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A Realidade
A Morte
Leis
O Que Fazer
A Realidade
Apesar da proibição, todos os anos
centenas de bois são torturados e
mortos em diversas
comunidades de Santa Catarina. Em
outros estados, a prática é
duramente criticada.
A Farra começa quando o boi é
solto e perseguido pelos
"farristas“ (homens, mulheres e
crianças), que carregam pedaços de
pau, facas, lanças de bambu,
cordas, chicotes e pedras. Eles
perseguem o boi, que, no desespero
de fugir, corre em direção ao mar,
onde acaba se afogando; ou em
direção às vilas, podendo invadir
casas, hotéis ou qualquer lugar
onde o animal possa se abrigar.
Quando isso acontece, é comum
pessoas serem feridas e terem
danos materiais.
Antes do evento, o boi é
confinado, sem alimento
disponível, por vários dias. Para
aumentar o desespero do animal,
comida e água são colocados num
local onde ele possa ver, mas não
possa alcançar.
A Farra do Boi ocorre com mais
freqüência na época da Quaresma,
culminando na Sexta-Feira Santa.
Algumas comunidades celebram
casamentos, aniversários, jogos de
futebol e outras festas especiais
juntamente com a Farra do Boi.
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A Morte
Fontes da WSPA-Brazil afirmam ter visto bois sendo
torturado de diversas maneiras:
-
Animais banhados em gasolina e
depois incendiados,
- Pimenta jogada em seus olhos
que, geralmente, são arrancados.
- Participantes quebram os cornos
e patas do animal e cortam seus
rabos.
- Os bois podem ser esfaqueados e
espancados, mas há um certo
"cuidado“ para que o animal
permaneça vivo até o final da
"brincadeira".
Essa tortura pode continuar por
três dias ou mais.
Finalmente o boi é morto e a carne
é dividida entre os participantes.
Alguns dizem que é um ritual
simbólico, uma encenação da Paixão
de Cristo, onde o boi
representaria Judas; outros
acreditam que o animal representa
Satanás e torturando o Diabo, as
pessoas estariam se livrando dos
pecados. Mas hoje em dia a Farra
do Boi não tem nenhuma conotação
religiosa.
Para as pessoas que moram na área
litorânea, onde a barbárie
acontece, a Farra do Boi é apenas
uma oportunidade pra se fazer uma
festa e de se ganhar algum
dinheiro extra, pois alguns
moradores aproveitam para vender
bebidas e petiscos para os
participantes.
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Leis
Além da Lei
Federal 9.605/98,
que prevê em seu artigo 32, que é
proibido “praticar ato de abuso,
maus-tratos, ferir ou mutilar
animais silvestres, domésticos ou
domesticados, nativos ou
exóticos”, impondo pena de
detenção e multa, sendo aumentadas
até um terço se ocorre a morte do
animal, a Farra do Boi foi
expressamente proibida
através de Recurso Extraordinário número
153.531-8/SC; RT 753/101
em território catarinense, por
força de
acórdão do Supremo Tribunal
Federal, na Ação Civil Pública de
n.o 023.89.030082-0.
Conforme decidiu o Supremo
Tribunal Federal, a Farra do Boi é
intrinsecamente cruel, é crime,
punível com até um ano de prisão,
para quem pratica, colabora, ou no
caso das autoridades, omite-se de
impedi-la.
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O Que Fazer Você tomou conhecimento de que está sendo ou será realizado uma farra do boi em sua cidade ou próximo à sua residência:
- Não participe desta barbárie;
- Conscientize as pessoas a não participarem;
- Imprima panfletos educacionais e distribua o máximo que puder: Clique Aqui;
- Denuncie, chame a polícia e faça um TC (cite o Art. 32 da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98);
- Fotografe e/ou filme os animais e as pessoas antes, durante e depois da farra - provas e documentos são fundamentais para combater transgressões.
Se você mora em Santa Catarina:
- Em Santa Catarina a farra do boi
é proibida (Recurso Extraordinário
número 153.531-8/SC; RT 753/101).
Denuncie para o Disque-Denúncia (0800-481717)
-
Escreva para as autoridades uma
mensagem de repúdio à Farra do
Boi em Santa Catarina. Se for o
caso, informe ainda que deixará de
viajar para o Estado por reconhecer que a Farra do Boi
não está sendo combatida com
rigor.
Contatos:
-
Jornal "A Notícia":
opiniaoanc@an.com.br
- Diário Catarinense:
diariodoleitor@dc.com.br
- Prefeitura de Florianópolis:
www.pmf.sc.gov.br/anexos/contato.htm
-
Secretaria de Turismo de
Florianópolis:
www.pmf.sc.gov.br/turismo/contato.htm
-
Ouvidoria do Governo do Estado de
Santa Catarina:
www.ouvidoria.sc.gov.br/enviar.php
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