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Métodos de Abate
Transporte
Bovinos
Suínos
Aves
Peixes
Patê de Foie-Gras
Vitela
Outros
Ingredientes de Origem Animal
O que Fazer
Métodos de Abate dos Mamíferos
Pistola Pneumática:
Uma "pistola" é apontada para a
cabeça do animal e uma vara de
metal é disparada para dentro do
cérebro. A pistola é projetada de
modo que a haste jamais sai
completamente, ela simplesmente
vara a cabeça do animal e depois é
puxada pelo açougueiro enquanto o
animal desmaia.
Este disparo, como o animal se
agita muito, nem sempre é certeiro
e, freqüentemente, atinge o olho
ou resvala na cabeça do animal,
gerando ainda mais dor.
Atordoamento Elétrico:
Os animais são conduzidos molhados
a um corredor e dali tangidos com
choques elétricos de 240 volts.
Choques Na Cabeça:
Um atordoador elétrico é utilizado
para produzir um ataque e a
garganta do animal é cortada,
deixando-o sangrar até a morte.
Golpes De Marreta:
Utilizando-se de um martelo
específico golpeia-se a cabeça do
gado quebrando o seu crânio (essa
técnica também é usada em vitelas,
pois os ossos do crânio de
filhotes são mais macios).
Nem sempre o martelo acerta com
precisão a região que causa a
inconsciência, podendo rasgar os
olhos ou o nariz do gado.
Abate Ritual:
Os animais estão totalmente
conscientes quando suas jugulares
são cortadas. Alguns matadouros
prendem o animal por uma perna e
penduram-no de cabeça para baixo
antes que suas gargantas sejam
cortadas, resultando em danos
dolorosos dos tecidos em 50% das
vezes e, em algumas vezes, crises
de vômito.
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Transporte
Vivem nos excrementos uns dos
outros e são expostos a condições
severas de temperatura em
caminhões abertos.
A febre do embarque, que pode ser
fatal, é comum em gado
transportado a longas distâncias.
O transporte em tempo frio resulta
em partes do corpo congelarem,
causando dores terríveis.
Algumas vezes os animais congelam
sobre suas próprias fezes ou
colados nas laterais ou no chão
metálico do caminhão de
transporte.
Os animais não recebem alimento
nem água .
Uma pesquisa feita pelo
Agri-Practice (Set 95) revelou que
10% dos presuntos pesquisados
foram classificados como DFD, o
que é "geralmente descrito como
uma condição na qual os músculos
de suínos normais e saudáveis
foram totalmente esgotados de
glicogênio devido à exaustão
física prolongada antes do abate.
O trauma infligido pelas
fazendas-fábrica e pelo transporte
pode resultar em "baixas" (downers)
- animais muito doentes ou fracos
para caminhar.
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Bovinos
Como são
mortos: Mesmo hoje em
dia, o processo de abate permanece primitivo e violento.
Animais entram no abatedouro um a um. Os criadores mais bem
aparelhados, usam um revólver pneumático atordoador, mas, é
muito comum a marretada na cabeça, nem sempre certeira. Quando
é chegada a hora do abate, os animais, em geral, são forçados
a entrar num corredor estreito. Desesperam-se, tentando fugir
de todas as formas, viram-se de um lado para o outro, os olhos
cheios de terror. Sentem o cheiro do sangue dos companheiros
mortos e recusam-se a seguir adiante. Alguns, já sem força,
caem; os que permanecem de pé são forçados a prosseguir,
tangidos a choques elétricos. Ao final do percurso, um por um,
são contidos em pequenos boxes e covardemente massacrados:
recebem marretadas, tantas quantas forem necessárias, até que
tombem. Os golpes lhes causam mutilações nos chifres, olhos e
focinho. São então suspensos – alguns às vezes ainda vivos –
por uma das patas traseiras; seus músculos se rompem em
virtude do grande peso de seus corpos. Operários com longas
facas cortam a garganta de cada animal, na veia jugular e
carótida, deixando-o sangrar até a morte, pendurado de cabeça
para baixo. No Brasil, este procedimento é comumente empregado
no abate de bovinos. Porcos, cabras, ovelhas, aves e outros
animais são igualmente abatidos com idêntica brutalidade, mas
sem o uso do atordoamento.
Manejo: Qualquer que
seja o lugar do mundo, o gado é sempre exposto a duras
condições, sofrendo manejo bruto e, freqüentemente, crueldades
no decorrer de suas curtas vidas. Só nos Estados Unidos, onde
cada cidadão come sete bois de aproximadamente 500 kg em toda
a sua vida, mais de 100 mil cabeças de gado são abatidas a
cada 24 horas. Principalmente no Brasil, o gado é
rotineiramente castrado, seus chifres arrancados, e seu corpo
é marcado a ferro quente sem anestesia. Estes procedimentos
são realizados somente para benefício econômico e conveniência
dos produtores de carne. Ao pastar a céu aberto, eles são
expostos a condições climáticas extremas, que vão desde calor
insuportável até tempestades e secas. Muitos animais sofrem e
morrem de calor, frio, sede, fome, doenças e envenenamento por
plantas tóxicas. Após diversos meses no campo, o gado é
transportado para locais de engorda , o que é feito através do
fornecimento de grãos . Nesse local, dezenas de milhares de
animais são apinhados em áreas lamacentas, infestadas de
moscas e cheias de estrume, onde o estresse os torna
suscetíveis à febre e a outras dolorosas doenças debilitantes.
Defender-se das moscas pode fazer com que eles percam um ou
dois quilos por dia, por isso os produtores os pulverizam
regularmente com inseticidas altamente tóxicos.
Engorda: O gado não se
adapta de imediato a comer grandes quantidades de grãos. A
mudança fisiológica abrupta na dieta de grama para grãos causa
dolorosos problemas digestivos, principalmente flatulência.
Para aumentar o ganho de peso e reduzir os custos alguns
produtores adicionam papelão, jornais, serragem e até pó de
cimento à ração. Outros preferem adicionar estrume de aves e
suínos ou esgoto industrial e óleos.
Trasporte: Quando
atingirem o peso ideal, os animais são transportados por
caminhões até os matadouros. Freqüentemente são manejados com
brutalidade: levam choques elétricos de aguilhões, são
chutados e arrastados. Podem ser privados de alimento e água e
sofrer exposição a condições ambientais difíceis por longos
períodos. Caminhões que transportam gado estão sempre
superlotados, o que resulta em quedas, pisoteamento e lesões
durante o transporte. Os animais que sofrem trauma de pernas,
pelve, pescoço ou perna, são arrastados para fora dos
caminhões até o piso do matadouro, onde, muitas vezes,
agonizando de dor, chegam a esperar horas para ser abatidos.
Animais que estão doentes demais para morrer não recebem
eutanásia. Em vez disso, podem ser jogados na “pilha de
mortos” e deixados para morrer de doença, sede fome ou
hipotermia. Nos Estados Unidos, embora seja requisito de
Federal Humane Slaughter Act de 1958 e revisto em 1978 (com
exceção de abate kosher e de outras recomendações religiosas),
o atordoamento nem sempre é feito com sucesso, devido à
incompetência, à indiferença ou à deficiência do equipamento.
Abate
religioso: Existe um
tipo de abate de cunho “religioso” que segue o preceito
segundo o qual não se deve ingerir alimentos com sangue, como
praticado para a produção de alimentos judaicos, a chamada
comida kosher talvez seja pior que a habitual, pois é marcado
por excepcional requinte de crueldade.
Crueldade
embutida: Os criadores
costumam afirmar, com um orgulho sinistro, que “da vaca se
aproveita tudo”, dos cascos ao chifre, sendo por isso um
“animal muito útil ao homem”, conforme aprendemos na escola.
Até mesmo as patas, que não seriam comestíveis, fornecem
material para a geléia de mocotó. Muitas gelatinas artificiais
são produzidas com patas de vacas ou bois, além de conter
corantes e aromatizantes artificiais. Portanto, vegetarianos
não devem consumir gelatinas de origem animal e geléia de
mocotó. Se você ainda não foi convencido de que deve fazer a
sua parte deixando de comer carne, lembre-se destas
informações na próxima vez que se sentar num restaurante de
luxo e pedir uma vitela acompanhada de um bom vinho francês.
Existe um grande movimento internacional de boicote ao consumo
de vitela criado justamente pela compaixão que sentimos em
relação a esses filhotes. Não peça mais vitela (ou a carne da
mãe dela!) nos restaurantes, nem a compre nos supermercados.
Mas quer fazer mais? Não freqüente mais lugares que apresentem
esse tipo de prato em seu cardápio e avise-os do porquê de sua
decisão. Melhor ainda: divulgue isto entre seus amigos.
Propaganda
enganosa: A McDonald´s,
rede mundial de hamburgers, gasta milhões de dólares em
campanhas de propaganda direcionada a crianças e jovens,
tentando mostrar que seu produto é bom. Criaram até um palhaço
chamado Ronald McDonald´s. Nos anúncios, ele mostra que os
hamburgers nascem como frutas e crescem em pacotes. Esse
personagem era interpretado por Jeff Juliano que, ao
inteirar-se da forma como o gado vive e é assassinado,
abandonou o emprego milionário e tornou-se vegetariano.
Fonte: Instituto
Nina Rosa
Bovinos e Eqüinos a Caminho do
Prato
1º Estágio:
O animal chega à "central de
empacotamento", e é colocado em
uma área de espera.
2º Estágio:
O animal é enfileirado em um
curral e um funcionário começa a
conduzi-lo, com o auxílio de uma
vara de eletrochoque, através de
uma porta de aço.
3º Estágio:
É feito o pré-abate através de pistola pneumática ou atordoamento elétrico ou golpes de marreta.
4º Estágio:
O animal é pendurado em uma
corrente pela pata traseira de
cabeça para baixo (há a ruptura
dos tendões da coxa, e o animal
tem a carne rasgada pelo próprio
peso).
5º Estágio:
É feita uma abertura para esfola
do couro (muitos animais recobram
a consciência e gritam de dor
nesse momento).
6º Estágio:
É feita a degola e tanques aparam
o jorro de sangue durante alguns
segundos.
7º Estágio:
O animal é baixado e começa o
processo de esfola total e parte
dos cortes de tetas, patas e
línguas.
É COMUM OS ANIMAIS CHEGAREM VIVOS
NESTE ESTÁGIO.
HÁ RELATOS EM QUE O ANIMAL AINDA
ESTAVA PISCANDO OS OLHOS
ENQUANTO ESTAVA SENDO RETALHADO.
8º Estágio:
O animal é arrastado em uma
esteira onde há o corte em uma
serra elétrica em duas metades, na
posição da coluna vertebral.
9º Estágio:
A carcaça é levada para uma câmara
de resfriamento (a carne ainda
contém calor do sangue).
10º Estágio:
A carcaça é levada para a seção de
corte em pedaços como os vistos em
mercados e açougues.
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Suínos
Quem é o
porco?
Porcos são
animais dóceis, amigos e podem viver em contato conosco de
modo semelhante aos cães domésticos. São sensíveis e capazes
de amar seus donos se conviverem com seres realmente humanos.
Porcos são também inteligentes. Testes científicos
demonstraram que estão aptos a realizar tarefas semelhantes
àquelas desempenhadas por cães e, em alguns casos, podem ser
adestrados para executar tarefas tão excepcionais que nenhum
outro tipo de animal conseguiria desempenhar. Mas devido ao
hábito humano, de consumir esse tipo de carne, o porco é
submetido a muitos tipos de agressões e desrespeitos.
O modo como
comem (fuçando a comida) deu origem à idéia de que eles não
seriam “higiênicos”. Daí o substantivo “porco” ter dado margem
à criação do adjetivo do mesmo nome. "Porco” ficou sendo o
epíteto não somente de alguém que não tem higiene, mas de
diversos outros tipos como os obesos, os policiais, as pessoas
sujas, etc.. Hoje considera-se “porcaria” diversos tipos de
hábitos ou atos, que os porcos são incapazes de cometer –
muito menos intencionalmente -, como emitir gases, arrotar à
mesa, retirar secreções do nariz, falar com a boca cheia, não
gostar de tomar banho, urinar fora do vaso sanitário, etc..
Convencionou-se usar o adjetivo “porco”, numa referência ao
animal, mas na verdade os seres humanos (e somente eles) são
capazes de realizar mais “porcarias” - inclusive
conscientemente – do que qualquer porco.
Considerando-se que os porcos domésticos acabam em lixões ou
comendo lavagem em coxos (não por culpa deles), e que humanos
comem de fato verdadeiras “porcarias”, como, entre outras,
intestinos de boi, rins, cérebro de macaco, bunda de formiga,
olho de passarinho e de atum, baratas, morcegos (na China),
ovas de peixe, pênis de cachorro, mortadela (feita com restos
de vários tipos de animais), chouriço (feito com sangue de
porco), testículos de vários animais, miolo (cérebro de boi),
bofe (pulmão bovino), carnes putrefatas (carne-de-sol), carne
crua (quibe árabe), picanha sangrenta e buchada nordestina,
cabe a pergunta: quem é o porco?
Também em
relação ao comportamento e à ética, podemos verificar que
realmente há humanos que são porcos (adjetivos) e que há
porcos que, pela sua sensibilidade e benevolência, são bem
mais “humanos” (adjetivo) que muitos humanos (substantivo).
Ele é simplesmente um animal também criado por Deus. A
verdade é que ele tem tudo para ser amigo do homem, como ele
realmente é. Há diversos casos descritos de porcos que viveram
como cães em seu relacionamento com seres humanos.
Manejo em
pequena escala: Aqueles que
criam porcos em pequena escala e domesticamente costumam
castrar os animais (para que possam engordar bastante),
forçando-os a uma vida sedentária, reclusa e totalmente
incômoda, alimentando-os com todo o tipo de resto de comida,
preparando-os para ser abatidos.
Como são
mortos: São mortos
através de uma fina, longa e cortante faca que lhes é cravada
com perícia, diretamente no coração. Sem se incomodarem se o
animal sente dor e em que grau, esses criadores, insensíveis,
praticam esse ato friamente, em geral rindo, como se
estivessem fazendo algo trivial, como puxar uma descarga, por
exemplo. Há aqueles que tem como profissão matar porcos dessa
maneira, e assim, todos os dias, realizam seu trabalho.
Conheci um deles, uma pessoa no mínimo asquerosa, que me
confessou que a sensação que sentia ao introduzir a faca no
peito de um porco de 100 quilos era a mesma de matar um homem
gordo...
Manejo em
grande escala: Nos
matadouros, onde os animais são produzidos industrialmente,
não é muito diferente. Assim que nascem, os porquinhos machos
são castrados sem anestesia, de modo cruento. Depois que
mamarem alguns dias, são afastados da mãe e nunca mais a vêem.
Prenhez: As porcas
grávidas, nos dias finais da gravidez, são mantidas num tipo
de jaula tão pequena que não podem se mover, sendo forçadas a
se manter na mesma posição, de pé, sem se voltar para qualquer
lado e sem poder deitar-se. E assim têm os seus filhotes, como
máquinas de produzir porquinhos. Qualquer mulher que já teve
um filho sabe do incômodo característico dos dias finais que
precedem o final da gravidez, que exigem a busca de posições
mais confortáveis a cada instante. Durante o próprio parto é
necessário mudar de posição várias vezes. Imaginem então que
tremendo desconforto deve ser sentir as dores, as contrações
uterinas, sem poder mexer-se ou deitar-se... as porcas
grávidas, geralmente muitas ao mesmo tempo, costumam urrar de
dor, o que torna o ambiente em que vivem um local onde se
capta uma tristeza e uma agonia indescritíveis. Os animais
apresentam sempre um olhar apavorado, talvez pela tremenda dor
a que são submetidos.
Confinamento: Os demais
porcos, castrados e programados para a engorda, vivem
igualmente agrupados ou isolados em áreas muito exíguas e
costumam agredir-se uns aos outros. Não raro, matam-se ou
mutilam-se. Para evitar isso, muitos criadores utilizam drogas
calmantes na ração.
Cascos: Porcos são
animais de cascos definidos, adequados para que possam andar
na terra, na lama, na relva ou em terrenos macios. No
cativeiro, desde quando nascem, são forçados a viver em chão
de cimento ou grade, completamente antinaturais. Com o tempo e
o aumento de peso, os cascos sofrem maior tensão, o que
provoca abertura do ângulo e fissura central, muitas vezes com
ferimentos hemorrágicos, seguidos de infecção. Antibióticos
são fornecidos em grande quantidade, não para aliviar o
sofrimento dos animais (que costumam urrar de dor, sem
conseguir andar), mas para evitar as mortes que provocariam
prejuízos. As feridas nos cascos são cauterizadas com
instrumento de metal em brasa.
Drogas: Os porcos
também recebem cargas consideráveis de outras drogas, além de
vacinas e hormônios. Usados regularmente, os remédios contra
parasitas, a maior parte cancerígena (DDT e similares),
contaminam a gordura destes animais e se alojam no tecido
adiposo. Isso faz do toucinho de origem industrial algo
perigoso para a saúde. Tal qual a lingüiça “pura” de porco.
Fonte: Instituto
Nina Rosa
Suínos a
Caminho do Prato
1º Estágio:
Ao chegar do transporte, os porcos
são conduzidos através de currais.
2º Estágio:
Os animais são desacordados
através de eletrochoque dolorosos
que, na maioria das vezes, causam
somente a paralisia e os mesmos
permanecem conscientes.
3º Estágio:
São então pendurados em correntes
por uma das patas traseiras.
4º Estágio:
São degolados com uma faca
afiada, onde se aguarda então o
sangue escorrer para os tanques.
5º Estágio:
São imersos em água fervente
(muitos animais são mergulhados
conscientes na fervura).
6º Estágio:
Passam pelo processo de esfola
onde a pele é toda retirada.
7º Estágio:
Chegam a mesa de corte onde são retirado suas vísceras e a carne cortada. Os animais são prensados o máximo possível para minimizar os custos.
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Aves
Aves
Até parece
que nunca tiveram um rosto. Os produtos
animais expostos nas prateleiras e freezers dos supermercados
são apresentados higienicamente limpos e empacotados num
ambiente plácido, tranqüilo. Mas esse lugar calmo e perfumado,
geralmente com música suave ao fundo (que contribui mais ainda
para oferecer um clima sereno), esconde uma outra realidade.
Manejo: Por detrás da
farsa da propaganda se encontra a dura realidade dos milhões
de frangos criados em cativeiro, impedidos de ciscar
alegremente, tristes, sem direito à liberdade, ao sol, vivendo
em “celas” superlotadas até atingir o peso ideal (obtido
através de hormônios e de outros medicamentos), quando são
cruelmente abatidos. Depois de
mortos são depenados, eviscerados, limpos e cortados – não se
sabe em que condições de higiene – para serem enfim
empacotados nas embalagens, congelados e enviados para o
comércio. Durante sua vida miserável, passam por verdadeira
tortura. A superpopulação estressa profundamente as aves. No
setor das “unidades” poedeiras, as galinhas são expostas à luz
artificial constante, de modo a pensarem que o dia é contínuo,
o que mantém o seu metabolismo ativo na produção de ovos.
Debicação: Devido à
sobrecarga a que são forçadas, acabam vivendo pouco. Sob forte
tensão, tendem a se bicar e a se dilacerar. Mas a genialidade
dos criadores resolveu o problema: a “debicação”, técnica de
cortar a ponta do bico dos frangos ao nascerem. Essa prática
acontece regularmente, independente da dor que possa produzir
no animal. E como produz! A ponta do bico das aves, assim como
a parte interna das unhas dos homens, é de grande
sensibilidade. Calcula-se que a debicação produza uma dor
semelhante àquela que sentimos ao cortar a ponta de um dedo
(ou do nosso nariz!). Tanto é assim que, após terem parte dos
seus bicos cortados, os pobres animais se debatem de dor e
correm apavorados de um lado para o outro, emitindo sons de
agonia. Geralmente têm sangramento profuso e correm o risco de
morrer. Os criadores – não por humanismo, é claro, mas para
evitar prejuízos com a morte por hemorragia – mais uma vez
lançam mão da sua habitual inteligência: logo em seguida a
debicação, cauterizam o bico do pintinho com um aparelho que
apresenta um fundo incandescente... Ao conferirmos o modo com
vivem esses animais e a tortura a que são submetidos,
percebemos que não somente as grandes granjas, mas também as
pocilgas e os locais de criação de gado, nada devem aos campos
de concentração. Muitos frangos e galinhas poedeiras morrem
subitamente nessas “fazendas”, certamente de tristeza. Outras
são transportadas em caminhões superlotados, sendo expostas ao
sol, ao frio, ao vento, a chuva e a um jejum prolongado.
A ave é um
vegetal?: Curioso é
perceber que quando afirmamos ser vegetarianos, seja num
restaurante ou entre pessoas que acabamos de conhecer, é comum
ouvir-se a pergunta: “Mas você come frango, não é?” Certa vez,
num restaurante, afirmei ser vegetariano e pedi uma salada. O
gerente para agradar, mandou servir-me, sem que eu pedisse, um
“peitinho de frango” grelhado, como uma oferta da casa...
Diante disso, podemos inferir que certas pessoas pensam que
frango e aves em geral são vegetais. Se pudéssemos ver como
eles nascem, vivem e morrem nos criadouros, talvez
entendêssemos por que são comparados a “vegetais” ou a
objetos. Isso vale para qualquer outra ave criada para
consumo: pato, marreco, ganso, faisão, chester, peru,
avestruz, codorna, perdiz, etc. Desde que criados
industrialmente para o consumo humano, todas as aves têm o
mesmo destino que os frangos, algumas até envolvendo situações
piores, como é o caso dos gansos, de quem se produz o
requintado foie gras.
Propaganda
enganosa: No caso dos
frangos e seus derivados, deparamo-nos com partes desses
animais muito bem cortadas, limpas e arrumadas em embalagens
brilhantes, de aspecto sedutor; os ovos, também muito limpos e
alvos, dentro de caixas especiais, coloridas, empilhadas com
esmero. Não raro, o setor de frango do agradável supermercado
mostra a imagem de uma galinha sorrindo, muito feliz devido à
preferência do freguês pela sua carne ou pela granja que a
comercializa. Nas campanhas promocionais, essas empresas
freqüentemente distribuem folhetinhos pelo supermercado, com
historinhas de galinhas e pintinhos amarelinhos, rechonchudos
e bonitinhos, que vivem em campos e chácaras, eles querem nos
fazer crer que esses animais habitam verdadeiros paraísos ou
quintais alegres e multifloridos e são criados com amor e
dedicação. Nada mais distante da realidade. Obviamente, não
seria conveniente que o supermercado, mostrasse imagens e
filmes das cenas de debicação, da cauterização, dos galpões
superlotados, repletos de animais com olhares atônitos (sem
entender que crime cometeram para estar ali), do transporte
desumano, do abate cruento, etc.. Se as pessoas soubessem
dessa realidade, muitas delas provavelmente deixariam de
comprar as aves. Certa vez, num supermercado, John Robbins,
líder do movimento americano Earth Save e autor de Diet For a
New America (Dieta para Uma Nova América) observou uma placa
onde estava escrito “frango fresco”. Ao verificar que, na
verdade, o produto da venda eram galinhas mortas, chamou o
gerente e sugeriu-lhe que, para evitar a propaganda enganosa,
mudassem os dizeres da placa para “frango fresco morto”.
Fonte: Instituto
Nina Rosa
Aves a
Caminho do Prato
1º Estágio:
São despejadas como lixo dos
caminhões que as trazem.
2º Estágio:
Colocadas em um sistema de ganchos
e transportadoras que fazem parte
do sistema de abate automático.
3º Estágio:
Sofrem uma descarga elétrica que
deveria causar a inconsciência
para o abate, mas essa corrente é
reduzida causando somente dor
(níveis maiores de corrente
endurecem a carne). As aves vão
para o próximo estágio com plena
consciência.
4º Estágio:
Processo de degola automática: as
aves penduradas passam por uma
máquina que vai degolando o
pescoço.
5º Estágio:
São imersas em um banho
escaldante. MUITAS VEZES, AS AVES CHEGAM VIVAS NESTE ESTÁGIO.
6º Estágio:
Vão para a área onde serão
depenadas e estrinchadas.
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Peixes
Peixes também sentem dor: Em um
documentário realizado no EUA, estudiosos declararam que os
peixes têm em suas bocas quase a mesma quantidade de
terminações nervosas que os humanos têm em seus genitais.
Assim, puxar um peixe para fora d'água com um anzol seria como
tirar uma pessoa da água segurando suas partes íntimas.
Sensibilidade: Muitos peixes, especialmente os que vivem no fundo do mar,
usam a boca não só para se alimentar, mas também como uma
espécie de sensor geral. Eles possuem uma alta densidade de
nervos. Esta informação nos faz refletir sobre os programas de
pesca na TV, em que os desportistas ou apresentadores capturam
peixes com anzol. Aparentemente bons ecologistas ou bons
samaritanos, depois de fisgá-los, eles os devolvem à água. Só
que não podem imaginar a dor e o estresse que provocam no
animal, que, segundo os especialistas, é suficiente para que a
grande maioria não consiga sobreviver.
Dor: A dor na boca impede que eles se alimentem, o que facilita a
inanição e a morte: o sangramento freqüentemente atrai
predadores, como piranhas e jacarés. Quando esses programas
estrearam, imitando os similares norte-americanos, entendeu-se
ser uma boa ação devolver à água os peixes capturados. O ideal
seria proibir esses torturantes programas. A sensação de um
peixe for a d'água se compara à de um homem sendo asfixiado,
sentindo suas forças se esvaírem lentamente. A retirada da
água causa uma dor terrível e provoca sangramento das guelras.
A dor gerada pelo imenso arpão de um mergulhador quando
atravessa o corpo de um peixe deve ser a mesma que sentiríamos
se fôssemos trespassados por uma lança.
Peixes em
tanques: Peixes
criados em tanques, como tilápias, carpas e trutas, também são
submetidos a forte estresse devidos aos espaços exíguos em que
são mantidos. Em alguns restaurantes é possível ver aquários
onde peixes e lagostas são expostos para ser escolhidos pelos
fregueses. Esses aquários estão longe de fornecer o mesmo
espaço que esses animais encontrariam na natureza. Muitas
vezes, em virtude da urgência em se preparar os pratos, são
descamados, têm o couro arrancado, ou são eviscerados ainda
vivos! Há certas especialidades culinárias japonesas, um tipo
de sushi, em que o peixe é servido ainda vivo. Segundo os
experts, é necessário que ele ainda se mova ao ser servido,
caso contrário o prato deve ser devolvido!
Fonte: Instituto
Nina Rosa
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Patê de Foie-Gras
Para se obter o "Foie-Gras", cuja tradução literal é 'Fígado-Gordo', é necessário sujeitar gansos ou patos a alimentação forçada.
Durante o período de alimentação forçada, entre duas a quatro semanas, patos e gansos vivem em condições exíguas, impossibilitados de exprimirem qualquer espécie de comportamento natural.
Presos em pequenos compartimentos, não podem mexer-se, abrir as asas, ter contato com a água ou procurar comida. Nestas condições, são obrigados a engolir, de 3 a 5 vezes por dia, uma mistura de milho, gordura de porco e sal, inadequada do ponto de vista nutricional e em quantidade muito superior àquela que ingeririam voluntariamente.
A deficiência nutricional e a quantidade introduzida pelo esôfago garantem uma degeneração das células do fígado (esteatose). A alimentação forçada se dá através de funil com uma ponta de cerca de 30cm, a que estão acoplados mecanismos elétricos ou pneumáticos, que introduzem ½ kg em apenas 3 segundos.
Cada ave é forçada a ingerir até 3,5 kg de ração por dia. Em alguns casos, é colocado um anel elástico apertado no pescoço da ave para que ela não regurgite a mistura.
O fígado passa a ter uma anormal acumulação de gordura, que provoca o seu aumento entre 6 a 12 vezes o tamanho natural.

O tamanho anormal do fígado provoca dificuldades respiratórias e de locomoção. O funil, introduzido à força, provoca a inflamação permanente do esôfago, em alguns casos, a sua perfuração, ou ainda asfixia causada por introdução acidental de comida na traquéia.
Depois de 4 semanas de alimentação forçada, os patos e gansos são abatidos. Em um estudo realizado em uma "fazenda", quase 10% de todas as aves morriam com o estômago rompido, com alimento entrando no pulmão ou por doenças e infecções causadas pelos tubos de alimentação sujos.
A Comissão Cientifica de Saúde e Bem-Estar Animal da U.E. conclui no seu relatório de 1998 que a alimentação forçada, tal como é praticada, é prejudicial ao bem-estar animal. A Comissão afirma ainda que as técnicas que provocam um sofrimento evitável devem ser banidas.
Apenas os patos (machos) são usados para fazer o patê, pois eles produzem fígados maiores e são considerados mais capazes de resistir às 4 semanas de tortura. As fêmeas normalmente são entulhadas em sacos de nylon, que são amarrados e jogados em latões com água escaldante. As sobreviventes têm suas cabeças esmagadas contra as bordas do latão.
Se tentarmos imaginar essa dor e sofrimento, então chegaremos perto de compreender a agonia pela qual passam aproximadamente 10 milhões de gansos e patos a cada ano, antes de serem mortos para satisfazer os paladares "refinados" dos seres humanos que consomem 16.800 toneladas de seus fígados em todo o mundo (em 1998). A França é a maior produtora com quase 80%; depois vem a Hungria, Espanha, Israel e outros países como EUA, Bélgica, Bulgária e Romênia produzindo o restante.
Fonte:
Animal;
Vegetarianismo
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Vitela ou
Baby Beef
Milhares de bezerros são mortos, criados em gaiolas minúsculas para que não desenvolvam nem enrijeçam músculos, a fim de serem abatidos e vendidos como VITELA ou BABY BEEF, que é considerada uma carne nobre por sua maciez.
Vitela ou Baby Beef – o que você não vê: Sendo uma carne alva, tenra e considerada deliciosa, a vitela é apreciada em todo o mundo. Conseqüentemente, é uma das comidas mais caras que se conhece, o que estimula a ambição dos criadores, em sua ânsia por lucros. Assim que nascem, as pequenas vacas são retiradas da presença da mãe e isoladas em compartimentos individuais onde recebem um banho frio e passam a se alimentar com leite fornecido não em tetas, mas em recipientes ou canaletas. O ato de sugar, importante para esses pequenos seres, não lhes é permitido, o que produz um alto índice de ansiedade. Costumam então sugar qualquer coisa que lhes é dada, como dedos, pontas de roupas, etc.
Confinamento: Sua carne deve ser branca e macia. Para isso é necessário que os músculos dos animais não se tornem avermelhados, como os tecidos de vacas adultas. A técnica de produção da vitela mostra que é preciso evitar a atividade muscular para impedir a oxigenação dos músculos. Para isso, os animais devem ser mantidos em pequenas celas que impeçam seus movimentos. Depois de um tempo, os animais são forçados a permanecer em pequenos currais individuais onde somente conseguem ficar de pé com o pescoço virado para a direita ou para a esquerda. Em dias alternados, funcionários mudam a cabeça do animal cada dia para um lado. Raramente têm a cabeça voltada para frente com o pescoço esticado, pois isso permitiria a movimentação dos músculos do pescoço. Esse processo é mais comum algumas semanas depois do nascimento.
Alimentação: Ainda para evitar o tingimento dos músculos, os bebês são forçados a uma dieta completamente isenta de ferro, o que lhes provoca uma fraqueza profunda. A ausência do mineral em seus corpos produz uma grande ansiedade por tudo aquilo que possa conter ferro, mas até a água que lhes é fornecida é desmineralizada, Por isso os animais lambem pregos e material metálico das celas e até mesmo sua própria urina.
O sofrimento do bezerro: Visitar uma área de criação de vitela é como estar em um campo de concentração infantil. Os novilhos olham para os visitantes e se aproximam como quem pede ajuda. Tentam sugar dedos ou pedaços de roupas, enchem os olhos de lágrimas e emitem sons guturais estranhos. Esse sofrimento não dura mais que três meses, quando já estão prontos para o abate. São então levados para um local onde são cruelmente mortos , em geral com um corte profundo na jugular, para perder todo o sangue lentamente.
Paladar refinado?: Todo ano, só nos EUA cerca de um milhão de bezerros são mortos para servir aos refinados apreciadores de uma boa carne.(!?!) O hábito de comer vitela começou provavelmente quando vacas grávidas morriam e serviam de refeição. Percebeu-se que o feto tinha uma carne de textura muito tenra. Depois vieram os métodos para manter a carne do bezerra macia por mais tempo. Por isso hoje se consegue essa façanha com animais de até três meses de idade. Muitos deles morrem antes de completar três meses de nascidos, alguns por infecções (uma vez que seu sistema imunológico é frágil devido à anemia), outros por doença de causa desconhecida. Apresentam diarréias constantes e ficam cada vez mais tristes, até se entregar à morte libertadora. Sua carne, mesmo nesses casos, é direcionada para os restaurantes.
Vacas e seus bezerros: Vacas são mães atenciosas e sensíveis. Basta ver como lambem carinhosamente as suas crias e como essas necessitam da companhia de suas mães. Não se permite nem ao menos que as vacas vejam a sua cria, pois do contrário não conseguiriam permanecer tranqüilas. Elas costumam agitar-se e gritar desesperadamente quando são afastadas do filhote. E assim começa uma das maiores crueldades que o ser humano pode cometer contra os animais: a indústria da vitela.
Vitela x produção de leite: É possível entender perfeitamente a origem dessa doença “de causa desconhecida”. Se um bebê humano, imediatamente afastado de sua mãe ao nascer, for amamentado artificialmente, estando preso a um berço que limite os seus movimentos, sem receber carinho de forma alguma, sentindo fraqueza constante, certamente viverá bem menos que uma vaquinha. A produção de leite também implica crueldade com os animais. Milhares de bezerros são mortos, depois de serem criados em gaiolas minúsculas para que não desenvolvam nem enrijeçam músculos e sejam abatidos e vendidos como se fossem vitelas. Ao tomar o seu “leite”, a pessoa torna-se cúmplice dessa produção e do abate indiscriminado de bezerros.
Produção de leite: Atualmente uma vaca produz dez vezes mais leite do que sua natureza permitiria. São tratadas como máquinas: não tomam sol, não amamentam seus filhotes, recebem doses de hormônios, sentem dores (basta ver o tamanho das tetas de uma vaca leiteira) e algumas contraem infecções. Quando estão exaustas são abatidas. Muitos animais doentes, que mal podem se levantar, são arrastados para os matadouros assim mesmo, para não haver desperdício. Não podemos nos esquecer dos bezerros que são vendidos para rodeios, onde sofrem fraturas de coluna, patas, hemorragias, e são quase sempre abatidos de forma cruel. Nos Estados Unidos, defensores da alimentação vegetariana e dos direitos dos animais afirmam que, se um produtor de carne tratasse seu cão da maneira como rotineiramente trata seu gado, seria multado, processado e provavelmente preso – e teria seu cão
apreendido.
Fonte: Instituto Nina Rosa
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Outros
Animais
Rãs: Rãs passam pelo mesmo problema, pois são criadas em pequenos
espaços, abatidas com uma forte pancada na cabeça e,
geralmente, têm o couro arrancado ainda vivas.Comer rã é
basicamente antiecológico. Esses batráquios são muito
importantes para a cadeia alimentar e o equilíbrio dos
ecossistemas, já que se alimentam de insetos. Há quem diga que
se rãs e sapos desaparecessem, os insetos dominariam a Terra.
Baleias: No Japão, mais de 500 baleias são mortas todos os anos , o que
contraria a comissão Baleeira Internacional, o país alega fins
científicos”, porem sabe-se que são vendidas como especiarias
alimentares.
O Professor Frank Cipriano, da Universidade de São Francisco,
EUA, é pioneiro na identificação de carne por técnicas de
análise de DNA. Suas mais recentes pesquisas indicaram
presença de carne de baleia em alimentos para cães no Japão.
Tubarões: Também no Japão e nos estranhos mercados alimentícios do
Oriente, há o hábito de consumir a sopa de barbatana de
tubarão, um dos pratos mais caros do mundo. Pescados vivos são
cruelmente despojados de suas barbatanas e em seguida
devolvidos ao mar. Via de regra são consumidos pelos
companheiros, atraídos pelo sangue dos cortes.
Caranguejos e lagostas: Atrocidades
contra os animais existem em todas as partes do mundo. O
Brasil não fica longe: aqueles que apreciam caranguejos sabem
que costumam ser fervidos vivos! Caranguejo que não se move
não é consumido. Em Recife, Pernambuco, grelham a lagosta
viva, recém-retirada de um tanque, de onde foi “escolhida”
pelo freguês. Depois de ser colocada diretamente na brasa com
um peso por cima ela passa instantaneamente da cor verde/azul
para vermelha...
Jumentos: Para ilustrar ainda mais a crueldade, podemos citar outro
costume praticado no Nordeste brasileiro, onde a carne dos
dóceis jumentos é apreciada para a produção de uma modalidade
de carne-de-sol. Só que para tornar a carne mais macia
cortam-se as patas do animal da articulação do joelho para
baixo. Eles ficam urrando de dor, correndo desesperadamente
sobre seus cotocos de pernas, esvaindo-se em sangue durante
horas, até perder definitivamente os sentidos. Dizem os
criadores que isso é necessário, caso contrário a carne
permanece dura demais para ser consumida.
Cães e Gatos: No Vietnã,
cães são escolhidos por donas casa e crianças, e são abatidos
na hora. Eles são escolhidos e retirados de uma gaiola com um
pau com gancho na ponta, espetando o animal pelo pescoço. Em
seguida são jogados em água fervendo e suas peles são
arrancadas com eles vivos. Cães são vendidos em mercados e
restaurantes. Acreditam que sua carne é afrodisíaca. Estima-se
que são abatidos 500 cães e gatos por dia. Na China, o “melhor
amigo do homem” é uma iguaria. Lá, como aqui, os cães são
criados normalmente entre os homens e, quando o dono decide
comê-lo, basta assobiar. O dócil amigo se aproxima, recebe uma
forte pancada na cabeça e vai direto para a panela.Existem
restaurantes que servem cães São Bernardo, especialmente o
“Fondue de cachorro”, o que está gerando fortes protestos
internacionais. Os criadores de São Bernardo vêm crescendo a
cada ano, pois é quatro vezes mais lucrativo do que criar
porcos, vacas e galinhas. No Brasil, gatos são normalmente
transformados em churrasco e vendidos nas ruas em espetos.
Macacos: Há requintes ainda mais abomináveis, como o hábito de se
consumir o cérebro de certos primatas no Japão. Em um tipo de
cerimônia macabra, o grupo de comensais se reúne para uma
refeição numa mesa em que orifícios ocupam o lugar do prato.
Ali são encaixadas as cabeças de macaquinhos vivos, cujos
pêlos são raspados. Com a ajuda de um martelinho as pessoas
batem no crânio do animal até que ele desfaleça. Então o
garçom retira os ossos superiores da cabeça dos macacos,
expondo-lhes o cérebro, que recebe temperos e molho de soja.
São imediatamente saboreados por meio de palitinhos típicos da
culinária oriental.
Formigas: Na França se consomem formigas de abdome doce, um tipo de
inseto que, por possuir grande concentração de carboidratos em
seu abdome, é usado para o preparo de um dos mais sóbrios e
caros tipos de guloseima. Essas formigas são mergulhadas numa
calda quente de chocolate derretido de modo que o processo
envolva apenas o seu abdome, deixando de fora o resto de seu
corpo. O “produto” é colocado em caixas especiais. As formigas
permanecem vivas por alguns dias, o suficiente para ser
vendidas. Consome-se apenas a parte do chocolate. O “resto” da
“iguaria”, que é a formiga ainda se movendo, é dispensada.
Fonte: Instituto
Nina Rosa
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O que Fazer
Você
gostaria de diminuir o sofrimento
de animais em matadouros?
Um estilo de vida mais saudável e humano pode
começar na sua próxima refeição.
Evitando produtos animais, você
ajuda a si mesmo, a Terra e os
animais.
- Adote uma dieta mais saudável (Veja
algumas receitas aqui);
- Não coma carnes (peixes, aves,
ovinos, eqüinos, bovinos, cães,
gatos, baleias, tartarugas etc.);
- Coma mais verduras, grãos,
legumes e frutas;
- Existem deliciosos hot-dogs e
hambúrguer vegetarianos, lasanhas
de tofu e outras delícias;
- Conscientize as pessoas a
adotarem uma dieta sem produtos de
origem animal (ovos, leite e
carnes principalmente);
- Informe-se sobre dietas sem
carnes. Pesquise, considere os
fatos e despreze as opiniões;
- Procure por livros, revistas,
jornais e outras publicações sobre
o assunto;
- Mantenha-se informado sobre
grupos de pessoas que pensam como
você, associações de proteção aos
animais;
- Peça em sua escola, empresa ou
restaurante favorito, uma opção
vegetariana;
- Conscientize-se de que o governo
sustenta a indústria da carne
permitindo a criação de animais em
terras públicas e oferecendo
serviços administrativos,
subsídios e redução de impostos;
- Faça com que os legisladores
saibam o que você pensa de tudo
isso;
- Escreva para fábrica de produtos
naturais e tente manter-se a par
de novos produtos para
vegetarianos lançados no mercado.
- Saiba que uma pessoa que não
come carne poupa a vida de 95
animais por ano;
- Imprima panfletos educacionais e
distribua o máximo que puder.
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