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Textos sobre Gatos
A
Origem do Gato
O Que Os Gatos Fazem Por Nós
Das Qualidades do Gato
Carta de Um Gato para Um Cão
O Gato e o Folclore
O
Gato e a Religião
Os Gatos São Melhores Que As
Pessoas
Manual
dos Gatos
O Gato Feio
O Gato Que Voltou
O Gato Zen
A Origem do Gato
Os primeiros animais mamíferos chamavam-se
Creodontes
e surgiram há cerca de 60 milhões de anos atrás, e
floresceram admiravelmente após a extinção dos
dinossauros.
O gato partilha com cães, ursos e outros mamíferos um
ancestral comum - uma criatura pequena, semelhante à
doninha, de corpo comprido e pernas curtas, chamada
Miacis.
Surgido dos creodontes há cerca de 50 milhões de anos e
bem adaptado a uma época hostil da história do planeta,
o Miacis evoluiu e prosperou, transformando-se na
diversidade da moderna família de carnívoros que hoje
conhecemos.
Uma das ramificações do Miacis produziu os primeiros
"gatos", os
Proailurus,
que caminhavam com a planta dos pés no chão. Há cerca de
20 milhões de anos, o Proailurus deu lugar ao
Pseudaelurus,
que já caminhava nas pontas dos dedos e possuíam
poderosos caninos afiados.
Do grupo dos Pseudaelurus emergiram os antepassados
diretos do atual gato doméstico, os
Felidae.
Durante os milhões de anos seguintes, o Felidae
subdividiram-se em muitas subespécies, todas
extraordinariamente aparentadas com os gatos modernos.
Há doze milhões de anos atrás, , surgiu o
Felis lunensis,
espécie européia que se julga ser a antepassada direta
da atual família de gatos selvagens, sendo menores que
seus predecessores.
Nesta época, os gatos modernos dividiram-se em dois
grupos, os do Velho Mundo e os do Novo Mundo.
Um grupo de felídeos selvagens, pequenos e
independentes, espalhou-se então pela Ásia, Europa e
África.
Parentes dos gatos contemporâneos, eram criaturas
sofisticadas, construídas para sobreviverem. Pequenos,
asseados, perfeitos carnívoros, os gatos de então já
possuíam garras retráteis, que podem ser consideradas
uma obra-prima da natureza, imprimindo maior velocidade
na caça e contribuindo para um bote mortífero.
A dentição do gato também evoluiu com perfeição, com
dentes preparados para segurar, furar, matar, cortar e
reduzir a presa a pequenos pedaços facilmente engolidos.
Com a domesticação, outras mudanças se perpetuaram,
tanto físicas quanto comportamentais. O cérebro diminuiu
de tamanho, o sistema digestivo modificou-se para
adaptar-se a outro tipo de alimentação, a pelagem
tornou-se mais variada , e o temperamento bravio do gato
sofreu uma alteração permanente, para adequar-se ao
convívio com o homem.
Fonte:
Planeta Gato
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O Que Os Gatos Fazem
Por Nós
Esquentam nosso colo e nos dão alguém para falar.
Ajudam a baixar a pressão.
Criam um elo entre você e as outras pessoas que têm
gatos.
Transformam objetos comuns em brinquedos.
Nos faz mais atentas aos pássaros.
Funcionam como alarme.
Exibem acrobacias para você.
Contribuem para tornar sua vida mais longa.
Enfeitam o peitoril da janela.
Mantém os ratos longe.
Nos faz sorrir.
Inspira os poetas e escritores.
Nos ensina a ter os pés no chão.
Nos faz deixar nossos desejos em segundo plano em prol
de alguém.
Aquecem nossas casas e nossos corações.
Nos lembram de como a vida é misteriosa.
Compartilham conosco o seu ronronar.
Nos instruem na arte de se espreguiçar.
Mostram-nos como levantar a poeira e dar a volta por
cima.
Fazem com que até nosso sofá velho pareça bonito.
Abrem nossos corações.
Autoria Desconhecida
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Das Qualidades do Gato
Quando Deus fez o mundo, escolheu enchê-lo de animais, e
decidiu dar uma qualidade especial para cada um.
Todos os animais formaram diante Dele uma longa fila, e
o gato, calmamente, foi para o fim da fila.
Deus deu ao elefante e ao urso a Força, ao coelho e ao
cervo a Velocidade, a Sabedoria à coruja, Beleza aos
pássaros e borboletas, Esperteza para a raposa,
Inteligência para o macaco, Lealdade para o cão, Coragem
para o leão, Alegria para a lontra... Todas estas coisas
os animais haviam pedido para ter.
Afinal, ao fim da fila, o pequeno gato sentou-se e
esperou paciente. Deus perguntou-lhe:
- O que terá você ?
Ao que o gato encolheu os ombros e respondeu:
- Qualquer coisa me servirá. Eu não ligo.
E Deus disse:
- Mas eu sou Deus ! Quero lhe dar algo especial !
E o gato, espertamente, respondeu:
- Então me dê um pouco de tudo, por favor !
E Deus, rindo-se da enorme inteligência do animal, deu
para o gato a soma de todas as qualidades dos animais,
mais a graça e a elegância, e um gentil ronronar, para
que ele sempre atraísse os homens e conquistasse seus
lares.
Autoria Desconhecida
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Carta de Um Gato para
Um Cão
Querido Amigo Cachorro,
Lamento muito que te mandaram pro Canil Municipal pelo
abajur que tu não quebraste, o peixe que tu não comeste,
o tapete que tu não urinaste e pela parede que tu não
sujaste com tinta vermelha. Mas minha dona se deu conta
do trauma que tenho, por ter sido arrastado de casa até
a beira de um barranco, o qual tive que saltar para que
tu não me jantasse, e das vezes que tive que me esconder
no banheiro para que tu não me encontrasse.
Enfim, as coisas aqui em casa estão muito mais
tranqüilas, e para que vejas que não existem rancores,
te mando uma foto minha, para que não me esqueças
jamais.
Fraternos abraços
O Gato.
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O Gato e
o Folclore
Com seus grandes olhos
que cintilam nas trevas, e sua espantosa capacidade de
sobrevivência, o gato sempre foi objeto de numerosos
mitos e superstições, inclusive o mito das suas nove
vidas, iniciado no Egito, onde o nove é um número mágico
e os gatos são condutores da alma dos mortos. Seu
comportamento independente e a agilidade surpreendente
despertaram idéias de encantamentos e adivinhação,
ligando-o para sempre no imaginário popular ao mistério
e à magia.
Mesmo em culturas em que
foram adorados como divindades, os gatos não escaparam à
torturas e mortes terríveis, devidas a seus supostos
poderes sobrenaturais. Em diversas regiões do mundo,
gatos eram enterrados por baixo das plantações após
morrerem por espancamento, que simbolizava o amaciamento
dos cereais. Acreditava-se que isto garantia colheitas
abundantes, talvez pelo antigo mito da fertilidade do
gato, associado à deusa Bastet. Na Europa de outrora,
além de queimados nas fogueiras por feitiçaria, os gatos
eram emparedados vivos dentro de edifícios em
construção, para que o prédio não fosse atacado por
roedores ou espíritos malignos. Gatos pretos foram
perseguidos por supostas ligações com o demônio.
Originou-se daí a a crença, na Inglaterra, de que um
gato preto atravessando o caminho é sinal de boa sorte.
Boa sorte porque ele se foi e deixou de fazer-nos mal...
Entretanto, na América, a crença inverteu-se, passando o
gato preto a representar perigo.
Ainda na Europa,
acreditava-se que um gato com a pata por trás da orelha
ou bocejando era sinal de chuva e que um gato ronronando
significava bom tempo. Também no Camboja os gatos trazem
a chuva, existindo mesmo um antigo ritual em que um gato
é levado de aldeia em aldeia e aspergido com água. No
Japão, um gato com a pata levantada é um dos símbolos da
boa sorte, conhecido por Maneki-Neko, e o gato é ainda
hoje usado como talismã pelos marinheiros durante as
tempestades.
Na Tailândia, onde
acreditava-se que as almas das pessoas muito evoluídas
migravam para o corpo de um gato e depois subia aos
céus, havia um ritual em que um gato era enterrado vivo
junto com o morto. No túmulo havia um buraco para que o
animal saísse, e assim os monges sabiam que a alma já
havia penetrado em seu corpo.
Na China, atribuía-se aos
gatos o poder de se vingarem dos seus assassinos.
Fonte:
Planeta Gato
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O Gato e a Religião
Muito embora não seja
onde em dia tão difundido, o culto aos animais
espalhava-se outrora pelo mundo. Mesmo os deuses que não
possuíam forma animal tinham um animal sagrado a eles
dedicado, que os simbolizava. Entre estes animais, o
gato foi um dos mais adorados, tanto por sua fecundidade
quanto por seus hábitos noturnos, que o tornaram o
guardião da noite, dos mortos, e dos mistérios da vida e
da morte.
O Culto Egípcio:
No Egito dos faraós, o
gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada
comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta
bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia.
Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o
poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e
conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram
considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em
muitos amuletos.
O Gato na Grécia:
Na Grécia clássica, o
gato foi associado à feminilidade, ao amor e ao prazer
sexual, atributos de Afrodite. Também foi associado à
Artemis, a deusa da caça e da lua, da qual se dizia que
teria escapado um perseguidor, Tiphon, transformada em
gata.
O Culto em Roma: No Império Romano, o gato
esteve ligado a várias deusas. Diana, a caçadora,
governava a fecundidade e a lua, assim como Bastet, e
uma lenda antiga atribui a ela a criação do gato. Também
a sensual Vênus é representada como uma gata, uma
encarnação de emoções maternas.
O Gato na Babilônia:
Apesar de não haver culto
ao gato, dizia um mito que o gato teria nascido do
espirro de um leão. O leão, aliás, era um símbolo da
realeza.
O Gato na América Pré-Colombiana :
Na América, embora não houvessem gatos
domésticos, os grandes felinos, como o puma e o jaguar,
tiveram seu lugar no panteão dos deuses. O jaguar era
símbolo de grande força e sabedoria, e acreditava-se que
os curandeiros mortos transformassem-se neste animal.
O Culto Celta:
Na cultura celta, a deusa
Cerridwen tem um elo de ligação com o culto ao gato
relativo à fecundidade através de seu filho Taliesin,
que em uma de suas encarnações foi descrito como um gato
com a cabeça sarapintada.
O Culto Escandinavo:
Nas lendas nórdicas,
aparece a deusa do submundo Freya, cuja carruagem era
puxada por dois gatos, que representavam as qualidades
da deusa, a fecundidade e a ferocidade. Estes gatos
mostravam bem as facetas do gato doméstico, ao mesmo
tempo afetuoso e terno, e feroz quando excitado. Os
templos pagãos eram freqüentemente adornados com imagens
de gatos. Na Finlândia, havia a crença em um trenó
puxado por gatos que levava as almas dos mortos.
O Gato no Islã:
Há uma série de contos
associando os gatos ao profeta Maomé, a quem teriam
inclusive salvo da morte, ao matar uma serpente que o
atacava. Por causa desta associação entre o gato e o
Islã, a Igreja Católica conseguiu tanto êxito ao
relacionar o culto ao gato com as heresias e o demônio.
O Gato no Budismo:
Nos cânones originais do budismo, o gato é excluído da lista de animais protegidos, devido ao fato de que, no momento da morte de Buda, quando todos os animais se reuniram para chorar seus restos, o gato haver não só mantido os olhos secos como comido tranqüilamente um rato, provando sua falta de respeito pelo acontecimento solene. Entretanto, apesar da lenda, o gato foi venerado pelos primeiros budistas por seu autodomínio e a tendência à meditação. Na China, estatuetas de gatos eram usadas para expulsar os maus espíritos, e havia dois tipos de gatos, os bons e os maus, que eram facilmente diferenciados por que os maus tinham duas caudas. No Japão, quando um gato morria, era enterrado no templo do dono, e no altar do mesmo era oferecido um gato semelhante, pintado ou esculpido, para garantir ao dono tranqüilidade e boa sorte durante sua vida.
O Gato e o Judaísmo:
No Talmude, o gato só
aparece cerca de 500 d.C., quando o livro sagrado louva
brevemente seu asseio. Entretanto, uma antiga lenda
hebraica conta que o gato teria sido criado em plena
Arca, quando Noé, em desespero por que os ratos estavam
se multiplicando e devorando todas as provisões,
implorou à Deus que lhe enviasse uma solução. O gato
então teria sido criado de um sopro do leão. Outra
antiga lenda judaico-espanhola diz que Lilith, a
primeira mulher de Adão, o teria deixado para se
transformar em um vampiro, que sob o aspecto de um gato
preto, atacava bebês adormecidos e indefesos e lhes
sugava o sangue.
O Gato e o Cristianismo:
A Igreja , no início de
sua história, adotou alguns símbolos pagãos e rejeitou
outros. Assim, Jesus se tornou "o Leão de Judá", e a
serpente a égide do mal. Na seita dos coptas, surgida
por volta do século I d.C., havia no evangelho gatos que
julgavam os homens após a morte. A primitiva Igreja
celta associou vários santos às tradições pagãs e ao
culto ao gato. Santa Gertrudes de Nivelles, por exemplo,
é representada sempre com um gato, e, na França,
dizia-se que Santa Ágata transformava-se em um gato
enfurecido para punir os infiéis. Na Idade Média,
entretanto, a imagem do gato começou a mudar. No século
V, os gnósticos, que atribuíam igual importância a
Jesus, Buda e Zoroastro, foram acusados de adorar o
demônio na figura de um gato preto. No ano de 1232, o
papa Gregório IX funda a Santa Inquisição, com o intuito
de descobrir heréticos que cultuavam o demônio,
novamente na figura de um gato preto, macho. Em 1344,
surge na França, o culto de São Vito, em Metz, queimando
vivos anualmente 13 gatos em uma gaiola. Quando a Peste
Negra atacou a Europa, dizimando quase um terço da
população, inicialmente os gatos foram considerados
culpados e perseguidos, ordenando-se a sua destruição. A
associação da figura do gato ao culto ao demônio levou
inevitavelmente à sua vinculação à feitiçaria e às artes
mágicas. No século XV, na Alemanha, ressurgem cultos
pagãos como o da deusa Freya. Em 1484, o papa Inocêncio
VIII difunde a crença de que as feiticeiras veneravam
Satanás encarnado em gato. Por toda a Europa, pessoas
inocentes foram torturadas em nome de Deus. E, com elas,
seus gatos. Em Ypres, na França, centenas de gatos eram
atirados do alto de um campanário em um festival anual.
Milhares de gatos foram sacrificados em rituais durante
a Páscoa. A perseguição chegou até mesmo à América,
quando, em 1692, várias pessoas foram executadas em
Salem, no estado de Massachusetts. Entretanto, mesmo
nestes tempos inglórios, os gatos foram também
companheiros amados em alguns países, como na Rússia,
onde eram comuns serem encontrados em conventos e
mosteiros. O Cardeal Richelieu possuía vários gatos,
entre eles um angorá preto chamado Lúcifer. No sul da
França, corria a lenda dos gatos mágicos chamados
matagots, que traziam fortuna e sorte a quem os acolhia
e amava. Com o passar do tempo, a perseguição foi
recrudescendo, e a importância dos gatos como
controladores dos roedores foi reconhecido. No século
XVIII, são abolidas as leis sobre a feitiçaria, e até
mesmo o papa Pio IX rendeu-se aos seus encantos.
Fonte:
Planeta Gato
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Porque Os Gatos São
Melhores Que As Pessoas
Gatos não se sentem ameaçados por uma mulher de cabelos
curtos, ou um homem de cabelos compridos.
Gatos não se preocupam se você é alegre ou divertido.
Gatos não se importam com que religião você tem.
Gatos não se preocupam com suas opiniões políticas.
Gatos não se sentem ameaçados se você ganha mais do que
eles.
Gatos não se preocupam se você raspa as pernas ou não.
Gatos não vêem nenhum problema em demonstrar carinho
pelo seu melhor amigo.
Gatos não têm problemas para expressar afeto em público.
Gatos não se preocupam em usar a última moda.
Gatos não se incomodam se você usar a mesma camisa dias
a fio.
Gatos não encherão a cara e desmaiarão no chão do
banheiro.
Gatos não lêem o seu jornal, nem o recortam antes que
você leia.
Gatos não se vangloriam das suas conquistas amorosas.
Gatos não corrigem suas histórias.
Gatos nunca reclamam que você não os acaricia o
suficiente.
Gatos não reclamarão se você não faz a cama ou o faz de
qualquer jeito.
Gatos não se incomodam se a tampa do vaso está abaixada
ou não.
Gatos não criticam seus amigos.
Gatos não se sentem ameaçados pela sua inteligência.
Gatos não mentem nunca pra você.
Gatos não inventam histórias.
Gatos não praticam matanças contra sua própria espécie.
Gatos não ligam se você tem o hábito de controlar tudo.
Gatos nunca irão te bater.
Gatos não censuram sua imaginação.
Gatos são sempre limpos.
Gatos raramente interferem nos direitos dos outros.
Gatos não se incomodam com o seu peso.
Gatos nunca usarão drogas ou formarão uma quadrilha.
Gatos nunca tomarão posse do seu controle remoto.
Autoria Desconhecida
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Manual dos Gatos
Faça do mundo o seu playground.
Sempre que não der tempo de ir até a caixa sanitária,
cubra com qualquer coisa! Meias resolvem
satisfatoriamente.
Quando estiver com fome mie bem alto! Eles o alimentarão
apenas para fazê-lo ficar quieto.
Sempre encontre algum raio de sol e cochile nele.
Cochile sempre.
Quando estiver encrencado, apenas ronrone e faça cara de
"lindinho".
A vida é muito difícil, então cochile.
A curiosidade nunca matou nada, a não ser umas poucas
horas.
Quando na dúvida, finja saber o que está fazendo.
O tempero da vida é variar. Um dia, ignore as pessoas,
no outro as chateie.
Suba na vida, é para isso que as cortinas servem.
Deixe sua marca no mundo, ou ao menos borrife em cada
canto.
Seja sempre generoso, um passarinho ou camundongo
deixado na cama diz a eles " eu me importo".
Autoria Desconhecida
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O Gato Feio
Todos no prédio de
apartamentos onde eu morava sabiam quem era o Feio. Feio
era o gato vira-lata do bairro.
Feio adorava três coisas
neste mundo: brigas, comer lixo e digamos, amor. A
combinação destas três coisas, adicionada a uma vida nas
ruas, tinham causado danos em Feio.
Pra começar, ele só tinha
um olho, e no lugar onde deveria estar o outro olho,
havia um buraco fundo. Ele também havia perdido a orelha
do mesmo lado, e seu pé esquerdo parecia ter sido
quebrado gravemente no passado, e o osso curara num
ângulo estranho, fazendo com que ele sempre parecesse
estar virando a esquina. Feio havia perdido a cauda há
muito tempo, e restava apenas um toco de cauda grosso,
que ele sempre girava e torcia.
Todos que viam Feio
tinham a mesma reação:
"Mas que gato feio!"
As crianças eram
alertadas para não tocarem nele. Os adultos atiravam
pedras nele, jogavam-lhe água com a mangueira para
espantá-lo, o enxotavam quando ele tentava entrar em
suas casas, ou imprensavam suas patas na porta quando
ele insistia em entrar.
Feio sempre tinha a mesma
reação.
Se você jogasse água nele
com a mangueira, ele não saía do lugar, ficava ali sendo
ensopado até que você desistisse. Se você atirasse
coisas nele, ele enroscava seu corpinho magricela aos
seus pés, pedindo perdão.
Sempre que via crianças,
ele surgia correndo, miando desesperadamente e
esfregando a cabeça em todas as mãos, implorando por
amor. Quando eu o apanhava no colo, ele imediatamente
começava a sugar minha blusa, orelhas, ou o que
encontrasse pela frente.
Um dia, Feio quis dividir
seu amor com os huskies do vizinho. Eles não eram
amistosos e Feio foi ferido gravemente. Do meu
apartamento, eu ouvi seus gritos e corri para tentar
ajudá-lo.
Na hora em que cheguei
onde ele estava caído, parecia que a triste vida de Feio
estava se esvaindo...
Feio estava caído em uma
poça, suas pernas traseiras e suas costas estavam
totalmente disformes, um corte fundo na listra branca de
pêlo atravessava seu peito. Quando eu o apanhei e tentei
levá-lo para casa, ele fungava e engasgava, podia
senti-lo lutando para respirar.
"Acho que o estou
machucando muito", eu pensei. Então, eu senti a sensação
familiar de Feio chupando minha orelha - em meio a
tamanha dor, sofrendo e obviamente morrendo, Feio estava
tentando sugar minha orelha.
Eu o puxei para perto de
mim e ele esfregou a cabeça na palma da minha mão,
olhou-me com seu único olho dourado e começou a
ronronar.
Mesmo sentindo tanta dor,
aquele gatinho feio, cheio de cicatrizes de suas
batalhas, estava pedindo um pouco de carinho, talvez
alguma comiseração. Naquele instante, achava que Feio
era o gato mais lindo e adorável que eu já tinha visto.
Em nenhum momento, ele tentou me arranhar ou morder, nem
mesmo tentou fugir de mim, ou rebelou-se de alguma
maneira. Feio apenas olhava para mim, confiando
completamente que eu aliviaria sua dor.
Feio morreu em meus
braços antes que eu entrasse em meu apartamento.
Eu me sentei e fiquei
abraçada com ele por muito tempo, pensando sobre como
este gato vira-lata deformado e coberto de cicatrizes
havia mudado minha opinião sobre o que significava a
genuína pureza de espírito e sobre como amar
incondicionalmente. Feio me ensinara mais sobre doação e
compaixão do que qualquer ser humano.
E eu sempre lhe serei
grata por isto.
Chegara a hora de eu
seguir em frente e aprender a amar verdadeira e
incondicionalmente. Chegara a hora de dar meu amor para
aqueles que me eram caros, mesmo que meus olhos nunca
tivessem visto nenhum deles...
As pessoas acham mais
fácil e mais prazeroso amar o belo, o perfeito, sem
notarem que os feios, os tortos, os mancos, enfim os
deformados sejam de corpos, mentes ou almas, também
podem e merecem serem amados...
Se vocês pudessem avaliar
ou sentir como é quente e gostoso o abraço de alguém
feio e antipático, de alguém deformado e que foge as
regras e padrões de beleza...
se vocês se permitissem
essa sensação, talvez entenderiam e veriam os tantos
"gatos feios" que a vida lhes coloca diante dos seus
olhos todos os dias e vocês se negam a enxergá-los...
Muitas pessoas querem ser
influentes, querem acumular dinheiro, querem ser bem
sucedidas, queridas, simpáticas ou belas... Quanto à
mim, eu sempre tentarei ser como o Feio...
Passarei minha vida
pedindo amor, mendigando um pouco do seu tempo,
esperando pelo seu carinho, contando com sua
compreensão, e pacientemente aguardando o dia de ser
devorada pelos "Huskies"...
Se tiver sorte terei
alguém que me pegue no colo e me faça um carinho antes
do meu último suspiro...
Neste mundo cheio de
intolerâncias devemos espalhar mais respeito aos demais
seres viventes, sejam eles da mesma raça, mesma
religião, mesma etnia que nós , ou não, sejam feios ou
bonitos aos nossos olhos tão desacostumados a ver, ou
nossos ouvidos, que ainda não aprenderam a ouvir a real
mensagem de Deus.
Autoria Desconhecida
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O Gato Que
Voltou
"Alguns dizem que os
animais não tem alma e são incapazes de ter emoções.
Essas pessoas estão terrivelmente erradas. Animais são
totalmente capazes de amar pessoas que são boas para
eles, e podem mostrar esse amor de maneiras inesperadas
e às vezes impossíveis. A minha história é uma prova
disso.
Eu amo gatos. Meu filho
sempre me falou que gatos, de algum jeito, sabem que eu
vou ajudar eles quando estão doentes ou machucados. E de
um jeito, talvez ele esteja certo. Gatos de rua aparecem
na minha varanda, parecendo saber que eu vou
alimentá-los e limpá-los antes de mandarem eles embora.
Eu sempre tenho um pouco a mais de spray anti-pulgas,
remédio para verme ou alguma pomada antibiótica para
quaisquer necessidade médicas que os meus amiguinhos
peludos possam ter. E as vezes aparece algum gato que
fique um tempo conosco antes de ir embora. Essa história
é sobre um desses. Ele veio da rua para as nossas vidas,
e ficou tempo o suficiente para mudar totalmente o nosso
modo de pensar.
Meu filho e eu vivíamos
em um péssimo apartamento por cerca de 2 anos. O prédio
ficava na periferia de uma cidade rural e bem próximo a
alguma fazendas. Pessoas de uma cidade grande vizinha
geralmente abandonavam animais que não queriam mais na
nossa cidade, e as fazendas tinham bastante gatos no
celeiro e cachorros. O nosso síndico (que era o dono do
apartamento em que morávamos) odiava animais. Não era
permitido ter animais no prédio, e ele era suspeito no
desaparecimento de vários animais da vizinhança. Eu o
ouvi uma certa vez se gabando de ter enxotado a tiro
alguns gatos de rua e de soltar o cachorro de uma
vizinha. Então sempre que um gato aparecia na nossa
varanda, eu o alimentava e tratava dos seus ferimentos,
mas não deixava eles entrarem por causa do síndico.
Depois de cerca de um ano
morando lá, um gato todo preto começou a visitar o meu
apartamento. Ele só vinha de noite, como se soubesse que
assim não seria visto. O meu filho falou que já tinha
visto o gato em uma velha casa a cerca de meio
quilômetro de casa. Nós achamos que devia ser mais um
gato abandonado por donos irresponsáveis, então o
alimentamos e ocasionalmente limpávamos ferimentos de
brigas e tirávamos carrapatos da pele dele. Aquele gato
ficava ronronado e se esfregando nas nossas pernas para
que nós fizéssemos carinho nele. Ele era uma animal
adorável.
Normalmente nós não nos
apegávamos muito aos gatos, com medo de que o síndico
machucasse eles ou que nós fôssemos despejados. Mas nós
abrimos uma exceção para esse gato. Ele era especial.
Meu filho comprou para ele uma coleira rosa choque de
nylon com um sino. Com uma caneta azul para tecido ele
escreveu "Gato" na coleira e colocou no gato preto. Ele
estava maravilhoso com a sua coleira nova, e o nosso
relacionamento com ele estava maravilhoso. Nós tínhamos
um gato para acariciar e ele tinha comida todas as
noites, e ainda era livre para ser um gato e ir para
onde ele quisesse. E o síndico não tinha nem idéia.
Nós decidimos que "Gato"
era um bom nome para ele, ele não parecia querer algo
mais chique. Somente Gato já estava bom demais. Gato
continuou com a sua visita noturna por meses. Sempre que
ficava escuro, ele começava arranhar a porta da varanda
e a miar até que nós abríssemos a porta para ele entrar
e ser acariciado. Se nós ficássemos fora de casa até
tarde, ele esperaria na varanda até chegarmos, comia a
sua comida, aproveitava alguns carinhos e seguia o seu
caminho.
Alguns meses mais tarde,
eu decidi voltar para a faculdade e nós tivemos que nos
mudar do apartamento para morar com alguns parentes para
cortar despesas. Meu filho não queria deixar Gato e me
implorou para levarmos ele. Eu tive que ser firme com
ele e dizer que não poderíamos levar um gato para a casa
dos outros. Mas toda noite quando Gato visitava, eu
podia sentir que eu fraquejava.
Então uma noite Gato não
apareceu. Nós esperamos por ele por um tempo, então
fomos para a cama. Ele não veio na noite seguinte e nem
na outra.
No dia seguinte nós
começamos a colocar todas as nossas coisas em um
caminhão de mudanças alugado. Nós nos mudaríamos no dia
seguinte de manha bem cedo. Meu filho e eu estávamos
cozinhando o jantar pela última vez no apartamento. O
fogão nunca tinha funcionado direito, e eu tinha que
acender ele com um fósforo. Nós estávamos falando de
como ia ser bom morar em um lugar onde o fogão
funcionasse direito. Eu coloquei a pizza no forno e
então sentamos na mesa da cozinha e começamos a jogar
baralho esperando a pizza ficar pronta. A mesa, as duas
cadeiras, os pratos de papel e os talheres de plástico
eram tudo o que tinha sobrado no apartamento. O resto já
estava todo no caminhão. Nós tínhamos planejado comer,
dormir no chão da sala em sacos de dormir e depois ir no
dia seguinte.
Um pouco depois que
estávamos sentados na mesa, eu ouço o som familiar da
porta da varanda sendo arranhada. "Gato!!!" o meu filho
e eu pulamos das cadeiras e fomos para a sala para abrir
a porta e saudar o nosso amiguinho peludo. Nós ficamos
lá fora na varanda brincando com ele. "Nós estávamos
preocupados com você!" o meu filho falou, enquanto gato
esfregava a sua cabeça no rosto dele. Nós estávamos lá
fora coçando as orelhas dele quando veio um grande
clarão de dentro de casa junto com um estrondo. O fogão
da cozinha tinha explodido!
Os bombeiros vieram e
apagaram o fogo e a companhia de gás veio e fechou o
encanamento. Vendo o velho fogão, o bombeiro falou que
aquilo era um acidente esperando para acontecer. Nós
tínhamos sorte por estarmos vivos. A mesa e as cadeiras
da cozinha estavam totalmente queimadas. Se nó
estivéssemos lá jogando baralho nós estaríamos com
queimaduras graves, isso se não tivéssemos morrido na
hora.
Enquanto os bombeiros
estavam em casa, o meu filho estava em choque segurando
Gato e coçando as suas orelhas. Se Gato não tivesse ali,
meu filho ia estar marcado para o resto da vida com
cicatrizes que pegariam o seu corpo todo, ou coisa pior.
Eu me decidi ali mesmo.
Nós tínhamos uma velha gaiola para gato de quando nós
tínhamos a nossa casa e animais, eu tinha guardado ele
caso a gente precisasse algum dia. Estava no caminhão.
Eu fui até lá e peguei ela.
"Coloque Gato ai dentro,
nós vamos levar ele conosco" eu falei, enquanto o meu
filho sorria animado, por não ter de deixar o seu amigo
pra trás. O sino da coleira tocava enquanto o meu filho
colocava Gato na gaiola e trancava a portinha.
O que tinha sobrado na
cozinha do apartamento estava em ruínas, e o resto já
estava no caminhão, então decidimos simplesmente ir
embora naquela noite. A gaiola estava no banco entre meu
filho e eu. Enquanto eu ligava o caminhão, eu coloquei o
dedo dentro da gaiola e comecei a coçar a orelha de
Gato. Eu podia ouvir ele ronronando.
"É Gato, você está vindo
com a gente. Você salvou as nossas vidas." eu falei para
ele. Nós nos despedimos dos vizinhos e fomos para a rua
e continuamos até chegar a uma placa de "pare" que tinha
na entrada da estrada.
Então eu vi algo que fez
o meu sangue gelar. No acostamento da estrada tinha um
gato preto atropelado. Eu falei para o eu filho ficar no
caminhão e sai. O gato tinha sido atropelado a pelo
menos uns dois dias, pois o corpo já estava em
decomposição. Em volta do pescoço do gato tinha uma
coleira rosa choque com um sino com as letras
inconfundíveis do meu filho "Gato" em azul.
Eu estava em choque. Como
Gato podia estar ali morto no lado da estrada, quando
ele estava com a gente, com a coleira rosa e tudo,
dentro do caminhão, dentro da gaiola?
Eu voltei para o
caminhão. Eu abri a porta e entrei na cabine e olhei a
gaiola.
Estava vazia.
Nós realmente acreditamos
que Gato voltou para salvar as nossas vidas, e depois
seguiu em frente para o paraíso dos gatos."
Rosana-RO
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O Gato Zen
O Homem estava
muito triste. Sabia que os dias do Gato estavam
contados. O médico havia dito que não havia mais nada a
fazer, que ele deveria levar o Gato para casa, e
deixá-lo o mais confortável possível.
O Homem
acariciou o Gato em seu colo e suspirou. O Gato abriu os
olhos, ronronou e olhou para o Homem. Uma lágrima
escorreu pela face do Homem e caiu na testa do Gato. O
Gato lhe lançou um olhar ligeiramente irritado.
"Por que você
está chorando, Homem?", perguntou. "Porque não suporta a
idéia de me perder? Porque acha que nunca vai poder me
substituir?"
O Homem fez
que sim com a cabeça.
"E para onde
acha que eu irei quando deixar você?", o Gato perguntou.
O Homem deu de
ombros, sem saber o que dizer.
"Feche os
olhos, Homem", disse o Gato. O Homem o olhou sem
entender bem, mas obedeceu.
"De que cor
são meus olhos, meu pêlo?", o Gato perguntou.
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