|
Noções de Saúde do Animal
Quando o assunto é saúde, prevenir é muito importante.
Mantenha seu animal saudável, com vacinas, vermífugos,
higiene, exercícios e uma dieta apropriada. Esteja preparado
para problemas em potencial desde o início. Tenha à mão
telefones de emergência e de hospitais veterinários.
Antes de adquirir um animal seria conveniente aprender os
primeiros socorros porque, nem sempre o médico veterinário
pode estar presente e, em caso de emergência, o proprietário
do animal pode adotar algumas medidas adequadas até a chegada
do profissional, ou se comunicar sobre o caso com ele, podendo
salvar muitas vidas animais e até rebanhos. Fique conhecendo,
a seguir, noções básicas de um exame clínico dos animais e
aprenda a identificar quando um animal não estiver bem
clinicamente.
Você deve notar se os olhos são brilhantes ou apagados e se a
cabeça está normalmente erguida. A cabeça e a cauda caídas,
assim como as asas nas aves, costumam ser sinais de certas
enfermidades. Nos animais de grande porte que não se sentem
bem, mostram tendência para afastar-se do rebanho, no pasto e
no curral, sempre que o espaço o permitir. Não se preocupa com
a comida ou aceita de má vontade; a falta de apetite e o
vômito após a refeição podem ser os primeiros sinais de uma
doença.
O aspecto geral da pelagem deve ser sadio, atraente, limpo e
brilhante, com pêlos cerrados, lisos e sem falhas e não
formando placas. Os animais novos são vivos e brincalhões,
salvo nos momentos de comer e de descansar. Os movimentos
anormais, diferentes dos costumeiros, podem indicar dor, como
acontece nos casos de manqueira, de cólicas, etc..
Um dos dados mais importantes do exame do estado de saúde de
um animal é a tomada de temperatura por meio de um termômetro
inserido no reto. O aparelho deve ser cuidadosamente
introduzido, às vezes com uso de vaselina, de modo que o
depósito de mercúrio fique em contato com a mucosa do
intestino (o reto). Como muitos animais oferecem resistência à
tomada de temperatura é conveniente que a operação dure pouco
tempo, com o emprego de termômetros clínicos que em trinta
segundos marcam a temperatura corretamente. É preciso que a
coluna do mercúrio seja previamente baixada de pelo menos um
grau abaixo da temperatura normal do animal em exame. Para
facilitar a colocação, o termômetro deve ser lubrificado com
vaselina, óleo ou mesmo água. A introdução jamais deve ser
forçada a fim de que o animal não se assuste e quebre o
aparelho com movimentos violentos.
Em geral, a temperatura é mais elevada nos indivíduos mais
novos ou após um exercício violento, nas horas mais quentes do
dia e nas vacas de alta produção leiteira. É mais baixa nos
animais muito velhos e nos que se apresentam em estado de coma
e de caquexia.
Temperaturas
normais nas espécies domésticas
Animal : Temperatura em ºC
Cavalo: 37,5 - 38,5
Potro:37,5 - 39,0
Boi: 38,5 - 39,5
Vaca: 37,5 - 39,5
Bezerro de seis meses: 39,0 - 40,0
Ovelha e Cabra: 39,0 - 40,5
Porco: 38,0 - 40,0
Leitão até 3 meses: 39,5 - 40,1
Cão grande: 37,4 - 39,0
Cão pequeno: 38,0 - 39,0
Gato: 38,0 - 39,0
Galo e galinha: 41,5 - 42,5
A elevação de temperatura acima do normal indica febre,
geralmente caracterizada por outras perturbações, como
aceleração do pulso, dos movimentos repertórios e calafrios.
O pulso de um animal indica os movimentos de seu coração. As
contrações cardíacas produzem ondas de pressão que avançam
pelos Vasos sangüíneos e que podem ser sentidas pelo
observador que ponha os dedos sobre o ponto em que o vaso
cruza a superfície dura do osso. os movimentos do próprio
coração podem ser auscultados com a colocação do ouvido ou do
estetoscópio sobre o costado do animal, na área cardíaca.
A pulsação normal nas espécies animais
O pulso de um animal é bastante regular quando tem saúde,
mais rápido nos indivíduos muito jovens ou muito velhos e
acelerado depois de um exercício. Dentro de uma mesma espécie,
o pulso é tanto mais rápido quanto menor o porte e mais novo o
animal. A debilidade retarda a pulsação, enquanto a febre
acelera.
O número de pulsações deve ser contado pelo menos durante
meio minuto, da seguinte maneira: no cavalo, no maxilar
inferior, no ponto em que a artéria maxilar externa passa
sobre o bordo da mandíbula, ou então na parte interna da
articulação do jarrete; no boi, na face externa do maxilar
inferior; no carneiro, cabra, cão e gato, sobre a artéria
femural, acima do jarrete; no porco e nas aves, devem ser
contados batimentos cardíacos na região axilar anterior
esquerda, pouco atrás do cotovelo.
Pulsações
normais por minuto (animal em descanso):
Cavalo: 28 - 42
Potro: 40 - 58
Boi: 40 - 60
Vaca: 60 - 90
Bezerro de seis meses: - 100
Ovelha e cabra: 68 - 90
Porco: 60 - 90
Leitão até 3 meses: - 110
Cão grande: 62 - 80
Cão pequeno: 90 - 130
Galo e galinha: 120 - 165
Coelho: 120 - 140
O ritmo respiratório, que também deve ser regular, é
verificado por meio da contagem do número de modos dos
movimentos do flanco ou do tórax, por minuto. O número de
movimentos respiratórios aumenta muito após um exercício ou
esforço pesado, assim como em conseqüência do susto, do medo e
da excitação e quando o frio ou o calor são extremos, em
lugares de atmosfera confinada e durante um ataque de febre.
Nos grandes animais, a respiração pode ser examinada
colocando-se a mão aberta em frente às narinas do indivíduo.
Movimentos respiratórios normais por minuto nas espécies animais (animal em descanso):
Cavalo: 8 - 15
Potro: 10 -15
Boi: 10 - 30
Vaca: 26 - 30
Bezerro de seis meses: 26- 30
Ovelha e cabra: 10 - 20
Porco: 10 - 20
Leitão até 3 meses: 14 - 20
Cão grande: 14 - 30
Cão pequeno: 16 - 30
Gato: 20 - 30
Galo e galinha: 20 - 48
Outras
observações:
As mucosas, isto é, as membranas que recobrem o interior das
aberturas naturais, como as da boca, narinas, ânus, vagina e
da conjuntiva dos olhos, devem ser examinadas para verificação
da normalidade da coloração.
A mão do examinador deve ser passada sobre os membros do
animal para a descoberta de qualquer local mais quente que,
então, deverá ser examinado com atenção.
Também devem ser observados corrimentos anormais pelas
narinas, boca e outras aberturas. A presença de sangue nas
dejeções e a emissão de urina de coloração anormal, assim como
a secreção de leite com aspecto estranho, devem ter suas
causas investigadas.
Em situações de emergência, procure imediatamente a ajuda de
um profissional. Não dê a seu animal álcool, aspirina ou
qualquer outra droga sem orientação médica. Sangramentos devem
ser pressionados firmemente com uma bandagem esterilizada, mas
nunca fechados ou estancados com torniquete. Limpe mordidas de
outros animais com água e sabão. Mantenha produtos tóxicos
fora do alcance de seus animais, mas no caso de suspeita de
contaminação, chame o veterinário, somente ele é capaz de
reconhecer com certeza a doença e realizar o tratamento
correto.
Bibliografia: Millen, Eduardo - Guia do Técnico Agropecuário
"Veterinária e Zootecnia"
Instituto Campineiro de Ensino Agrícola
>voltar<
|