Seja um Ativista Seja um Associado Faça uma Doação Lojinha Adote Sobre a PEA

Página Inicial

 

Ajude a combater os maus tratos e o abandono de animais. Seu apoio é muito importante.

Faça a Diferença

Clique Aqui

Você também pode ajudar

efetuando sua contribuição nos bancos abaixo

 

Banco Itaú

 Agência: 1574

Conta Corrente: 22004-0

 

Bradesco

  Agência: 0665-3

Conta Corrente: 127.526-7

 

CNPJ: 05.872.606/0001-30

 
Acesse, Copie, Divulgue

 

 

Siga a PEA

 

 

Curiosidades


Textos sobre Gatos

 

A Origem do Gato

O Que Os Gatos Fazem Por Nós

Das Qualidades do Gato

Carta de Um Gato para Um Cão

O Gato e o Folclore

O Gato e a Religião

Os Gatos São Melhores Que As Pessoas

Manual dos Gatos

O Gato Feio

O Gato Que Voltou

O Gato Zen

 

 

A Origem do Gato

Os primeiros animais mamíferos chamavam-se Creodontes e surgiram há cerca de 60 milhões de anos atrás, e floresceram admiravelmente após a extinção dos dinossauros.

 

O gato partilha com cães, ursos e outros mamíferos um ancestral comum - uma criatura pequena, semelhante à doninha, de corpo comprido e pernas curtas, chamada Miacis. Surgido dos creodontes há cerca de 50 milhões de anos e bem adaptado a uma época hostil da história do planeta, o Miacis evoluiu e prosperou, transformando-se na diversidade da moderna família de carnívoros que hoje conhecemos.

 

Uma das ramificações do Miacis produziu os primeiros "gatos", os Proailurus, que caminhavam com a planta dos pés no chão. Há cerca de 20 milhões de anos, o Proailurus deu lugar ao Pseudaelurus, que já caminhava nas pontas dos dedos e possuíam poderosos caninos afiados.

 

Do grupo dos Pseudaelurus emergiram os antepassados diretos do atual gato doméstico, os Felidae. Durante os milhões de anos seguintes, o Felidae  subdividiram-se em muitas subespécies, todas extraordinariamente aparentadas com os gatos modernos.

 

Há doze milhões de anos atrás, , surgiu o Felis lunensis, espécie européia que se julga ser a antepassada direta da atual família de gatos selvagens, sendo menores que seus predecessores.

 

Nesta época, os gatos modernos dividiram-se em dois grupos, os do Velho Mundo e os do Novo Mundo.

 

Um grupo de felídeos selvagens, pequenos e independentes,  espalhou-se então pela Ásia, Europa e África.

 

Parentes dos gatos contemporâneos, eram criaturas sofisticadas, construídas para sobreviverem. Pequenos, asseados, perfeitos carnívoros, os gatos de então já possuíam garras retráteis, que podem ser consideradas uma obra-prima da natureza, imprimindo maior velocidade na caça e contribuindo para um bote mortífero.

 

A dentição do gato também evoluiu com perfeição, com dentes preparados para segurar, furar, matar, cortar e reduzir a presa a pequenos pedaços facilmente engolidos.

 

Com a domesticação, outras mudanças se perpetuaram, tanto físicas quanto comportamentais. O cérebro diminuiu de tamanho, o sistema digestivo modificou-se para adaptar-se a outro tipo de alimentação, a pelagem tornou-se mais variada , e o temperamento bravio do gato sofreu uma alteração permanente, para adequar-se ao convívio com o homem.

 

Fonte: Planeta Gato

 

>voltar<

 

 

O Que Os Gatos Fazem Por Nós

Esquentam nosso colo e nos dão alguém para falar.

Ajudam a baixar a pressão.

Criam um elo entre você e as outras pessoas que têm gatos.

Transformam objetos comuns em brinquedos.

Nos faz mais atentas aos pássaros.

Funcionam como alarme.

Exibem acrobacias para você.

Contribuem para tornar sua vida mais longa.

Enfeitam o peitoril da janela.

Mantém os ratos longe.

Nos faz sorrir.

Inspira os poetas e escritores.

Nos ensina a ter os pés no chão.

Nos faz deixar nossos desejos em segundo plano em prol de alguém.

Aquecem nossas casas e nossos corações.

Nos lembram de como a vida é misteriosa.

Compartilham conosco o seu ronronar.

Nos instruem na arte de se espreguiçar.

Mostram-nos como levantar a poeira e dar a volta por cima.

Fazem com que até nosso sofá velho pareça bonito.

Abrem nossos corações.

 

Autoria Desconhecida

 

>voltar<

 

 

Das Qualidades do Gato

Quando Deus fez o mundo, escolheu enchê-lo de animais, e decidiu dar uma qualidade especial para cada um. Todos os animais formaram diante Dele uma longa fila, e o gato, calmamente, foi para o fim da fila.

 

Deus deu ao elefante e ao urso a Força, ao coelho e ao cervo a Velocidade, a Sabedoria à coruja, Beleza aos pássaros e borboletas, Esperteza para a raposa, Inteligência para o macaco, Lealdade para o cão, Coragem para o leão, Alegria para a lontra... Todas estas coisas os animais haviam pedido para ter.

 

Afinal, ao fim da fila, o pequeno gato sentou-se e esperou paciente. Deus perguntou-lhe: - O que terá você ?

 

Ao que o gato encolheu os ombros e respondeu: - Qualquer coisa me servirá. Eu não ligo.

 

E Deus disse: - Mas eu sou Deus ! Quero lhe dar algo especial !

 

E o gato, espertamente, respondeu: - Então me dê um pouco de tudo, por favor !

 

E Deus, rindo-se da enorme inteligência do animal, deu para o gato a soma de todas as qualidades dos animais, mais a graça e a elegância, e um gentil ronronar, para que ele sempre atraísse os homens e conquistasse seus lares.

 

Autoria Desconhecida

 

>voltar<

 

 

Carta de Um Gato para Um Cão

Querido Amigo Cachorro,

 

Lamento muito que te mandaram pro Canil Municipal pelo abajur que tu não quebraste, o peixe que tu não comeste, o tapete que tu não urinaste e pela parede que tu não sujaste com tinta vermelha. Mas minha dona se deu conta do trauma que tenho, por ter sido arrastado de casa até a beira de um barranco, o qual tive que saltar para que tu não me jantasse, e das vezes que tive que me esconder no banheiro para que tu não me encontrasse.

 

Enfim, as coisas aqui em casa estão muito mais tranqüilas, e para que vejas que não existem rancores, te mando uma foto minha, para que não me esqueças jamais.

 

Fraternos abraços

O Gato.

 

>voltar<

 

 

O Gato e o Folclore

Com seus grandes olhos que cintilam nas trevas, e sua espantosa capacidade de sobrevivência, o gato sempre foi objeto de numerosos mitos e superstições, inclusive o mito das suas nove vidas, iniciado no Egito, onde o nove é um número mágico e os gatos são condutores da alma dos mortos. Seu comportamento independente e a agilidade surpreendente despertaram idéias de encantamentos e adivinhação, ligando-o para sempre no imaginário popular ao mistério e à magia.

 

Mesmo em culturas em que foram adorados como divindades, os gatos não escaparam à torturas e mortes terríveis, devidas a seus supostos poderes sobrenaturais. Em diversas regiões do mundo, gatos eram enterrados por baixo das plantações após morrerem por espancamento, que simbolizava o amaciamento dos cereais. Acreditava-se que isto garantia colheitas abundantes, talvez pelo antigo mito da fertilidade do gato, associado à deusa Bastet. Na Europa de outrora, além de queimados nas fogueiras por feitiçaria, os gatos eram emparedados vivos dentro de edifícios em construção, para que o prédio não fosse atacado por roedores ou espíritos malignos. Gatos pretos foram perseguidos por supostas ligações com o demônio. Originou-se daí a a crença, na Inglaterra, de que um gato preto atravessando o caminho é sinal de boa sorte. Boa sorte porque ele se foi e deixou de fazer-nos mal... Entretanto, na América, a crença inverteu-se, passando o gato preto a representar perigo.

 

Ainda na Europa, acreditava-se que um gato com a pata por trás da orelha ou bocejando era sinal de chuva e que um gato ronronando significava bom tempo. Também no Camboja os gatos trazem a chuva, existindo mesmo um antigo ritual em que um gato é levado de aldeia em aldeia e aspergido com água. No Japão, um gato com a pata levantada é um dos símbolos da boa sorte, conhecido por Maneki-Neko, e o gato é ainda hoje usado como talismã pelos marinheiros durante as tempestades.

 

Na Tailândia, onde acreditava-se que as almas das pessoas muito evoluídas migravam para o corpo de um gato e depois subia aos céus, havia um ritual em que um gato era enterrado vivo junto com o morto. No túmulo havia um buraco para que o animal saísse, e assim os monges sabiam que a alma já havia penetrado em seu corpo.

 

Na China, atribuía-se aos gatos o poder de se vingarem dos seus assassinos.

 

Fonte: Planeta Gato

 

>voltar<

 

 

O Gato e a Religião

Muito embora não seja onde em dia tão difundido, o culto aos animais espalhava-se outrora pelo mundo. Mesmo os deuses que não possuíam forma animal tinham um animal sagrado a eles dedicado, que os simbolizava. Entre estes animais, o gato foi um dos mais adorados, tanto por sua fecundidade quanto por seus hábitos noturnos, que o tornaram o guardião da noite, dos mortos, e dos mistérios da vida e da morte.

 

O Culto Egípcio: No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.

 

O Gato na Grécia: Na Grécia clássica, o gato foi associado à feminilidade, ao amor e ao prazer sexual, atributos de Afrodite. Também foi associado à Artemis, a deusa da caça e da lua, da qual se dizia que teria escapado um perseguidor, Tiphon, transformada em gata.

 

O Culto em Roma: No Império Romano, o gato esteve ligado a várias deusas. Diana, a caçadora, governava a fecundidade e a lua, assim como Bastet, e uma lenda antiga atribui a ela a criação do gato. Também a sensual Vênus é representada como uma gata, uma encarnação de emoções maternas.

 

O Gato na Babilônia: Apesar de não haver culto ao gato, dizia um mito que o gato teria nascido do espirro de um leão. O leão, aliás, era um símbolo da realeza.

 

O Gato na América Pré-Colombiana : Na América, embora não houvessem gatos domésticos, os grandes felinos, como o puma e o jaguar, tiveram seu lugar no panteão dos deuses. O jaguar era símbolo de grande força e sabedoria, e acreditava-se que os curandeiros mortos transformassem-se neste animal.

 

O Culto Celta: Na cultura celta, a deusa Cerridwen tem um elo de ligação com o culto ao gato relativo à fecundidade através de seu filho Taliesin, que em uma de suas encarnações foi descrito como um gato com a cabeça sarapintada.

 

O Culto Escandinavo: Nas lendas nórdicas, aparece a deusa do submundo Freya, cuja carruagem era puxada por dois gatos, que representavam as qualidades da deusa, a fecundidade e a ferocidade. Estes gatos mostravam bem as facetas do gato doméstico, ao mesmo tempo afetuoso e terno, e feroz quando excitado. Os templos pagãos eram freqüentemente adornados com imagens de gatos. Na Finlândia, havia a crença em um trenó puxado por gatos que levava as almas dos mortos.

 

O Gato no Islã: Há uma série de contos associando os gatos ao profeta Maomé, a quem teriam inclusive salvo da morte, ao matar uma serpente que o atacava. Por causa desta associação entre o gato e o Islã, a Igreja Católica conseguiu tanto êxito ao relacionar o culto ao gato com as heresias e o demônio.

 

O Gato no Budismo: Nos cânones originais do budismo, o gato é excluído da lista de animais protegidos, devido ao fato de que, no momento da morte de Buda, quando todos os animais se reuniram para chorar seus restos, o gato haver não só mantido os olhos secos como comido tranqüilamente um rato, provando sua falta de respeito pelo acontecimento solene. Entretanto, apesar da lenda, o gato foi venerado pelos primeiros budistas por seu autodomínio e a tendência à meditação. Na China, estatuetas de gatos eram usadas para expulsar os maus espíritos, e havia dois tipos de gatos, os bons e os maus, que eram facilmente diferenciados por que os maus tinham duas caudas. No Japão, quando um gato morria, era enterrado no templo do dono, e no altar do mesmo era oferecido um gato semelhante, pintado ou esculpido, para garantir ao dono tranqüilidade e boa sorte durante sua vida.

 

O Gato e o Judaísmo: No Talmude, o gato só aparece cerca de 500 d.C., quando o livro sagrado louva brevemente seu asseio. Entretanto, uma antiga lenda hebraica conta que o gato teria sido criado em plena Arca, quando Noé, em desespero por que os ratos estavam se multiplicando e devorando todas as provisões, implorou à Deus que lhe enviasse uma solução. O gato então teria sido criado de um sopro do leão. Outra antiga lenda judaico-espanhola diz que Lilith, a primeira mulher de Adão, o teria deixado para se transformar em um vampiro, que sob o aspecto de um gato preto, atacava bebês adormecidos e indefesos e lhes sugava o sangue.

 

O Gato e o Cristianismo: A Igreja , no início de sua história, adotou alguns símbolos pagãos e rejeitou outros. Assim, Jesus se tornou "o Leão de Judá", e a serpente a égide do mal. Na seita dos coptas, surgida por volta do século I d.C., havia no evangelho gatos que julgavam os homens após a morte. A primitiva Igreja celta associou vários santos às tradições pagãs e ao culto ao gato. Santa Gertrudes de Nivelles, por exemplo, é representada sempre com um gato, e, na França, dizia-se que Santa Ágata transformava-se em um gato enfurecido para punir os infiéis. Na Idade Média, entretanto, a imagem do gato começou a mudar. No século V, os gnósticos, que atribuíam igual importância a Jesus, Buda e Zoroastro, foram acusados de adorar o demônio na figura de um gato preto. No ano de 1232, o papa Gregório IX funda a Santa Inquisição, com o intuito de descobrir heréticos que cultuavam o demônio, novamente na figura de um gato preto, macho. Em 1344, surge na França, o culto de São Vito, em Metz, queimando vivos anualmente 13 gatos em uma gaiola. Quando a Peste Negra atacou a Europa, dizimando quase um terço da população, inicialmente os gatos foram considerados culpados e perseguidos, ordenando-se a sua destruição. A associação da figura do gato ao culto ao demônio levou inevitavelmente à sua vinculação à feitiçaria e às artes mágicas. No século XV, na Alemanha, ressurgem cultos pagãos como o da deusa Freya. Em 1484, o papa Inocêncio VIII difunde a crença de que as feiticeiras veneravam Satanás encarnado em gato. Por toda a Europa, pessoas inocentes foram torturadas em nome de Deus. E, com elas, seus gatos. Em Ypres, na França, centenas de gatos eram atirados do alto de um campanário em um festival anual. Milhares de gatos foram sacrificados em rituais durante a Páscoa. A perseguição chegou até mesmo à América, quando, em 1692, várias pessoas foram executadas em Salem, no estado de Massachusetts. Entretanto, mesmo nestes tempos inglórios, os gatos foram também companheiros amados em alguns países, como na Rússia, onde eram comuns serem encontrados em conventos e mosteiros. O Cardeal Richelieu possuía vários gatos, entre eles um angorá preto chamado Lúcifer. No sul da França, corria a lenda dos gatos mágicos chamados matagots, que traziam fortuna e sorte a quem os acolhia e amava. Com o passar do tempo, a perseguição foi recrudescendo, e a importância dos gatos como controladores dos roedores foi reconhecido. No século XVIII, são abolidas as leis sobre a feitiçaria, e até mesmo o papa Pio IX rendeu-se aos seus encantos.

 

Fonte: Planeta Gato

 

>voltar<

 

 

Porque Os Gatos São Melhores Que As Pessoas

Gatos não se sentem ameaçados por uma mulher de cabelos curtos, ou um homem de cabelos compridos.

Gatos não se preocupam se você é alegre ou divertido.

Gatos não se importam com que religião você tem.

Gatos não se preocupam com suas opiniões políticas.

Gatos não se sentem ameaçados se você ganha mais do que eles.

Gatos não se preocupam se você raspa as pernas ou não.

Gatos não vêem nenhum problema em demonstrar carinho pelo seu melhor amigo.

Gatos não têm problemas para expressar afeto em público.

Gatos não se preocupam em usar a última moda.

Gatos não se incomodam se você usar a mesma camisa dias a fio.

Gatos não encherão a cara e desmaiarão no chão do banheiro.

Gatos não lêem o seu jornal, nem o recortam antes que você leia.

Gatos não se vangloriam das suas conquistas amorosas.

Gatos não corrigem suas histórias.

Gatos nunca reclamam que você não os acaricia o suficiente.

Gatos não reclamarão se você não faz a cama ou o faz de qualquer jeito.

Gatos não se incomodam se a tampa do vaso está abaixada ou não.

Gatos não criticam seus amigos.

Gatos não se sentem ameaçados pela sua inteligência.

Gatos não mentem nunca pra você.

Gatos não inventam histórias.

Gatos não praticam matanças contra sua própria espécie.

Gatos não ligam se você tem o hábito de controlar tudo.

Gatos nunca irão te bater.

Gatos não censuram sua imaginação.

Gatos são sempre limpos.

Gatos raramente interferem nos direitos dos outros.

Gatos não se incomodam com o seu peso.

Gatos nunca usarão drogas ou formarão uma quadrilha.

Gatos nunca tomarão posse do seu controle remoto.

 

Autoria Desconhecida

 

>voltar<

 

 

Manual dos Gatos

Faça do mundo o seu playground.

Sempre que não der tempo de ir até a caixa sanitária, cubra com qualquer coisa! Meias resolvem satisfatoriamente.

Quando estiver com fome mie bem alto! Eles o alimentarão apenas para fazê-lo ficar quieto.

Sempre encontre algum raio de sol e cochile nele.

Cochile sempre.

Quando estiver encrencado, apenas ronrone e faça cara de "lindinho".

A vida é muito difícil, então cochile.

A curiosidade nunca matou nada, a não ser umas poucas horas.

Quando na dúvida, finja saber o que está fazendo.

O tempero da vida é variar. Um dia, ignore as pessoas, no outro as chateie.

Suba na vida, é para isso que as cortinas servem.

Deixe sua marca no mundo, ou ao menos borrife em cada canto.

Seja sempre generoso, um passarinho ou camundongo deixado na cama diz a eles " eu me importo".

 

Autoria Desconhecida

 

>voltar<

 

 

O Gato Feio

Todos no prédio de apartamentos onde eu morava sabiam quem era o Feio. Feio era o gato vira-lata do bairro.

 

Feio adorava três coisas neste mundo: brigas, comer lixo e digamos, amor. A combinação destas três coisas, adicionada a uma vida nas ruas, tinham causado danos em Feio.

 

Pra começar, ele só tinha um olho, e no lugar onde deveria estar o outro olho, havia um buraco fundo. Ele também havia perdido a orelha do mesmo lado, e seu pé esquerdo parecia ter sido quebrado gravemente no passado, e o osso curara num ângulo estranho, fazendo com que ele sempre parecesse estar virando a esquina. Feio havia perdido a cauda há muito tempo, e restava apenas um toco de cauda grosso, que ele sempre girava e torcia.

 

Todos que viam Feio tinham a mesma reação:

 

"Mas que gato feio!"

 

As crianças eram alertadas para não tocarem nele. Os adultos atiravam pedras nele, jogavam-lhe água com a mangueira para espantá-lo, o enxotavam quando ele tentava entrar em suas casas, ou imprensavam suas patas na porta quando ele insistia em entrar.

 

Feio sempre tinha a mesma reação.

 

Se você jogasse água nele com a mangueira, ele não saía do lugar, ficava ali sendo ensopado até que você desistisse. Se você atirasse coisas nele, ele enroscava seu corpinho magricela aos seus pés, pedindo perdão.

 

Sempre que via crianças, ele surgia correndo, miando desesperadamente e esfregando a cabeça em todas as mãos, implorando por amor. Quando eu o apanhava no colo, ele imediatamente começava a sugar minha blusa, orelhas, ou o que encontrasse pela frente.

 

Um dia, Feio quis dividir seu amor com os huskies do vizinho. Eles não eram amistosos e Feio foi ferido gravemente. Do meu apartamento, eu ouvi seus gritos e corri para tentar ajudá-lo.

 

Na hora em que cheguei onde ele estava caído, parecia que a triste vida de Feio estava se esvaindo...

 

Feio estava caído em uma poça, suas pernas traseiras e suas costas estavam totalmente disformes, um corte fundo na listra branca de pêlo atravessava seu peito. Quando eu o apanhei e tentei levá-lo para casa, ele fungava e engasgava, podia senti-lo lutando para respirar.

 

"Acho que o estou machucando muito", eu pensei. Então, eu senti a sensação familiar de Feio chupando minha orelha - em meio a tamanha dor, sofrendo e obviamente morrendo, Feio estava tentando sugar minha orelha.

 

Eu o puxei para perto de mim e ele esfregou a cabeça na palma da minha mão, olhou-me com seu único olho dourado e começou a ronronar.

 

Mesmo sentindo tanta dor, aquele gatinho feio, cheio de cicatrizes de suas batalhas, estava pedindo um pouco de carinho, talvez alguma comiseração. Naquele instante, achava que Feio era o gato mais lindo e adorável que eu já tinha visto. Em nenhum momento, ele tentou me arranhar ou morder, nem mesmo tentou fugir de mim, ou rebelou-se de alguma maneira. Feio apenas olhava para mim, confiando completamente que eu aliviaria sua dor.

 

Feio morreu em meus braços antes que eu entrasse em meu apartamento.

 

Eu me sentei e fiquei abraçada com ele por muito tempo, pensando sobre como este gato vira-lata deformado e coberto de cicatrizes havia mudado minha opinião sobre o que significava a genuína pureza de espírito e sobre como amar incondicionalmente. Feio me ensinara mais sobre doação e compaixão do que qualquer ser humano.

 

E eu sempre lhe serei grata por isto.

 

Chegara a hora de eu seguir em frente e aprender a amar verdadeira e incondicionalmente. Chegara a hora de dar meu amor para aqueles que me eram caros, mesmo que meus olhos nunca tivessem visto nenhum deles...

 

As pessoas acham mais fácil e mais prazeroso amar o belo, o perfeito, sem notarem que os feios, os tortos, os mancos, enfim os deformados sejam de corpos, mentes ou almas, também podem e merecem serem amados...

 

Se vocês pudessem avaliar ou sentir como é quente e gostoso o abraço de alguém feio e antipático, de alguém deformado e que foge as regras e padrões de beleza...

 

se vocês se permitissem essa sensação, talvez entenderiam e veriam os tantos "gatos feios" que a vida lhes coloca diante dos seus olhos todos os dias e vocês se negam a enxergá-los...

 

Muitas pessoas querem ser influentes, querem acumular dinheiro, querem ser bem sucedidas, queridas, simpáticas ou belas... Quanto à mim, eu sempre tentarei ser como o Feio...

 

Passarei minha vida pedindo amor, mendigando um pouco do seu tempo, esperando pelo seu carinho, contando com sua compreensão, e pacientemente aguardando o dia de ser devorada pelos "Huskies"...

 

Se tiver sorte terei alguém que me pegue no colo e me faça um carinho antes do meu último suspiro...

 

Neste mundo cheio de intolerâncias devemos espalhar mais respeito aos demais seres viventes, sejam eles da mesma raça, mesma religião, mesma etnia que nós , ou não, sejam feios ou bonitos aos nossos olhos tão desacostumados a ver, ou nossos ouvidos, que ainda não aprenderam a ouvir a real mensagem de Deus.

 

Autoria Desconhecida

 

>voltar<

 

 

O Gato Que Voltou

"Alguns dizem que os animais não tem alma e são incapazes de ter emoções. Essas pessoas estão terrivelmente erradas. Animais são totalmente capazes de amar pessoas que são boas para eles, e podem mostrar esse amor de maneiras inesperadas e às vezes impossíveis. A minha história é uma prova disso.

 

Eu amo gatos. Meu filho sempre me falou que gatos, de algum jeito, sabem que eu vou ajudar eles quando estão doentes ou machucados. E de um jeito, talvez ele esteja certo. Gatos de rua aparecem na minha varanda, parecendo saber que eu vou alimentá-los e limpá-los antes de mandarem eles embora. Eu sempre tenho um pouco a mais de spray anti-pulgas, remédio para verme ou alguma pomada antibiótica para quaisquer necessidade médicas que os meus amiguinhos peludos possam ter. E as vezes aparece algum gato que fique um tempo conosco antes de ir embora. Essa história é sobre um desses. Ele veio da rua para as nossas vidas, e ficou tempo o suficiente para mudar totalmente o nosso modo de pensar.

 

Meu filho e eu vivíamos em um péssimo apartamento por cerca de 2 anos. O prédio ficava na periferia de uma cidade rural e bem próximo a alguma fazendas. Pessoas de uma cidade grande vizinha geralmente abandonavam animais que não queriam mais na nossa cidade, e as fazendas tinham bastante gatos no celeiro e cachorros. O nosso síndico (que era o dono do apartamento em que morávamos) odiava animais. Não era permitido ter animais no prédio, e ele era suspeito no desaparecimento de vários animais da vizinhança. Eu o ouvi uma certa vez se gabando de ter enxotado a tiro alguns gatos de rua e de soltar o cachorro de uma vizinha. Então sempre que um gato aparecia na nossa varanda, eu o alimentava e tratava dos seus ferimentos, mas não deixava eles entrarem por causa do síndico.

 

Depois de cerca de um ano morando lá, um gato todo preto começou a visitar o meu apartamento. Ele só vinha de noite, como se soubesse que assim não seria visto. O meu filho falou que já tinha visto o gato em uma velha casa a cerca de meio quilômetro de casa. Nós achamos que devia ser mais um gato abandonado por donos irresponsáveis, então o alimentamos e ocasionalmente limpávamos ferimentos de brigas e tirávamos carrapatos da pele dele. Aquele gato ficava ronronado e se esfregando nas nossas pernas para que nós fizéssemos carinho nele. Ele era uma animal adorável.

 

Normalmente nós não nos apegávamos muito aos gatos, com medo de que o síndico machucasse eles ou que nós fôssemos despejados. Mas nós abrimos uma exceção para esse gato. Ele era especial. Meu filho comprou para ele uma coleira rosa choque de nylon com um sino. Com uma caneta azul para tecido ele escreveu "Gato" na coleira e colocou no gato preto. Ele estava maravilhoso com a sua coleira nova, e o nosso relacionamento com ele estava maravilhoso. Nós tínhamos um gato para acariciar e ele tinha comida todas as noites, e ainda era livre para ser um gato e ir para onde ele quisesse. E o síndico não tinha nem idéia.

 

Nós decidimos que "Gato" era um bom nome para ele, ele não parecia querer algo mais chique. Somente Gato já estava bom demais. Gato continuou com a sua visita noturna por meses. Sempre que ficava escuro, ele começava arranhar a porta da varanda e a miar até que nós abríssemos a porta para ele entrar e ser acariciado. Se nós ficássemos fora de casa até tarde, ele esperaria na varanda até chegarmos, comia a sua comida, aproveitava alguns carinhos e seguia o seu caminho.

 

Alguns meses mais tarde, eu decidi voltar para a faculdade e nós tivemos que nos mudar do apartamento para morar com alguns parentes para cortar despesas. Meu filho não queria deixar Gato e me implorou para levarmos ele. Eu tive que ser firme com ele e dizer que não poderíamos levar um gato para a casa dos outros. Mas toda noite quando Gato visitava, eu podia sentir que eu fraquejava.

 

Então uma noite Gato não apareceu. Nós esperamos por ele por um tempo, então fomos para a cama. Ele não veio na noite seguinte e nem na outra.

 

No dia seguinte nós começamos a colocar todas as nossas coisas em um caminhão de mudanças alugado. Nós nos mudaríamos no dia seguinte de manha bem cedo. Meu filho e eu estávamos cozinhando o jantar pela última vez no apartamento. O fogão nunca tinha funcionado direito, e eu tinha que acender ele com um fósforo. Nós estávamos falando de como ia ser bom morar em um lugar onde o fogão funcionasse direito. Eu coloquei a pizza no forno e então sentamos na mesa da cozinha e começamos a jogar baralho esperando a pizza ficar pronta. A mesa, as duas cadeiras, os pratos de papel e os talheres de plástico eram tudo o que tinha sobrado no apartamento. O resto já estava todo no caminhão. Nós tínhamos planejado comer, dormir no chão da sala em sacos de dormir e depois ir no dia seguinte.

 

Um pouco depois que estávamos sentados na mesa, eu ouço o som familiar da porta da varanda sendo arranhada. "Gato!!!" o meu filho e eu pulamos das cadeiras e fomos para a sala para abrir a porta e saudar o nosso amiguinho peludo. Nós ficamos lá fora na varanda brincando com ele. "Nós estávamos preocupados com você!" o meu filho falou, enquanto gato esfregava a sua cabeça no rosto dele. Nós estávamos lá fora coçando as orelhas dele quando veio um grande clarão de dentro de casa junto com um estrondo. O fogão da cozinha tinha explodido!

 

Os bombeiros vieram e apagaram o fogo e a companhia de gás veio e fechou o encanamento. Vendo o velho fogão, o bombeiro falou que aquilo era um acidente esperando para acontecer. Nós tínhamos sorte por estarmos vivos. A mesa e as cadeiras da cozinha estavam totalmente queimadas. Se nó estivéssemos lá jogando baralho nós estaríamos com queimaduras graves, isso se não tivéssemos morrido na hora.

 

Enquanto os bombeiros estavam em casa, o meu filho estava em choque segurando Gato e coçando as suas orelhas. Se Gato não tivesse ali, meu filho ia estar marcado para o resto da vida com cicatrizes que pegariam o seu corpo todo, ou coisa pior.

 

Eu me decidi ali mesmo. Nós tínhamos uma velha gaiola para gato de quando nós tínhamos a nossa casa e animais, eu tinha guardado ele caso a gente precisasse algum dia. Estava no caminhão. Eu fui até lá e peguei ela.

 

"Coloque Gato ai dentro, nós vamos levar ele conosco" eu falei, enquanto o meu filho sorria animado, por não ter de deixar o seu amigo pra trás. O sino da coleira tocava enquanto o meu filho colocava Gato na gaiola e trancava a portinha.

 

O que tinha sobrado na cozinha do apartamento estava em ruínas, e o resto já estava no caminhão, então decidimos simplesmente ir embora naquela noite. A gaiola estava no banco entre meu filho e eu. Enquanto eu ligava o caminhão, eu coloquei o dedo dentro da gaiola e comecei a coçar a orelha de Gato. Eu podia ouvir ele ronronando.

 

"É Gato, você está vindo com a gente. Você salvou as nossas vidas." eu falei para ele. Nós nos despedimos dos vizinhos e fomos para a rua e continuamos até chegar a uma placa de "pare" que tinha na entrada da estrada.

 

Então eu vi algo que fez o meu sangue gelar. No acostamento da estrada tinha um gato preto atropelado. Eu falei para o eu filho ficar no caminhão e sai. O gato tinha sido atropelado a pelo menos uns dois dias, pois o corpo já estava em decomposição. Em volta do pescoço do gato tinha uma coleira rosa choque com um sino com as letras inconfundíveis do meu filho "Gato" em azul.

 

Eu estava em choque. Como Gato podia estar ali morto no lado da estrada, quando ele estava com a gente, com a coleira rosa e tudo, dentro do caminhão, dentro da gaiola?

 

Eu voltei para o caminhão. Eu abri a porta e entrei na cabine e olhei a gaiola.

 

Estava vazia.

 

Nós realmente acreditamos que Gato voltou para salvar as nossas vidas, e depois seguiu em frente para o paraíso dos gatos."

 

Rosana-RO

 

>voltar<

 

 

O Gato Zen

O Homem estava muito triste. Sabia que os dias do Gato estavam contados. O médico havia dito que não havia mais nada a fazer, que ele deveria levar o Gato para casa, e deixá-lo o mais confortável possível.

 

O Homem acariciou o Gato em seu colo e suspirou. O Gato abriu os olhos, ronronou e olhou para o Homem. Uma lágrima escorreu pela face do Homem e caiu na testa do Gato. O Gato lhe lançou um olhar ligeiramente irritado.

 

"Por que você está chorando, Homem?", perguntou. "Porque não suporta a idéia de me perder? Porque acha que nunca vai poder me substituir?"

 

O Homem fez que sim com a cabeça.

 

"E para onde acha que eu irei quando deixar você?", o Gato perguntou.

 

O Homem deu de ombros, sem saber o que dizer.

 

"Feche os olhos, Homem", disse o Gato. O Homem o olhou sem entender bem, mas obedeceu.

 

"De que cor são meus olhos, meu pêlo?", o Gato perguntou.

 

"Os olhos são dourados e o pêlo é marrom, um marrom intenso e vivo", o Homem respondeu.

 

"E em que parte do corpo tenho pêlos mais escuros?", o Gato perguntou.

 

"Nas costas, no rabo, nas pernas, no nariz e nas orelhas", disse o Homem.

 

"E em que lugares você mais costuma me ver?", perguntou o Gato.

 

"Eu vejo você... no parapeito da janela da cozinha, observando os passarinhos... na minha cadeira preferida... na escrivaninha, deitado em cima dos papéis de que eu preciso... no travesseiro ao meu lado, à noite".

 

O Gato assentiu.

 

"Você consegue me ver em todos esses lugares agora, mesmo de olhos fechados?", perguntou.

 

"Claro. Vi você neles por muitos anos", o Homem disse.

 

"Então, sempre que você quiser me ver, tudo o que precisa fazer é fechar os olhos", disse o Gato.

 

"Mas você não vai estar lá de verdade", respondeu o Homem com tristeza.

 

"Ah, é mesmo?", disse o gato. "Pegue aquele barbante do chão - ali, meu 'brinquedo'".

 

O Homem abriu os olhos, esticou o braço e pegou o barbante. Tinha uns 60 centímetros e o Gato conseguia se divertir com ele por horas e horas.

 

"De que ele é feito?", o Gato perguntou.

 

"Parece que é de algodão", o Homem disse.

 

"Que vem de uma planta?", perguntou o Gato.

 

"Sim," disse o Homem.

 

"De uma só planta ou de muitas?"

 

"De muitos algodoeiros," o Homem respondeu.

 

"E seria possível que outras plantas e flores nascessem no mesmo solo do algodoeiro? Uma rosa poderia nascer ao lado do algodão, não?", perguntou o Gato.

 

"Sim, acho que seria possível", disse o Homem.

 

"E todas as plantas se alimentariam do mesmo solo e da mesma chuva, não é?", o Gato perguntou.

 

"Sim", disse o Homem.

 

"Então, todas as plantas, a rosa e o algodão, seriam muito parecidas por dentro, mesmo aparentando ser muito diferentes por fora", disse o Gato.

 

O Homem concordou com a cabeça, mas não conseguia entender o que aquilo tinha aver com a situação.

 

"E então, aquele barbante", disse o Gato, "é o único barbante do mundo feito de algodão?"

 

"Não, claro que não", disse o Homem, "foi tirado de um rolo de barbante".

 

"E você sabe onde estão todos os outros pedaços de barbante, e todos os outros rolos?", perguntou o Gato.

 

"Não, não sei... seria impossível saber", disse o Homem.

 

"Mas mesmo sem saber onde estão, você acredita que eles existem. E mesmo que alguns pedaços de barbante estejam com você, e outros estejam em outros lugares... mesmo que alguns sejam curtos e outros sejam compridos, e mesmo que seu rolo de barbante não seja o único no mundo... você concorda que há uma relação entre todos os barbantes?", o Gato perguntou.

 

"Nunca tinha pensado nisso, mas acho que sim, há uma relação", o Homem disse.

 

"O que aconteceria se um pedaço de barbante caísse no chão?", perguntou o Gato.

 

"Bom... ele ia acabar enterrado, e se decompondo na terra", o Homem disse.

 

"Sei", disse o Gato. "E talvez nascesse mais algodão naquele lugar, ou uma rosa".

 

"Pode ser", concordou o Homem.

 

"Quer dizer que a rosa no parapeito da janela pode ter alguma relação com o barbante na sua mão, e também com todos os barbantes que você nunca viu", disse o Gato.

 

O Homem franziu a testa, pensando.

 

"Agora pegue uma ponta do barbante em cada mão", instruiu o Gato.

 

O Homem fez o que foi pedido.

 

"A ponta na mão esquerda é o meu nascimento, e a na mão direita é minha morte. Agora junte as duas pontas", disse o Gato.

 

O Homem obedeceu.

 

"Você formou um círculo contínuo", disse o Gato. "Alguma parte do barbante parece diferente, melhor ou pior que qualquer outra parte dele?"

 

O Homem examinou o barbante e então fez que não com a cabeça.

 

"O espaço dentro do círculo parece diferente do espaço fora dele?", o Gato perguntou.

 

De novo, o Homem fez que não com a cabeça, mas ainda não sabia se estava entendendo onde o Gato queria chegar.

 

"Feche os olhos de novo", disse o Gato. "Agora lamba a mão".

 

O Homem arregalou os olhos, surpreso.

 

"Faça o que eu digo", disse o Gato. "Lamba a mão, pense em mim em todos os meus lugares costumeiros, pense em todos os pedaços de barbante, pense no algodão e na rosa, pense em como o interior do círculo não é diferente do exterior".

 

O Homem se sentiu bobo, lambendo a mão, mas obedeceu. Ele descobriu o que um gato deve saber, que lamber uma pata é muito relaxante, e ajuda a pensar mais claramente. Continuou a lamber, e os cantos da boca começaram a esboçar o primeiro sorriso que ele dava em muitos dias. Esperou que o Gato lhe mandasse parar mas, como este não mandou, abriu os olhos. Os olhos do Gato estavam fechados. O Homem acariciou o pêlo marrom, quente, mas o Gato havia morrido.

 

O Homem cerrou os olhos com força e as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.

 

Viu o Gato no parapeito da janela, na cama, deitado em cima dos papéis importantes. Ele o viu no travesseiro ao seu lado, viu os olhos dourados brilhantes, e o marrom mais escuro no nariz e nas orelhas. Abriu os olhos e, por entre as lágrimas, olhou para a rosa que crescia em um vaso na janela, e depois para o barbante que ainda segurava apertado na mão.

 

Um dia, não muito depois, tinha um novo Gato no colo. Era uma linda gata malhada... tão diferente do seu querido Gato anterior mas, ao mesmo tempo, tão parecida.

 

Tradução: Daniela Travaglini 

Copyright © 2001 by Jim Willis. Todos os direitos reservados.

Copyright da tradução brasileira © 2003 by Lugano Editora

 

>voltar<