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A Realidade
O Que Fazer
A Realidade
Os cavalos - e eventualmente
muares - são usados para
tracionarem carroças que recolhem
o chamado lixo reaproveitável.
Esses animais são geralmente mal alimentados,
mal ferrados, não recebem qualquer
atendimento veterinário, sendo
obrigados a trabalhar além de suas
forças, mesmo doentes e famintos.
São maltratados com carga
excessiva, horários exaustivos de
trabalho. Alguns praticamente não
têm repouso e, quando fraquejam,
são açoitados, inclusive com
instrumentos e em locais
deliberadamente escolhidos para
causar grande dor. Não há fiscalização quanto a origem do animal e a qualidade de vida. Não há vacinação, exames de
saúde, dentre outras coisas.
Quando imprestáveis para o
trabalho, são
abandonados em beiras de ruas e
estradas, normalmente acabam sendo
atropelados ou morrem
miseravelmente de fome e sede. São
entregues aos matadouros, quase na
sua totalidade clandestinos, para
um abate cruel de onde geralmente são
repassados para o comércio como
carne de boi.
No trânsito, são conduzidos por
vias de grande movimento, em
horários de pico, sujeitos a
inúmeros acidentes, quase sempre
fatais. Muitas vezes são
conduzidos por menores em
flagrante desobediência às leis de
trânsito e à legislação de
proteção à infância e
adolescência.
O extermínio de eqüinos, em alguns
lugares do Brasil, é um processo cruel, anti-ético e ilegal.
Os animais são mortos de
diversas maneiras, tais como:
- Espancamento,
-
Envenenamento;
- Tiros e
Marretadas na Cabeça;
- Choque Elétrico (um pólo é
colocado no focinho e o outro
introduzido no ânus. Método doloroso);
- Produtos Curariformes (morte
lenta e agonizante).
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O Que Fazer
Você viu ou tomou conhecimento de um carroceiro que está maltratando um animal em sua cidade ou próximo à sua residência:
- Conscientize o proprietário de como tratar o animal (não chicotear, não obrigá-los a carregar e/ou puxar cargas excessivas, não forçá-los a trabalhar debaixo de chuva e/ou sol forte, alimentá-lo sempre, dar descanso, ferrá-lo adequadamente, se doentes, velhos ou prenhes não utilizá-los);
- Chame a polícia e faça um TC (cite o Art. 32 da da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98);
- Imprima panfletos educacionais e distribua o máximo que puder;
- Fotografe e/ou filme os animais antes, durante e depois do trabalho - provas e documentos são fundamentais para combater transgressões.
-
Exija a fiscalização do Detran,
já que os carroceiros desrespeitam
o
Código Nacional de Trânsito
se trafegarem em carroças
improvisadas, sem placa, sem
sinalização, sem carteira de
carroceiro, com cavalos doentes,
apresentando perigo para eles
mesmos e para o trânsito.
-
No município de São Paulo: cite a
Lei nº 11.478 de 1994 e
Lei nº
11.887 de 21 de setembro de 1995, promovida por
Celina Valentino, que proíbe o
emprego de veículos de tração
animal, de carga ou montados no
Município de São Paulo. Ambas são
baseadas no Decreto Federal nº
24.645.
-
Mande um e-mail para autoridades:
Brasília:
scs@scs.df.gov.br
Porto Alegre:
crc@gp.prefpoa.com.br,
smam@smam.prefpoa.com.br
São
Paulo, mande uma mensagem através
do formulário:
Clique Aqui
-
Se na sua cidade também há descaso
com os eqüinos,
mande cartas e e-mails para a
Prefeitura e para os jornais.
Coloque sempre seu RG, telefone e
endereço,
para que as cartas possas ser
publicadas.
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