes. Pode atingir até cerca de um metro e meio de comprimento. É bem colorida, com anéis claros, vermelhos e pretos ao longo de todo o corpo. Acredita-se que o colorido de seu corpo seja um sinal de alerta. Um tipo de aviso de que essa cobra é muito venenosa e perigosa para seus principais predadores, as aves de rapina, como os gaviões e falcões. Essas aves utilizam principalmente a visão para caçar suas presas e parecem evitar o contato com as cobras que têm tais cores.


Para conhecer mais cobras encontradas na Estação Ecológica de Itirapina, em São Paulo, clique aqui.

Fonte: UOL / Ciência Hoje

Data: 3/11/2008 15:17:00

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