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Introdução
Fatos
Números
Perguntas Freqüentes
O que Fazer
Introdução
A escravidão, a participação da mulher na
sociedade, o tratamento aos portadores de deficiências, o
nazismo e muitas outras coisas que aconteciam na antiguidade
hoje são consideradas absurdas. Esse fenômeno é chamado pelos
historiadores de “evolução”.
Os seres humanos não têm o direito de torturar e
matar outras espécies. Não têm o direito de infringir,
desnecessariamente, dor e sofrimento aos animais, mesmo
àqueles que não estão em risco de extinção. Há milhares
de anos, quando os homens ainda viviam em cavernas, era
necessário usar peles de animais para garantir a sua
sobrevivência. Há muito tempo não há mais necessidade do
uso de peles de animais, que é uma prática
pré-histórica.
Muitas pessoas ainda estão desinformadas
em relação ao processo cruel no qual os animais passam
para se tornarem um casaco ou suvenir de pele. Outras,
mesmo conscientes disso, usam peles de animais motivadas
pela vaidade e pela necessidade de afirmação de status.
“É possível proteger-se do frio e vestir-se
elegantemente sem que seja necessário matar animais".
No inverno, uma das funções básicas do vestuário é
manter-nos aquecidos. Com a evolução na
tecnologia têxtil, nos dias de hoje, temos a disposição
tecidos muito semelhantes às peles e couro de animal, mas de
melhor qualidade térmica. Além disso, o tecido sintético traz
benefícios extras como maior durabilidade, facilidade de
manutenção, valor mais acessível, menor custo de produção,
além de preservar o meio ambiente. Algumas alternativas são o
algodão, canvas, náilon, vinil, ultrasuede etc..
Vale lembrar, que ao utilizar pele/couro
sintética você passa a mensagem de se preocupar com os animais
e com o planeta, sem abrir mão da moda. Ao contrário da pele
de origem animal, que definitivamente é fruto de uma indústria
fútil, cruel e injustificável. A mudança de hábitos faz bem
para a nossa saúde, para o planeta, além de preservar a vida
de outras espécies!
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Fatos Sobre Indústria de Extração de Peles
Os animais
passam suas vidas confinadas em minúsculas gaiolas em
condições deploráveis.
Adquirem
comportamentos neuróticos como auto-mutilação e canibalismo.
Desenvolvem comportamento psicótico batendo a cabeça nas
grades da gaiola e movendo-se furiosamente de um lado para o
outro.
Sofrem de
consangüinidade e nascem com alterações genéticas; deformações
e mutações dos órgãos internos e membros. A dieta artificial
administrada é causadora de problemas digestivos. A
permanência sobre a estrutura de arame das jaulas acarreta
lesões e deformidades nas patas.
Quando expostos permanentemente, ao ar livre, sofrem com as
variações climáticas.
O alto nível de stress é responsável por 20% da
morte dos animais.
Para a extração da
pele, os animais são eletrocutados, asfixiados, envenenados,
gazeados, afogados ou estrangulados. Nem todos morrem
imediatamente, alguns são esfolados ainda vivos!
Em alguns locais, para que as peles
fiquem intactas, corta-se a língua do animal deixado-o a
sangrar até morrer.
Em regiões onde
usam armadilhas, pelo menos 1 em cada 4 animais capturado rói
a própria pata na tentativa desesperada de se libertar. Os que
conseguem escapar morrem pouco tempo depois por hemorragia,
infecção, fome ou mesmo caçados por outros predadores em
conseqüência de sua vulnerabilidade.
Os animais que não
conseguem escapar sofrem por vários dias ou semanas. Presos
acabam morrendo de fome, frio, desidratação ou atacados por
outros predadores. Para não estragar a pele, aquele que ainda
estiver vivo na armadilha é asfixiado com os pés.
Pelo menos 5
milhões de animais como cães, gatos, pássaros, esquilos e até
mesmo animais de espécies em vias de extinção são
acidentalmente apanhados, mutilados e mortos nas armadilhas.
Segundo um estudo
da Ford Motor, a produção de um casaco de peles de animais
gera grande desperdício de energia em comparação com a
confecção de um casaco de pele sintética: gasta-se três vezes
mais quando o animal é pego em armadilha e quarenta vezes mais
se o animal é criado em cativeiro.
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Os Animais em Números
Para fazer um casaco de peles de
comprimento médio matam-se:
125
arminhos
100
chinchilas
70
martas-zibelinas
50
martas canadianas
30
ratos almiscarados
30
sariguéias
30
coelhos
27
guaxinins
17
texugos
14
lontras
11
raposas douradas
11
linces
09
castores
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Perguntas
Freqüentes
A
indústria de peles é mesmo cruel? Sim.
Investigações recentes feitas em fazendas de peles nos
Estados Unidos descobriram que os métodos de criação e
abate de animais são cruéis. Muitos animais são mantidos
em jaulas imundas e de tamanho inadequado. Têm feridas,
fraturas expostas, infecções respiratórias e tumores
cancerígenos que jamais são tratados por veterinários.
Para não danificar a pele, há duas formas mais usuais de
abate: a quebra da coluna cervical e a eletrocussão anal
(uma ferramenta carregada eletricamente é introduzida no
reto, literalmente “fritando” os órgãos internos do
animal). Algumas vezes os animais ficam apenas
atordoados e acordam enquanto estão sendo esfolados,
sofrendo dores atrozes ainda vivos. Animais silvestres
que têm seus membros presos em armadilhas sofrem tanta
dor que literalmente comem suas patas para tentar
escapar. Incapazes de comer, ingerir água ou de se
defender contra predadores, passam dias presos. Muitos
morrem antes mesmo do caçador chegar para coletá-los. Se
sobrevivem, são mortos a pauladas para que se evite
qualquer dano à pele.
Não há leis para proteger animais em fazendas de pele?
No Brasil, há principalmente
criação de chinchilas e coelhos. Existem leis que
proíbem os maus-tratos aos animais, mas o governo
federal não dispõe de funcionários que fiscalizem todos
os estabelecimentos comerciais. Embora a caça no país
seja ilegal, é relativamente comum no Norte e no
Nordeste. Peles de onças, jaguatiricas e outros animais
da fauna brasileira podem ser encontradas com relativa
facilidade.
O que há de errado em usar pele de coelho? Eles não serão
mortos de qualquer jeito para virarem alimento?
Algumas marcas tentam justificar a venda de peles de coelhos
dizendo que são um subproduto da indústria da carne. Na
verdade, coelhos jovens são mortos pela indústria
alimentícia e coelhos de idade mais avançada são
sacrificados pela indústria de peles. Aliás, comer carne
de coelho não é um dos hábitos regulares dos
brasileiros. A França mata mais de 70 milhões de
coelhos por ano especificamente para a produção de
peles. Como no caso de outros animais criados pela
indústria de peles, os coelhos são mantidos em gaiolas
sujas e pequenas. Passam sua vida equilibrando-se
precariamente nos finos arames de suas jaulas, nunca
tendo a chance de cavar, pular ou brincar com animais
de sua espécie. Os métodos de abate são terríveis: os
criadores quebram sua coluna cervical ou esmagam seus
crânios antes de prendê-los pelos pés e cortar suas
cabeças.
É verdade que estão matando cães e gatos na indústria de
peles? Sim. Muitas peles vendidas como “peles de coelho” são falsas
e, na verdade, pertenciam a cães e gatos mortos em
países asiáticos. Estas peles de cães e gatos são
rotineiramente exportadas para as Américas e a Europa.
Sem um exame de DNA, é impossível saber a qual espécie
pertenceram. Portanto, se você usa peles, pode ter
literalmente comprado “gato por lebre”. Só uma pergunta:
você usaria a pele de seu cachorro?
O que
ocorre com as focas canadenses? O
governo canadense autoriza anualmente o abate de focas
de menos de três meses de idade sob o pretexto de
“controle populacional”. As focas, alegam as
autoridades, seriam uma ameaça ao bacalhau, um peixe sob
ameaça de extinção. Já foi documentado por cientistas,
no entanto, que as focas se alimentam basicamente de
lulas, que são predadores do bacalhau. Portanto, teriam
uma ação benéfica na preservação do peixe. Na verdade,
os bluebacks, filhotes de menos de 12 dias mortos a
marretadas, são o alvo preferido dos caçadores porque
sua pele branca e macia tem alto valor comercial. Em
2005, a cota será de um milhão de focas.
A
produção de pele sintética não é mais prejudicial ao
meio-ambiente do que a de pele animal?
Não! Para evitar que se decomponham rapidamente ou se
deteriorem no guarda-roupa, as peles animais são
tratadas com substâncias químicas altamente tóxicas, que
são despejadas em nossas terras aráveis e rios. Para
produzir uma pele de animal, é necessário 60 vezes mais
energia do que para produzir um casaco de pele
sintética.
Animais criados em fazendas de pele não sofrem tanto.
Afinal, nunca conheceram outra vida, não é verdade?
Errado! Os animais criados em
fazendas de pele são privados de seus comportamentos
instintivos básicos. Animais precisam se movimentar,
esticar suas pernas, exercitar-se, limpar-se, ter
estímulos e vida social. Todos os animais confinados
sofrem horrivelmente e começam desde cedo a exibir
comportamentos neuróticos, do tédio intenso – muitos
adquirem o hábito de andar em círculos—à depressão – que
leva à auto-mutilação e ao canibalismo.
Os
animais não estão melhores em fazendas do que em seus
habitats naturais, onde podem morrer de fome, de doença
ou pela ação de predadores? Um
argumento similar foi usado para manter os negros como
escravos há dois séculos. O sofrimento dos animais em
confinamento é atroz. Em seus habitats naturais, jamais
sofreriam tanto. A selva, para os animais, é sua casa.
O fato de que eles podem sofrer não é razão para
garantir que sofram no cativeiro. Além disso, em seu
habitat natural, os animais estão sujeitos à lei da
natureza e cumprem seu ciclo natural de vida.
Posso usar peles que herdei de meus pais ou avós?
A moda deveria ser divertida… e usar um casaco feito de pele
de um animal morto há décadas é tão triste como usar uma
pele produzida recentemente. Você estará enviando a
mesma mensagem para as pessoas à sua volta: a de que
criar animais ou prendê-los em armadilhas para que sejam
mortos e esfolados é totalmente aceitável.
O que
eu faço com meus casacos de pele? Marque
a pele com tinta vermelha e doe para um sem-teto, que
poderá se proteger do frio das ruas. Doar seus casacos
de pele aos necessitados também combate a idéia de que
usar pele é símbolo de status e elegância. Você também
pode doar suas peles para um abrigo de animais, onde
servirão de forração para as camas de cães e gatos
aguardando adoção.
O que eu posso fazer para acabar com o sofrimento dos animais
na indústria de peles? Não compre peles e envie cartas e e-mails para estilistas que
usam peles em suas coleções para que parem com esta
prática. Deixe-os saber como você se sente sobre essa
prática cruel.
O que
há de errado em ter peles de animais no guarda-roupa se
usamos rotineiramente couro em nossos calçados e bolsas? De
fato, o uso de couro é muito disseminado em todos os
lugares do mundo, por isso talvez seja mais difícil
erradicá-lo. Já o uso de peles está restrito a uma
camada da população. Mesmo assim, aos poucos, cresce a
consciência de que usar couro também não é uma prática
recomendável. Muita gente já adotou o hábito de
substituir seus sapatos e bolsas de couro por produtos
similares feitos de artigos sintéticos. Calçados podem
ser feitos de tecidos, plásticos e PVC (que tem a
aparência de couro). Bolsas podem ser feitas de
tecidos, palha ou couro ecológico (látex ou PVC).
Mas
vacas e bois não são mortos para virar alimento de
qualquer forma? O
número de vegetarianos no mundo cresce dia a dia. O
couro é um dos principais produtos derivados da pecuária
e, por isso, o sucesso econômico desta atividade está
diretamente ligado às vendas de couro. Se as vendas de
carne de vaca e de couro caírem simultaneamente, será
reduzido o número de bois, vacas e bezerros que são
criados em fazendas e sofrem horrivelmente durante o
abate.
O couro
sintético faz com que meus pés suem muito! Já
existem materiais sintéticos que “respiram” e são
arejados, como o couro. É o caso do Chlorenol (chamado
de Hydrolite pela Avia ou Durabuck pela Nike), que é
usado principalmente em calçados esportivos. Este
material pode até mesmo ser colocado em máquinas de
lavar roupa.
Couro
sintético é de baixa qualidade. Não é
verdade. Muitas indústrias de calçados reconhecidas
mundialmente pela qualidade de seus produtos têm linhas
de calçados e acessórios feitos com couro sintético.
São elas: Asics; Birkenstock; Capezio (sapatilhas de
bailarina); Converse; Diesel; Fila; Harley-Davidson;
Keds; New Balance; Nike; Puma; Reebok e Timberland
A
produção de couro não polui menos do que a produção de
sintéticos? A
produção de couro é altamente poluente. São usados
diversos produtos químicos tóxicos no tratamento da pele
do animal para evitar que se decomponha. Algumas destas
substâncias são: formaldeído, cianureto, cromo,
alcatrão, tinturas e óleos diversos. Estas substâncias
acabam poluindo nossas terras aráveis e rios. Segundo o
Center for Disease Control and Prevention (CDC), nos
Estados Unidos, há maior incidência de casos de câncer
em pessoas que vivem próximas a curtumes.
O que
eu faço com calçados, acessórios e casacos de couro que
eu já tenho?
Muitas pessoas doam seus calçados, acessórios e casacos
feitos de couro. A maioria, porém, não têm condições
financeiras de se livrar de todos estes artigos de uma
só vez e adquirir um novo guarda-roupa. Por isso,
substituem aos poucos seus casacos, calçados e
acessórios por materiais de couro sintético. Faça o que
for mais adequado para o seu orçamento e consciência.
Lembre-se: muitos artigos feitos de couro sintético
custam pouco e duram muito mais.
Não
tenho tempo de procurar por calçados e acessórios que
não sejam feitos de couro.
Sintéticos, na verdade, são fáceis de achar. Muitas
lojas de departamentos oferecem artigos feitos deste
material. E o melhor: geralmente têm preços muito
acessíveis, são muito bonitos e têm boa durabilidade.
Pergunte ao vendedor.
É
errado usar lã? Não é recomendável usar nenhum tipo de vestuário
confeccionado com matérias-primas derivadas de animais,
como lãs e sedas. Todas as indústrias que usam animais
para obter lucro geralmente se preocupam muito pouco com
o seu bem-estar. A maior parte da lã vem da Austrália,
onde ovelhas são criadas aos milhares. Com poucas
semanas de vida, têm suas orelhas perfuradas e suas
caudas removidas, sem anestesia.Os machos são castrados
de uma forma cruel, quando têm entre duas e oito semanas
de vida. São usados anéis de borracha que cortam o
suprimento de sangue para os testículos. Este método é
considerado extremamente doloroso. Muitas ovelhas morrem
de exposição ao sol, frio ou chuva antes de completarem
oito semanas. Muitas que sobrevivem morrem por doenças,
falta de abrigo ou negligência. Para prevenir fugas, os
criadores cortam grandes porções dos músculos das pernas
das ovelhas, sem anestesia. Na tosa, é necessário
velocidade porque os tosadores são pagos por volume. Por
isso, são descuidados e produzem grandes cortes nas
peles de animais. Testemunhas já relataram casos em que
metade das faces das ovelhas foram arrancadas por
tosadores. Se sobrevivem e ficam velhas, andam longos
quilômetros a pé para serem embarcadas aos milhares em
navios com destino à Ásia e África, onde são abatidas.
Nas longas viagens, as ovelhas são amontoadas nos porões
e privadas de alimento ou de água. O índice de
fatalidades é de 10%. Em países com regulamentação pouco
rigorosa de abate, são desmembradas ainda vivas.
É errado usar
Seda?
Para se obter seda, o bichinho que a produz é fervido
vivo para se separar o fio.
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O Que Fazer
Você gostaria que o consumo de produtos com peles de animais acabasse?
Evite usar os produtos que são feitos com peles e/ou penas de animais. (Lã, couro, camurça, nobuck também são peles);
Imprima panfletos educacionais e distribua o máximo que puder:
Clique Aqui;
Envie e-mails às confecções, donos de loja e fábrica informando que deixarão de comprar seus produtos enquanto continuarem usando peles de animais;
Mobilize as pessoas ao seu redor a fazer o mesmo;
Exija das empresas que parem de confeccionar produtos com peles e comecem a utilizar matérias-primas sem crueldade.
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