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Resumo do Livro a Verdadeira Face da Experimentação Animal
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Monografias Sobre Testes e Vivissecção
Alternativas ao Uso de Animais Vivos em Experimentos
Científicos e Educacionais.
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O Uso Didático de Animais Vivos e os Métodos Substitutivos em Medicina Veterinária.
Aspectos Históricos, Éticos, Legais e o Direito à Objeção de Consciência
.
>voltar< Bibliografias A Verdadeira face da Experimentação Animal
Autor: Sérgio Greif e Thales Tréz
Sobre: Mostra os " porões" do uso científico de animais. O livro, que foi produzido pela Sociedade Educacional Fala Bicho, conta, também, com depoimentos de pessoas de grande notoriedade, entre elas o Dr. Ivo Pitanguy.
Resumo do Livro
Onde Comprar: www.internichebrasil.org
Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação
Autor: Sérgio Greif
Sobre: Mostra alternativas que substituem vivissecção.
Onde Comprar: inr@institutoninarosa.org.br
Libertação Animal
Autor: Peter Singer
Sobre: Considerado o livro mais importante da história da ética animal. Desde sua edição original (1975), deu início a uma revolução de idéias, atitudes, ações e movimentos em prol da consideração moral do bem-estar de animais não-humanos, fazendo uma enorme diferença: ajudou a diminuir o sofrimento e mudar o destino de milhares de criaturas. Libertação Animal desenvolve um argumento mostrando que a crueldade com os animais e a dor que lhes infligimos não podem ser eticamente justificadas, o que se constitui numa boa razão para tentarmos reverter as práticas que as perpetuam.
Onde Comprar: www.submarino.com.br
>voltar< Artigos
Um fim às pesquisas de dor
com animais
Robôs podem reduzir uso
de animais em testes de laboratório
Desenvolvimento de novos fármacos: Biochip
evita testes em animais
Florianópolis proíbe estudo com cobaias
Fundação proíbe experimentos com animais
vivos
UniFOA proíbe
experiências com animais
MPF proíbe experiências
com animais em Alagoas
Coca-Cola e PepsiCo concordam
em coibir testes em animais
EUA
abrem mão de experiêcias com
chimpanzes
Células-tronco
ajudam a reabilitar gatos
paraplégicos
Novos testes para reduzir ensaios
químicos com animais
Aulas práticas
sem animais
Desenvolvido software destinado a
testes farmacológicos
Cientistas
criam método que evita testes em
animais
Fígado feito em
laboratório
Pesquisadores da Unicamp desenvolvem tecido humano artificial
Bom para os animais, bom para nós
Método alternativo de ensino, substitui a vivissecção de animais
Hospital do Rio inaugura centro pioneiro no país
Aluno aprende tocando no doente
Treino é mais real, diz fisioterapeuta
Um
fim às pesquisas de dor com
animais
Redação SRZD |
Ciência | 16/08/08
Utilizar animais em
pesquisas sobre a dor tem "valor
limitado" e deveria ser
substituído por novas tecnologias,
afirmam médicos de toda a
Inglaterra. Os testes conseguem
simular apenas alguns aspectos da
dor e são muito simplistas. Com
novas técnicas, mais estudos
poderiam ser feitos em humanos.
Existem apenas alguns poucos tratamentos eficazes para dor
crônica, assim como aqueles oferecidos a pessoas com artrite e
fibromialgia, contam os pesquisadores de Londres, Manchester,
Liverpool e Oxford. Os experimentos são feitos com animais
anestesiados e conscientes.
Questões éticas são levantadas a respeito do uso de animais.
Em um workshop organizado para arrecadar fundos e promover
alternativas para tais experimentos, especialistas disseram
que scanners cerebrais modernos e potentes podem substituir a
técnica polêmica.
Voluntários saudáveis e pacientes com dor seriam necessários
nos estudos, nos quais cientistas monitorariam os efeitos de
anestésicos no cérebro através de MRI, ou outros scanners.
Outra pesquisa feita em laboratório, com células e tecidos
humanos também poderia ajudar na investigação sobre a dor.
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Robôs
podem reduzir uso de animais em testes de laboratório
O Globo Online - Ciência - 15/02/08
BBC
Cientistas americanos estão dando o primeiro
passo para testar substâncias químicas em células criadas em
laboratório, uma técnica que poderia reduzir o uso de animais
em testes desse tipo, segundo um artigo publicado na revista
Science e discutido no encontro anual da Associação Americana
para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em
Boston.
Duas agências do governo americano estão
estudando a possibilidade de usar robôs de alta-velocidade
para a realização desses testes.
O objetivo a longo prazo é reduzir os custos, o
tempo e o número de animais usados em testes de laboratórios
para analisar os possíveis efeitos danosos de pesticidas e
produtos de limpeza, entre outras substâncias, sobre os
humanos.
A técnica se segue aos pedidos para que
cientistas usem menos animais nas pesquisas.
Os robôs teriam capacidade para realizar
milhares de testes por dia, identificando substâncias químicas
com efeitos tóxicos.
Mais rápido e barato
Falando em um link de vídeo ao vivo, Francis
Collins, diretor da Pesquisa Nacional do Genoma Humano do
Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês), afirma
que os testes com robôs poderiam representar um método mais
rápido e barato de testar as substâncias.
"Historicamente a toxicidade sempre foi
determinada com a injeção das substâncias em animais de
laboratório, observando se eles ficam doentes, e depois
analisando seus tecidos em um microscópio", explicou ele.
"Apesar de este método trazer informações
importantes, ele de ser caro, leva tempo, usa um grande número
de animais e nem sempre prevê se as substâncias serão danosas
aos humanos."
Programa de cinco anos
Essa pesquisa - uma colaboração do NIH com a
Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) - tem
potencial para revolucionar o modo como substâncias químicas
tóxicas são identificadas.
"No fundo, o que a gente quer saber é: Esse
composto prejudica as células?", disse Collins.
"Então, será que poderíamos, em vez de observar
um animal inteiro em nossa primeira linha de análise, observar
células individuais de diferentes organismos, ou diferentes
animais, com diferentes concentrações do composto?"
O programa de pesquisa de cinco anos vai usar
robôs de análises automatizadas de alta velocidade
desenvolvidos durante o projeto do genoma humano.
Isso vai permitir que eles completem 10 mil
análises em células e moléculas por dia, em comparação com 10
a 100 estudos por ano em cobaias.
Longo prazo
Amostras das substâncias químicas serão
adicionadas a células humanas ou animais, crescidas em
laboratório.
Essa mistura será estudada para encontrar
sinais de toxicidade, usando uma variedade de testes genéticos
e bioquímicos.
O objetivo a longo prazo é desenvolver métodos
de testes que não dependam de animais e sejam rigorosos o
suficiente para ser aprovados pelos reguladores.
Atualmente, estão sendo estudados os efeitos
toxicológicos de mais de 2 mil compostos químicos em células
humanas ou em roedores.
Mas os cientistas afirmam que ainda há muitos
anos pela frente até que os testes sem o envolvimento de
animais se tornem rotina, mesmo que a pesquisa tenha um
resultado positivo.
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Desenvolvimento de novos fármacos: Biochip evita testes em
animais
Farmácia.com - 27/12/07 -
www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=5284
Uma equipa de investigadores norte-americanos desenvolveu uma
tecnologia capaz de reduzir drasticamente a necessidade de
serem utilizados animais durante os estudos de segurança para
o desenvolvimento de novos fármacos. O novo biochip vai também
garantir a obtenção de resultados mais rigorosos.
Por norma, as experiências relativas à toxicidade das
substâncias em estudo baseiam-se em testes realizados em
animais que permitem prever se um determinado candidato a
fármaco é ou não tóxico. Porém, estes procedimentos são
dispendiosos e nem sempre reflectem com precisão a reacção dos
seres humanos às substâncias testadas.
Ao longo dos tempos, têm vindo a crescer os esforços para
desenvolver estratégias que substituam ou minimizem o número
de testes em animais que necessitam de ser realizados durante
os ensaios pré-clínicos. Agora, uma investigação conjunta do
Rensselaer Polytechnic Institute, da Universidade da
Califórnia, em Berkeley, e da Solidus Bioscience, revela
resultados animadores.
“Observámos os problemas com que as empresas se deparam e
apercebemo-nos de que precisávamos de desenvolver algo que
tivesse custos reduzidos, uma taxa de aceitação elevada, que
fosse facilmente automatizado e não envolvesse animais”,
explicou Jonathan Dordick , um dos principais responsáveis
pela investigação, professor do Rensselaer Polytechnic
Institute e co-fundador da Solidus Biosciences.
O Datachip engloba mais de 1.000 culturas de tecidos
tridimensionais que reflectem a forma como as células se
organizam no organismo. O objectivo é fornecer aos
investigadores um sistema de projecção rápido e que permita
prever o potencial de toxicidade de um candidato a fármaco em
vários órgãos do corpo humano.
Desenvolvemos o MetaChip e o DataChip para
lidar com dois dos assuntos mais importantes que precisam de
ser avaliados quando se analisa a toxicidade de uma substância
– o efeitos nas diferentes células do nosso corpo e a forma
como a toxicidade se altera quando a substância é metabolizada
pelo organismo”, afirmou o responsável.
A capacidade de um indivíduo para metabolizar uma substância é
determinada pela sua composição genética e pela quantidade de
medicamentos que metabolizam enzimas, determinando o quão
tóxico pode ser um composto para eles. Ao modificar a
proporção das enzimas no MetaChip, os cientistas conseguiram
desenvolver chips personalizados que prevêem a resposta de um
paciente a uma determinada substância. “Ainda estamos longe da
medicina personalizada, mas o MetaChip caminha nessa direcção”,
salientou Dordick.
Marta Bilro
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Florianópolis proíbe estudo com cobaias
Folha - 10/02/07
Omissão do prefeito permitiu que vereadores
promulgassem lei que impede uso de animais em experimentos na
cidade
Medida afeta pesquisas sobre novas drogas feitas na UFSC;
cientistas alegam que há incostitucionalidade e pedem regras
federais
GIOVANA GIRARDI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Por uma omissão do prefeito Dário Berger (PMDB), Florianópolis
acaba de ser tornar a primeira cidade brasileira a proibir o
uso de animais em pesquisas científicas. Na sexta-feira, a
Câmara Municipal promulgou silenciosamente o projeto de lei
que regulamenta o assunto após ter expirado o prazo de
apreciação de Berger.
Pela lei orgânica da cidade, o prefeito tem 15 dias úteis para
vetar ou sancionar um projeto aprovado pela Câmara. Se ele não
se manifesta, entende-se que ele está de acordo.
Segundo o secretário de Comunicação da cidade, Paulo Roberto
Arenhart, ao receber o projeto, Berger considerou que não
tinha "juízo de valor" sobre a matéria e pediu o parecer do
secretário de Saúde e da Procuradoria Geral do Município.
"Eles não chegaram a tempo e perdemos o prazo. Aconteceu."
O projeto do vereador Deglaber Goulart (PMDB), líder do
governo na Câmara, fora aprovado na Casa em 6 de novembro e
encaminhado no dia seguinte à prefeitura. Procurado pela Folha
na sexta, Goulart omitira a promulgação. Ontem, só disse: "O
prefeito não vetou porque a lei é importante".
A lei passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial,
o que está previsto para ocorrer ainda nesta semana.
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Fundação
proíbe experimentos com animais vivos
Repórter Diário -
23/08/07 -
www.reporterdiario.com.br/index.php?id=31767
A Faculdade de Medicina da Fundação do ABC proibiu o uso de
animais vivos nas aulas de graduação. A resolução, que está em
vigor deste 17 de agosto, transforma a instituição na primeira
do País a abolir completamente essa prática.
A utilização de animais vivos está liberada somente para
pesquisas inéditas, com relevância científica e previamente
aprovadas pelo CEEA (Comitê de Ética em Experimentação Animal)
da faculdade.
As alternativas para substituição de animais vivos são
softwares, bonecos de auto-experimentação, uso de animais
quimicamente preservados e incorporação dos cursos básicos à
prática clínica – quando o aluno passa a aprender com casos
reais, em seres humanos. Apesar de comum em faculdades e
universidades com graduações em saúde, a experimentação animal
é proibida por lei “sempre que existirem recursos
alternativos”.
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UniFOA proíbe experiências com
animais
Giovana Damaceno - 15/08/07
Numa atitude pioneira na região o Centro
Universitário de Volta Redonda - UniFOA proibiu,
esta semana, através de uma portaria assinada pelo
Reitor Jessé de Hollanda Cordeiro Júnior, o uso de
qualquer animal doméstico em aulas e experiências.
A medida já entrou em vigor.
Segundo o presidente da FOA, Dauro Aragão,
proprietário de dois cães, esta foi uma medida
pela qual ele sempre lutou e que agora se tornou
realidade. “Demoramos a decidir, mas enfim
conseguimos”, reconhece o presidente. Ele destacou
que além da instituição estar se enquadrando na
mesma política de preservação adotadas em grandes
universidades do país, há o aspecto humanístico da
questão porque os animais precisam ser dfefendidos
pelos humanos e não agredidos.
Dauro destacou a importância da Sociedade
Protetora dos Animais de Volta Redonda que através
de seus membros, como a fotógrafa Liz Guimarães e
a jornalista Giovana Damaceno, o incentivaram a
tomar tal medida.
A Portaria do UniFOA foi elogiada por Liz, que
além de sócia da SPA é coordenadora do grupo
Vira-Lata. “Foi inteligente e de muita
sensibilidade por parte da presidência e da
reitoria da FOA/UniFOA. Um ato de estrema
consciência ambiental. Espero que sirva de exemplo
para outras universidades", destacou.
Qualidade continua
Segundo o coordenador do curso de Medicina do
UniFOA, Rônel Mascarenhas e Silva, a proibição do
uso de animais domésticos em sala de aula não
afetará em nada a qualidade do seu curso ou dos
demais que deles faziam uso. Ele explicou que na
pratica cirúrgica os cachorros e porcos serão
substituídos por recursos mais modernos, como
filmes e manequins e treinamento na rede
conveniada de hospitais. “O UniFOA se alia a uma
tendência mundial de preservar cada vez mais os
animais e é o pioneiro desta prática na região”,
afirmou o professor.
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MPF proíbe experiências com
animais em Alagoas
Jornal de Itupeva - 05/07/07
O Ministério Público Federal de Alagoas (MPF/AL) decidiu que
as instituições de ensino superior do Estado terão que usar
anestesia em experiências com animais, durante as aulas
práticas. A decisão atinge duas universidades e uma faculdade
privada alagoanas.
Além disso, a procuradora da República Niedja Kaspary
determinou que as entidades terão 90 dias para suspender
experiências que causem lesões físicas, dor, sofrimento ou
morte destes animais, com ou sem o uso de cobais. Ela propõe a
substituição das cobaias por métodos alternativos da medicina,
como a realização de testes em softwares.
"Mesmo o emprego de anestesia não afasta o caráter cruel dos
procedimentos experimentais, tampouco sua ilicitude, uma vez
que o experimento dificilmente se restringe ao ato cirúrgico
em si, mas envolve um angustiante período pré-operatório e,
por vezes, a observação clínica do animal, que pode levar
dias, semanas ou meses", observa.
A decisão do MPF segue os mesmos moldes da justiça gaúcha, que
há 15 dias aplicou o mesmo dispositivo nas faculdades do Rio
Grande do Sul, proibindo o sacrifício de animais para testes
laboratoriais.
O presidente do Comitê de Ética da Universidade Federal de
Alagoas (Ufal), Walter Matias, disse que neste mês será feita
uma reunião para estudar alternativas para o assunto. "Não
podemos ir de encontro à legislação. Esperamos que os
pesquisadores compreendam", avaliou. A Ufal é uma das
atingidas pela medida.
Para ele, o comitê vai discutir formas alternativas para as
pesquisas. "Com as novas pesquisas, não temos problemas por
causa da legislação. O que vamos pensar é sobre as antigas,
que estão sendo tocadas, inclusive com apoio internacional",
enfatizou.
A procuradora lembrou que o atendimento da
recomendação é obrigatório e deu prazo dez dias para que
instituições informem ao MPF sobre as medidas tomadas. Se não
houver o cumprimento, o ministério tomará as medidas judiciais
cabíveis, podendo ajuizar ações civis com pedido de
ressarcimento, ações por improbidade administrativa e/ou
criminais contra os responsáveis.
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Coca-Cola e PepsiCo concordam em
coibir testes em animais
Portal Uol - Notícias - 31/05/07
Brenda Goodman
Em Atlanta
Sob pressão de defensores de direitos dos animais,
duas gigantes de refrigerantes, a Coca-Cola e a
PepsiCo, concordaram em parar de financiar
diretamente pesquisa que use animais em testes
para desenvolver seus produtos, exceto quando tais
testes forem exigidos por lei.
Pesquisadores da People for the Ethical Treatment
of Animals (Pessoas pelo tratamento ético dos
animais, Peta) buscaram garantias após a
descoberta de estudos, financiados pelas empresas,
que usavam animais como ratos e chimpanzés para
testar percepção de sabor e, em alguns casos,
reforçar o apoio a alegações de saúde
promocionais.
A PepsiCo disse que deixará de financiar
diretamente experiências em animais, incluindo
algumas que financiava por meio de verbas
concedidas a estudantes de doutorado por meio de
seu Instituto Gatorade de Ciência do Esporte.
Elaine Palmer, uma porta-voz da PepsiCo, disse que
apesar da empresa nunca ter apoiado a idéia de
testes em animais, "nós não a policiávamos, de
forma que tal parte é nova".
A Coca-Cola e a PepsiCo são as maiores indústrias
a concordar com a proibição.
A Coca-Cola também disse que cancelará uma
subvenção dada a um pesquisador da Virginia
Commonwealth University que estava estudando a
percepção de paladar em ratos, que têm certos
caminhos do paladar em comum com os seres humanos.
Os representantes da Coca-Cola e da universidade
se recusaram a dizer quanto era o valor da verba
fornecida pela empresa ou elaborar qual seria a
aplicação final da pesquisa.
Uma associada de pesquisa da Peta, Shalin G. Gala,
disse: "Nós vemos estas declarações da Coca e
Pepsi, conglomerados globais imensos, como o
início do fim de todos os testes de alimentos em
animais".
As duas gigantes de refrigerantes são as mais
recentes empresas a responder às pressões da Peta,
que montou uma campanha para denunciar as práticas
de testes em animais na indústria de bebidas, um
setor que, diferente da indústria de cosméticos e
farmacêutica, praticamente passava despercebida na
arena de testes em animais.
Em janeiro, a Roll International, a empresa que
produz o suco de romã POM Wonderful, concordou em
cessar os testes em animais depois que a Peta
revelou um estudo de 2005, financiado pela
empresa, que testou o suco para saber se poderia
induzir artificialmente disfunção erétil em
coelhos.
Tradução: George El Khouri Andolfato
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Portal Terra - 25/05/07 -
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1640938-EI294,00.html
O Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos
Estados Unidos vai parar de criar chimpanzés para utilização
em pesquisas médicas governamentais, anunciou nesta
qunta-feira a organização de defesa dos direitos dos animais
The Humane Society.
Segundo a entidade, o Centro Nacional de Recursos e
Investigações do NIH (NCRR) alegou motivos financeiros para
tomar a decisão. Mas o fim do uso de chimpanzés para
experiências médicas é uma reivindicação dos grupos de defesa
dos animais.
O NCRR disse esta semana em comunicado de imprensa no seu site
que os chimpanzés podem viver cerca de 50 anos em cativeiro.
Um cuidado de alta qualidade para os animais representa uma
despesa acima de US$ 500 mil anuais, um valor que poderia ser
usado para desenvolver outros programas.
The Humane Society especula que a decisão tenha sido adotada
também por possíveis motivos éticos. Segundo o grupo, a partir
de agora o NCRR financiará somente os cerca de 500 chimpanzés
que já estão em seus laboratórios e 90 que vivem em santuários
federais porque "não são mais necessários para investigações".
"A decisão constitui um enorme passo rumo a um futuro em que
não se utilizarão mais os chimpanzés para pesquisas e testes",
disse Kathleen Conlee, diretora do programa de animais
utilizados para pesquisa da Humane Society, em comunicado de
imprensa divulgado hoje.
"É uma decisão monumental", disse.
"Nosso objetivo final é acabar com o uso de chimpanzés para
investigações e levar todos a um santuário apropriado e
permanente", concluiu a defensora dos direitos dos animais.
Apesar da decisão, o NCRR disse que está consciente da
importância dos chimpanzés para a pesquisa biomédica. Mas
alegou a "responsabilidade fiscal" para justificar a medida.
Cerca de 1.300 chimpanzés vivem atualmente nos laboratórios
americanos, alguns capturados ainda filhotes na África e
outros nascidos em cativeiro, em centros de pesquisa, em
zoológicos ou em circos.
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Células-tronco ajudam a reabilitar gatos paraplégicos
Margarida Neide / Ag. A Tarde - 06/05/07
Aurélio Nunes
Os movimentos das patas traseiras de Digo e Lola podem
resgatar a esperança de pessoas obrigadas a locomover-se em
cadeiras de rodas. O casal de gatos paraplégicos ainda não
voltou a andar, mas já recuperou a sensibilidade e controle
dos movimentos das patas traseiras graças a uma inédita
terapia com células-tronco adultas desenvolvida por
pesquisadores da Escola de Veterinária da Universidade Federal
da Bahia (Ufba), em parceria com cientistas da Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz-BA).
O trabalho é inédito e será apreciado pelo Conselho Nacional
de Ética em Pesquisa (Conep). Somente após a liberação do
órgão, poderá ser utilizado em humanos, em caráter
experimental. A única referência conhecida de utilização de
células-tronco em lesões de animais é o tratamento de
contusões em patas de cavalos de competição, nos EUA. “Os
resultados são uma promessa bastante positiva, mas levará de
dois a três anos para que ele se transforme em procedimento
médico”, pondera o pesquisador-titular da Fiocruz, Ricardo
Ribeiro dos Santos, 65 anos, que desde 2003 coordena, ao lado
da pesquisadora-associada Milena Botelho Soares, 38, um grupo
de pesquisa em terapia celular no combate à Doença de Chagas,
com 30 pacientes.
Foi a partir desse know-how que os coordenadores do grupo de
pesquisa em Biotecnologia Aplicada à Terapêutica Veterinária
Paulo Henrique Palis Aguiar, 44, e Stella Maria Barrouin Melo,
44, resolveram implantar células-tronco em animais que estavam
desenganados. “Diferentemente das pessoas paraplégicas, que
vão para a cadeira de rodas ou para a cama, um animal com
paralisia normalmente é indicado à eutanásia”, compara Stella.
“Eles não podem viver sem urinar e defecar, nem ficar se
arrastando pelo chão e provocando lesões e feridas com
exposição de ossos e músculos”, explica.
Lesões – “É importante observar que não trabalhamos com
cobaias, não provocamos nenhum tipo de lesão artificial para
depois repará-la” , argumenta Aguiar. “E não fazemos isso não
só porque essas lesões provocadas em laboratório não refletem
o que acontece na vida real, mas principalmente por questões
éticas”, pondera. Digo foi atropelado e Lola caiu do sétimo
andar. Ambos tiveram fratura com lesão definitiva de medula.
“Não havia nenhuma perspectiva de melhora com tratamento
conhecido. Ao contrário de pele, fígado e ossos, a medula não
é um órgão regenerável”, observa Euler Moraes Penha, 28,
cirurgião veterinário que operou os dois animais na Clínica
Planeta Animal, na Barra. Ambos os felinos foram submetidos à
técnica conhecida como hemilaminectomia, mesma cirurgia usada
em pacientes com hérnia de disco.
Durante o ato cirúrgico, foram implantadas nas áreas
lesionadas células-tronco adultas extraídas uma semana antes.
O material foi puncionado das medulas ósseas dos próprios
pacientes e enriquecido em laboratório. Esse procedimento é
considerado fundamental para o sucesso do trabalho, já que é
numa solução de aminoácidos e vitaminas que as células são
multiplicadas até que se chegue ao número considerado
necessário para a implantação –
número esse que vem sendo guardado a sete chaves pelos
pesquisadores, uma vez que se constitui num segredo
científico.
Segundo a veterinária Gabriela Azevedo, uma das proprietárias
da Planeta Animal, uma cirurgia como a de Digo e Lola não
sairia por menos de R$ 700, sem contar os R$ 5 mil referentes
à coleta e cutura das células-tronco, mais as diárias de R$
150 pelo internamento dos animais. Tanto os pesquisadores,
quanto a proprietária de Digo, funcionária da clínica, foram
isentados de pagamento. “Temos interesse em atrelar a imagem
da nossa clínica à tecnologia de ponta e mostrar que temos
capacidade de sediar experimentos de alta complexidade”,
justifica Gabriela.
Fisioterapia – Na última semana, Digo e Lola ganharam
mais uma aliada na dura batalha que travam com os próprios
músculos para voltar a andar: a fisioterapeuta Cláudia Maria
Bahia Pinheiro, 54, que passou a coordenar sessões diárias de
exercícios. Embora tenha dedicado os 30 anos de carreira
exclusivamente na recuperação de humanos, ela lança mão de sua
experiência com ratos na tese de doutorado em Cinesiologia
(estudo dos ovimentos) para criar um protocolo adequado aos
seus mais novos pacientes.
“Primeiro tive de ganhar a confiança deles, agora treino
equilíbrio e postura. Busco novos aminhos que já existem em
outros lugares, mas que aqui na Bahia são inéditos”, diz,
referindo-se à ausência de fisioterapeutas especializados em
animais no Estado. Digo e Lola voltarão a andar? Antes mesmo
de formulada a pergunta, ela se adianta: “A esperança é que
sim, mas como se faz com qualquer paciente, não se podem dizer
as palavras ‘sempre’, e ‘nunca’”.
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Novos
testes para reduzir ensaios químicos com animais
Destak - 24/04/07 -
www.destak.pt/artigos.php?art=115
A União Europeia (UE) aprovou hoje vários testes que evitam o
recurso ` experimentação animal para avaliar a irritação
cutânea e ocular de determinadas substâncias químicas, escreve
a agência Lusa.
Os testes ‘in vitro' aprovados pelo Centro Europeu de
Validação de Métodos Alternativos, um organismo criado pela
Comissão Europeia para coordenar os métodos de ensaio animal,
são um «passo importante» para acabar com a utilização de
coelhos nas experiências com produtos químicos, informou o
executivo comunitário num comunicado, segundo a Lusa.
Três destes são uma alternativa aos ensaios em que,
actualmente, são usados coelhos para avaliar se determinadas
substâncias utilizadas na maquilhagem e produtos cosméticos
produzem irritação na pele.
Outros métodos validados - um para determinar a possível
irritação ocular e outro para averiguar se uma substância pode
provocar alergias cutâneas - mantêm a necessidade de recorrer
a animais, mas numa quantidade inferior ` actual, indicou
Bruxelas, de acordo com a Lusa.
Segundo a CE, os 15 países que até 2004 constituíam a UE,
utilizavam anualmente 10,7 milhões de animais em experiências
para determinar a toxicidade de certas substâncias químicas ou
ingredientes cosméticos.
Com Lusa
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Aulas
práticas sem animais
Fapesp - 31/01/07 -
www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=6670
Por Thiago Romero
Agência FAPESP - Ao comparar o nível de aprendizagem de dois
grupos de alunos do curso de medicina que tiveram aulas
práticas demonstrativas com e sem utilização de camundongos,
pesquisadores do Centro Universitário Lusíada, em Santos (SP),
concluíram que é possível manter a mesma qualidade de ensino
com a substituição dos animais por outras fontes de
conhecimento.
O estudo se concentrou na disciplina de histologia, que estuda
os tecidos do corpo humano, em aula prática referente à
demonstração de técnicas citológicas. O conteúdo ministrado
aos 128 alunos, divididos em duas turmas, foi idêntico, com
diferença apenas na coleta das células. A primeira turma
coletou células dos órgãos de animais sacrificados e a segunda
utilizou células da mucosa oral dos próprios alunos.
O trabalho, conduzido pelos professores Renata Diniz, Ana
Lúcia Duarte e Charles de Oliveira, foi publicado na Revista
Brasileira de Educação Médica. “Como a finalidade da aula era
visualizar características celulares, não importava se a
célula fosse de humanos ou de animais, já que componentes de
interesse como o núcleo e o citoplasma são iguais em ambos os
casos”, disse Renata à Agência FAPESP.
Com as demonstrações práticas das células encerradas, um
questionário para avaliação da aprendizagem foi aplicado nos
alunos. As respostas foram inseridas em um banco de dados
informatizado e analisadas de maneira quantitativa e
qualitativa. “A análise estatística apontou desempenho
semelhante das duas turmas por não haver diferenças
significativas de acertos e erros nas questões”, afirma.
Segundo ela, o trabalho não propõe a eliminação total dos
animais em sala de aula. “A idéia é apenas alertar professores
da área de saúde para a existência de outras metodologias de
ensino que possam oferecer o mesmo nível de aprendizagem
respeitando a vida animal”, explica Renata, ressaltando que,
após os resultados do estudo, a disciplina de histologia do
Centro Universitário Lusíada não utilizou mais camundongos em
aulas práticas.
Outra metodologia bastante utilizada no exterior e que está se
tornando freqüente no Brasil, explica Renata Diniz, são os
modelos que imitam peles e órgãos de animais e de humanos.
“Hoje existem modelos que imitam a elasticidade da pele para
que o aluno consiga praticar técnicas cirúrgicas. A vantagem é
que o mesmo modelo pode ser utilizado durante vários anos e o
aluno pode praticar o mesmo procedimento várias vezes. O
animal, por sua vez, após ser sacrificado é aproveitado em
poucas aulas”, compara.
Sentimentos diversos
Em uma das questões do questionário, os alunos tinham que
indicar também três sentimentos vivenciados na presença dos
animais, a partir de 18 palavras listadas. Os sentimentos mais
citados foram curiosidade, ansiedade e tranqüilidade. Por
outro lado, felicidade e orgulho não foram assinalados por
nenhum estudante.
Em seguida, os sentimentos foram agrupados em positivos,
negativos, curiosidade e indiferença. Considerando os dois
grupos analisados, o sentimento negativo foi indicado por 50%
dos indivíduos e o positivo por 18%. De acordo com a análise
separada dos sexos masculino e feminino, verificou-se um
predomínio de sentimentos negativos entre as mulheres (61%) em
comparação com os homens (27%).
“De maneira geral, o comportamento emocional dos alunos muda
com a presença de animais em aulas práticas. Eles ficam mais
agitados, principalmente os homens, e acabam passando essa
ansiedade para os colegas”, justifica Renata Diniz.
Para ela, a alta prevalência de sentimentos negativos entre as
mulheres pode ser explicada pela maior aversão em relação ao
sofrimento dos animais. “Os homens, talvez por uma questão
social, tendem a disfarçar suas emoções, o que explicaria o
baixo predomínio de sentimentos negativos relacionados aos
animais de laboratório”, sugere a pesquisadora, que também
leciona no curso de medicina veterinária do Centro
Universitário Monte Serrat (Unimonte), em Santos.
Para ler o artigo Animais em aulas práticas: podemos
substituí-los com a mesma qualidade de ensino?, disponível na
biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui:
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-55022006000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
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Desenvolvido software destinado a testes farmacológicos
20/11/06 -
www.mni.pt/destaques/?cod=8840&cor=azul&MNI=369924b5d75d47d4e959038c485c41c8
Programa desenvolvido pela Universidade de Ciência e
Tecnologia da Noruega
Investigadores noruegueses desenvolveram um método de
simulação por computador que permite testar em alguns minutos
novos medicamentos, poupando tempo e dinheiro e evitando
testes em animais.
O método, desenvolvido na Universidade de Ciência e Tecnologia
da Noruega, permite que os investigadores encontrem mais
rapidamente a substância com as qualidades e características
que pretendem para determinado fim, antes de ser testada no
mundo real, com a ajuda de cálculos matemáticos e simulação
por computador.
Para comprovar a eficácia do programa, os investigadores estão
a avaliar novos tratamentos para o cancro, a partir de mais de
250 mil compostos químicos, até agora já identificaram cerca
de 1.200 compostos.
A líder da investigação, a química Kristin Tondel salienta que
se estas substâncias fossem avaliadas num laboratório pelos
métodos tradicionais, seriam analisadas "talvez de 20 a 40
substâncias por ano, o que faria com que demorassem cerca de
10 mil anos a testar os 250 mil compostos químicos iniciais".
O programa também simula os efeitos que o produto químico tem
no organismo e simular como os diferentes compostos interagem
com as proteínas, a fim identificar candidatas a novos
fármacos. A principal desvantagem do programa é a de que nem
todos os químicos são testados fisicamente, pelo que não
permite respostas definitivas a respeito do seu funcionamento.
Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
MNI-Médicos Na Internet
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Cientistas criam método que evita testes em animais
Portal Terra - 06/11/06 -
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1232675-EI238,00.html
Uma equipe de pesquisadores da Universidade suíça de Neuchâtel
apresentou nesta segunda-feira um método que permite facilitar
o trabalho dos laboratórios e evitar a utilização de animais
nos testes de produtos contra carrapatos.
O resultado do trabalho realizado por Thomas Krober e Patrick
Guerin no instituto de zoologia do centro universitário é uma
membrana artificial composta de celulose e silicone, que imita
a fisiologia e a elasticidade da pele.
Segundo os especialistas, o dispositivo permite comprovar de
forma mais rápida e econômica a eficácia de produtos contra os
carrapatos.
Além disso, os agentes patógenos depositados pelo carrapato na
camada de sangue subjacente à membrana artificial podem se
recuperar, e sua identificação, segundo os pesquisadores, abre
caminho para a fabricação de remédios específicos contra esses
parasitas.
A Universidade de Neuchâtel assinalou que esse procedimento
pode revelar-se especialmente útil tanto em países tropicais,
onde o gado tenha sido "infestado de carrapatos", como na luta
contra doenças transmitidas por insetos, como os mosquitos e
as mosca tsé-tsé.
EFE
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Fígado feito em laboratório
Jornal O Dia - 01/11/06 -
http://odia.terra.com.br/ciencia/htm/geral_65296.asp
Cientistas criam partes do órgão com células-tronco do cordão
umbilical
LONDRES - Cientistas britânicos anunciaram ontem a criação de
partes do fígado humano em laboratório. A miniatura do órgão —
com menos de 3 cm — foi obtida a partir de células-tronco do
cordão umbilical, na Universidade de Newscastle.
Os cientistas garantem que no futuro será possível desenvolver
um fígado de tamanho real para ser usado em transplantes. Mas
há ainda um longo caminho até que isso seja possível.
“Os pesquisadores conseguiram criar o fígado sem precisar de
embriões. É um grande avanço ético”, disse Ian Gilmore,
especialista em fígados no Royal Liverpool Hospital,
acrescentando que o estudo dá esperança aos candidatos a
transplante.
Os coordenadores da pesquisa, Nico Ferraz e Colin McGuckin,
afirmam que em 10 ou 15 anos a técnica utilizada na criação do
fígado poderá ser usada na recuperação de partes do órgão de
pacientes com doenças.
Utilização de cobaias pode ser evitada
A princípio, o órgão desenvolvido no laboratório britânico
poderá ser usado para testar drogas e produtos farmacêuticos,
evitando o uso de cobaias animais e humanas. No Brasil, a
notícia foi bem recebida.
“Isso é ótimo porque possibilita não só a pesquisa de drogas
para o fígado, mas de outras que estão no mercado destinadas a
outras oenças e que vêm causando problemas no fígado”, afirma
o cirurgião hepático do Hospital Geral de Bonsucesso Alexandre
Cerqueira.
No início do ano, seis pacientes ficaram doentes depois de
servir de cobaia em testes no hospital de Northwick Park, em
Londres.
Segundo os médicos britânicos, o tecido do fígado foi
desenvolvido utilizando um “biorreator” da Nasa para simular o
efeito de gravidade zero. O efeito, de acordo com eles,
permite que as células se reproduzam num ritmo mais avançado.
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Pesquisadores da Unicamp desenvolvem tecido humano artificial
Universia - 02.08.2006 -
www.universia.com.br/noticia/materia_clipping.jsp?not=32536
Pesquisadores da Unicamp desenvolvem tecido humano artificial
Por Eduardo Geraque
O reconhecimento público da pesquisa feita no Laboratório de Cultura de Células da Pele da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ocorreu há pouco mais de um ano, com a premiação no 4º Congresso Mundial de Banco de Tecidos como um dos trabalhos mais inovadores.
Agora, com a publicação de um artigo na revista São Paulo Medical Journal, a comunidade científica passa a conhecer os detalhes técnicos do estudo realizado pela dermatologista Maria Beatriz Puzzi e colaboradores.
A equipe da Unicamp conseguiu desenvolver pele humana, com derme e epiderme associadas, em laboratório. A partir da cultura de fibroblastos humanos, os pesquisadores obtiveram uma quantidade suficiente de células para injetar em uma matriz de colágeno bovino tipo I. Depois de obtida a derme, por meio de cultura de queratinócitos e melanócitos também humanos, formou-se a epiderme diferenciada.
"Aqui no Brasil isso não tinha sido feito. Mesmo internacionalmente essa técnica é inédita", explica o cirurgião plástico Luís Ricardo Souto, pós-graduando na Unicamp e primeiro autor do artigo. "Sem dúvida, o principal obstáculo para o avanço dessas pesquisas é de ordem financeira e não técnico."
Depois de provado o sucesso inicial da técnica, a equipe dirigida por Maria Beatriz continuou realizando testes com o material biológico. Segundo Souto, os novos experimentos confirmam a viabilidade do procedimento. "Os testes histoquímicos, por exemplo, estão concluídos. Os resultados estarão no próximo artigo a ser submetido para publicação", revela.
Os desdobramentos mais imediatos do procedimento de produção de pele humana in vitro podem ser divididos em dois grupos. "Uma das possibilidades é usar essa pele em laboratório, para o teste de drogas ou de cosméticos. Isso evitaria a necessidade de que fossem usados animais vivos nesses estudos", explica Souto. A segunda opção é o uso clínico. "Outro caminho é a utilização dessa técnica para o tratamento de queimaduras ou de feridas na pele."
Nos testes realizados na Unicamp foram usadas células da pele do abdômen ou da mama, que haviam sido descartadas após a realização de cirurgias convencionais. Todos os protocolos éticos foram também aprovados sem maiores transtornos. "Haveria algum problema se fossem usadas células de outra pessoa. Mas, no nosso caso, os procedimentos foram feitos em um mesmo indivíduo", explica Souto.
O artigo Model for human skin reconstructed in vitro composed of associated dermis and epidermis está disponível na biblioteca eletrônica SciELO (Bireme/FAPESP). [Fapesp]
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Bom para os animais, bom para nós
Revista Scientific American - Edição Nº 47 - abril de 2006
Por Alan M. Goldberg e Thomas Hartung
Diminuir o sofrimento animal pode gerar testes de segurança mais rigorosos.
Em 1999, um coelho de 2 metros de altura, com orelhas caídas e olhos tristes,acompanhou o candidato à presidência dos Estados Unidos Al Gore durante toda a campanha eleitoral. O crime de Gore: como vice-presidente, ele havia iniciado um programa de testes de toxicidade química que causaria o sofrimento ou a morte de quase 1 milhão de animais. Para muitos, no entanto, o programa parecia absolutamente necessário.
Dois anos antes, o grupo Defesa Ambiental divulgara a existência de dados sobre a segurança de apenas 25% das 100 mil substâncias químicas usadas, informação que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) e o Conselho Americano de Química confirmaram. Gore havia reunido ativistas ambientais, reguladores e fabricantes a fim de iniciar um programa para avaliar a segurança mínima de 2.800 substâncias produzidas ou importadas pelos Estados Unidos em quantidades de até 500 mil toneladas. Um web site divulgaria os resultados obtidos.
O coelho gigante enfatizava uma verdade: a cada ano, milhões de animais são sacrificados em testes de toxicidade, e novos programas poderiam aumentar esse número. A EPA listou cerca de 80 mil substâncias cujos dados básicos de segurança deveriam ser obtidos com prioridade; além disso, sua ambiciosa Iniciativa de Saúde das Crianças busca examinar fenômenos como os efeitos de longo prazo da exposição do feto a produtos químicos. Outro projeto da agência é estudar as conseqüências neurológicas de chumbo, mercúrio e outros venenos para a reprodução e o desenvolvimento.
Do outro lado do Atlântico, o programa para Registro, Avaliação e Autorização de Substâncias Químicas (Reach) avaliará a segurança de 30 mil substâncias produzidas ou comercializadas na Europa. Em 2001, o Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido calculou que esse programa exigirá US$ 11,5 bilhões, 40 anos e mais de 13 milhões de animais. No total, os programas existentes estimam empregar centenas de milhões de animais e dezenas de bilhões de dólares apenas para determinar a segurança das substâncias. E todos os anos, a indústria acrescenta milhares de novas substâncias a essa lista.
Os autores deste artigo pertencem a uma pequena comunidade de cientistas espalhada por indústrias, universidades e governo que há décadas procura resolver o conflito entre segurança e humanidade. O programa de Gore nos deu a chance de mostrar nossas propostas. A pedido da Defesa Ambiental, um de nós (Goldberg) reuniu cientistas das universidades Johns Hopkins, Carnegie Mellon e Pittsburgh para investigar como o programa poderia atingir seus objetivos com número menor de animais.
O programa deveria coletar uma quantidade mínima de dados denominada Screening information data set, o que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) recomenda para avaliar o risco de um produto químico. Neste programa, 430 animais seriam necessários para cada produto analisado. Felizmente, a OCDE, que padroniza as normas científicas de 30 países, incluindo os Estados Unidos, aceita protocolos inovadores para testes que exigem menos animais. Usando as diretrizes da organização e reformulando alguns protocolos para extrair múltiplos resultados de testes simples, demonstramos que o número de animais poderia ser reduzido em cerca de 80% - para 86 animais - sem perda de dados.
Acusada pelos defensores dos animais de ser uma apologia da pesquisa animal e ridicularizada pelos cientistas por ser sentimentalista, a ciência que busca alternativas para os testes de toxicidade ainda assim trilha o caminho onde o bem-estar dos bichos e o rigor científico se encontram. Esse campo está mudando o modo como substâncias químicas e produtos biológicos são produzidos e testados.
Redução, Refinamento e Substituição
As exigências legais para esses testes variam em todo o mundo. Na União Européia, por exemplo, desde 2003 nenhum cosmético pode ser vendido se o produto final ou qualquer de seus ingredientes tiver sido testado em animais desde que alternativas existam. A abolição dos testes de ingredientes cosméticos em animais deverá entrar em vigor até 2009. Já a FDA, agência americana de controle de alimentos e fármacos, exige apenas que certos dados de segurança estejam disponíveis após sua comercialização. Com o tempo, a FDA desenvolveu diretrizes para lidar com denúncias sobre segurança; entre elas, o controvertido teste de irritação ocular de Draize, que consiste em aplicar uma substância nos olhos de coelhos albinos para avaliar seu efeito.
A EPA e suas equivalentes européias especificam o método para avaliar produtos agroquímicos. O teste de um único pesticida consome no mínimo dois anos e cerca de 10 mil animais de várias espécies. Os cientistas determinam se o produto é absorvido pela pele, se pode ser inalado, se deixa resíduos na colheita ou se pode ser ingerido. Para cada item, várias questões devem ser respondidas para indivíduos - fetos inclusive - de diferentes idades: quanto tempo a pessoa pode ser exposta, que quantidade do produto pode absorver e como ele se distribui no organismo.
Se o produto não entra na corrente sangüínea, os cientistas só se preocupam com os efeitos de sua aplicação tópica. Porém, se o composto é absorvido pelo sangue, seus efeitos e os de seus metabólitos em vários órgãos devem ser verificados. No procedimento-padrão, a substância é ministrada a ratos, camundongos, cães e outros mamíferos durante toda a vida desses animais para observar disfunções, câncer e outras doenças.
Também as crias são acompanhadas por toda a vida. Outros testes podem ser incorporados ou feitos em separado.
Nove empresas multinacionais revelaram a Goldberg que usam placa de Petri ou testes com não-mamíferos, como peixes ou vermes, para determinar se uma substância é segura para ser produzida. Só então realizam estudos de longa duração com mamíferos - para satisfazer seus advogados e as agências reguladoras. A tabela na página ao lado traz a série completa de testes em animais exigida para avaliar a segurança de uma substância ou droga. Agências governamentais de controle exigem testes com animais em parte porque algumas das melhores alternativas são segredos industriais e porque confiam nesse tipo de procedimento, que já protegeu a população no passado.
Só recentemente as agências se mostram mais abertas para considerar alternativas. A idéia data de 1959, quando William Russell e Rex Burch, da Federação das Universidades para o Bem-estar Animal, na Inglaterra, criaram os "três Rs" reduction, refinement and replacement - redução, refinamento e substituição - para minimizar o sofrimento animal inerente a muitos estudos. Talvez não possamos encontrar alternativas para um ou outro R, mas a concepção ainda é muito útil.
Redução significa formular testes para gerar informações adequadas com o menor número possível de animais. Por exemplo, testes para toxicidade sistêmica aguda medem os efeitos, observados por 14 dias, da ingestão de determinada substância uma ou mais vezes em 24 horas. A medida de toxicidade aguda mais aceita é a dose letal 50% ou LD50: quantia necessária para matar metade dos animais em teste. Para definir a dose letal, os técnicos administram quantidades específicas de uma substância a cada animal de um grupo de dez machos e dez fêmeas. Usando seis ou sete grupos, cada um recebendo uma dose diferente, é só contar os mortos.
Os técnicos começaram a ver esse teste como matança e procuraram métodos mais eficientes. Desde 1989, análises estatísticas permitem que uma LD50 seja obtida com 45 animais, e hoje a OCDE aceita um padrão que mede a dose letal com 16 animais em média. Um estudo recém-finalizado promete reduzir esse número para cerca de seis animais por substância.
Em outro caso, técnicas de imagem como raios X, ressonância magnética e tomografia por emissão de pósitrons podem revelar diferenças entre uma vasta série de estados normais e alterados em órgãos dos animais. Essas técnicas permitem acompanhar um único animal durante o teste como alternativa ao método tradicional: tomar um grupo de animais e matar um a cada estágio para, por exemplo, determinar o estado de seu fígado. As imagens proporcionam um melhor controle dos dados e reduzem o uso de animais em até 80%.
Uma técnica futurista, a biofotônica, desenvolvida por Christopher H. Contag e Pamela R. Contag, da Universidade Stanford, ajusta-se com mais precisão à esfera do refinamento: conceber testes que envolvam menos sofrimento animal. Por exemplo, um pesquisador introduz o gene da enzima luciferase numa célula cancerosa e insere-a num animal. A enzima faz com que a célula cancerosa e suas filhas brilhem. Facilmente medidos por instrumentos especializados, os fótons permitem monitorar o crescimento do câncer sob a influência de agentes químicos e farmacêuticos - bem antes de o animal desenvolver um tumor palpável. De fato, o procedimento elimina o sofrimento e pode ser usado para estudar uma grande variedade de doenças em estágios iniciais.
Outra técnica de refinamento, bastante útil em testes de vacina, consiste em fixar um "ponto final mais humano", para que um estudo doloroso termine tão logo dados relevantes sejam coletados. Por exemplo, se a temperatura do corpo de um animal cai abaixo de um limite, jamais será recuperada; o teste pode, então, ser interrompido sem perda de dados e poupar a criatura de morte lenta. Se um animal vacinado contra a raiva e infectado com o vírus começar a girar, é sinal de que a vacina falhou e o animal pode ser humanamente sacrificado, o que o livrará de horas de agonia. Melhor ainda, os técnicos que avaliam a eficácia de vacinas podem checar o nível de anticorpos após a infecção, em vez de esperar que o animal desenvolva sinais da doença. O refinamento também inclui o uso de
medicamentos e anestésicos para reduzir a dor.
Além disso, outra classe de refinamento usa espécies de níveis inferiores na escala evolutiva, na crença de que sofrem menos. Tornou-se comum o uso do peixe-zebra (ou paulistinha) e do nematóide Caenorhabditis elegans para observar o desenvolvimento do sistema nervoso sob a influência de substâncias químicas. Nas duas espécies, os cientistas estabeleceram a função dos genes essenciais: se uma substância liga ou desliga um gene, os pesquisadores sabem como a mudança afetará a produção de proteína e o metabolismo celular. Basta mergulhar um grupo de genes em uma substância - um chip de 2,5 por 5 cm contendo, digamos, os 9 mil genes relevantes do peixe-zebra - para saber quais deles são ativados por essa substância.
Recentemente, empresas começaram a produzir chips de genes humanos, incluindo os que, acredita-se, controlam a resposta celular à toxicidade. A tecnologia, que alcançará seu auge no futuro - já que a interpretação da mensagem de um chip ainda é um desafio -, ilustra o mais interessante dos Rs, a substituição (replacement). Aqui, a idéia é abolir absolutamente o uso de animais em testes. A maioria dessas alternativas deve sua existência ao tremendo progresso na criação de tecnologias baratas, rápidas e eficientes, e não aos apelos por um tratamento humanizado. Por exemplo, a maioria das análises de hormônios, como os testes de gravidez, que já envolveu testes de longa duração em animais vivos, é agora realizada por meios alternativos (químicos ou imunológicos).
Um dos primeiros exemplos de substituição foi a descoberta casual, na década de 70, de uma alternativa para o teste de pirogênio, feita por Henry Wagner da Universidade Johns Hopkins. O método verifica a presença de contaminantes bacterianos que causam a febre, injetando uma substância em coelhos e medindo sua temperatura 24 horas depois.
Wagner desenvolvia radioisótopos de meia-vida curta como técnica de diagnóstico por imagem em humanos, e devia assegurar que estavam livres de toxinas bacterianas - mas os radioisótopos estariam inativos no momento em que o teste com os coelhos fornecesse os resultados.
Wagner sabia que Federick Bang, também da Johns Hopkins, havia demonstrado que a hemolinfa (sangue) do caranguejo-ferradura reagia a importantes toxinas bacterianas de maneira previsível e mensurável. A FDA logo autorizou o uso do teste, chamado Limulus amebocyte lysate ou LAL, para detectar pirogênios.
Recentemente, Albrecht Wendel, da Universidade de Konstanz, Alemanha, e um de nós (Hartung) demonstraram que as toxinas bacterianas podem ser detectadas por sua propriedade de induzir os leucócitos do sangue humano a liberar proteínas chamadas citocinas, algumas das quais estimulam o cérebro a gerar a febre. Assim, a simples verificação das citocinas no sangue revela a presença de toxinas relevantes, superando diversas limitações do teste LAL.
Encontrar certas substituições - como para o teste de irritação ocular de Draize, muito doloroso para os coelhos - exige pôr em foco o bem-estar animal. Há uma década, pesquisadores começaram a realizar o teste em globos oculares frescos obtidos em abatedouros, em vez de usar coelhos vivos. Embora incipiente, a alternativa eliminou a dor e o uso de animais extras. Na Alemanha, a fina membrana que separa a gema da clara no ovo de galinha tem servido como substituta para a córnea nesses testes.
Na década de 80, o Centro de Alternativas para Testes em Animais da Johns Hopkins, dirigido por Goldberg, financiou pesquisas para verificar como diferentes substâncias afetam culturas de tecidos bidimensionais de células da córnea humana. Baseadas nesses estudos, várias empresas produzem tecidos tridimensionais, que reproduzem com precisão as superfícies do olho humano - permitindo observar irritações e mudanças estruturais sutis.
Hoje, podemos desenvolver uma grande variedade de células humanas de órgãos como pele, pulmão, olhos, músculo e membranas mucosas. Mais interessante é a reconstituição de tecidos - construções tridimensionais de células especializadas, cultivadas num sistema de suporte. Além do olho, tecidos artificiais são produzidos para pele, pulmão, sistema gastrointestinal e revestimento da boca e da vagina. Amplamente adotados pela indústria, substituem os animais num grande número de testes. (Ainda resta desenvolver culturas tridimensionais para órgãos como o fígado.)
O mais importante é que culturas de células e tecidos possibilitam a observação dos mecanismos biológicos pelos quais uma substância química atua, como nunca foi possível com animais. Podemos hoje produzir in vitro os processos bioquímicos gerados por uma substância. No futuro, esses estudos permitirão prever as conseqüências funcionais - alterações nos genes, mudanças no crescimento celular etc. - da exposição de uma célula, no corpo humano, a uma substância química. Mais ainda, a cultura de múltiplos tecidos numa única câmara, sistema recém-criado pela AP Research, em Baltimore, pode reproduzir interações complexas como a transformação de uma substância em outra pela atividade metabólica de um órgão que, por sua vez, afeta outros órgãos. Esses progressos, embora ainda nos
primeiros passos, poderão abolir o uso de animais em estudos de toxicodinâmica: a cadeia de eventos pela qual uma substância é distribuída, metabolizada e excretada.
Talvez as últimas substituições não serão in vitro, mas "in silicium": a indústria farmacêutica começa a usar modelos computadorizados de interação dos sistemas orgânicos para estudar os efeitos de drogas.
Charles DeLisi, da Universidade de Boston, e outros procuram patrocinadores para o Projeto Homem Virtual, uma aplicação da informática distribuída, da escala do Projeto Genoma Humano. Talvez, o homem virtual possa um dia simular a resposta humana a estressores biológicos, físicos e químicos, tornando desnecessários os estudos com
animais.
Convencendo os Céticos
Hoje, a descoberta de novas alternativas ainda é um processo incerto. Obter recursos para pesquisas específicas tem sido difícil, ao menos nos Estados Unidos. O Programa Nacional de Toxicologia, que coordena os programas federais de testes toxicológicos e os Institutos Nacionais das Ciências da Saúde Ambiental, fornece grande parte dos fundos para essas pesquisas. Embora as agências americanas desejem uma ciência mais humana, na última década investiram menos de US$ 10 milhões para validar alternativas e regular seu uso. Já a União Européia gastou mais de US$ 300 milhões no mesmo período em métodos alternativos e sua validação, e os países-membros também investiram - só a Alemanha ultrapassou os US$ 100 milhões - na busca de alternativas. |